Passo a passo para montar uma estrutura de delivery para restaurantes

delivery para restaurantes

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Da preparo do prato à mesa do cliente o caminho ficou mais longo. E isso não é porque o salão do restaurante aumentou, mas porque o movimento de comida em domicílio tem conquistado mais espaço na rotina do consumidor.

Esta tendência, inclusive, consolida-se em cifras. Afinal, o setor de entregas já vem movimentando pelo menos R$ 11 bilhões por ano, segundo dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). 

Do dia para noite, muitos restaurantes se viram obrigados a baixar as portas por causa do surto de Covid-19, e o delivery se tornou uma importante –senão a principal– fonte de receita. 

Pensando nisso, o Capterra criou um guia especial para auxiliar na criação de um delivery para restaurantes. Confira as dicas abaixo!

1. Mantenha uma comunicação ativa com os clientes

Imagine um consumidor que é muito fã da sua pizzaria. O quão frustrado ele ficaria ao tentar pedir uma margherita por delivery em uma segunda e, depois de ligar, descobrir que ao contrário do que está no Google você não entrega mais neste dia.

Não adianta seu restaurante explorar as vendas online, mas decepcionar o consumidor porque tem informações desencontradas. Portanto, seja útil e entregue o que ele busca –não somente em produto, mas também em serviço.

Em todos os canais que estiver presente, mantenha atualizados os dados do seu negócio. Isso conta muito no delivery para restaurantes. Certifique-se de ter em dia: 

  • Horários e dias de funcionamento.
  • Número de telefone para contato.
  • Métodos de funcionamento (se dispõe de refeição no local, delivery ou take away).
  • Formas de pagamento disponíveis.
  • Identificação do modelo de delivery.
  • Área de cobertura da entrega.

Os restaurantes devem ter um perfil no Google Meu Negócio, que é o primeiro contato de muitos clientes com o seu restaurante. Caso sua presença online seja recente e sua empresa ainda não apareça no Google, aposte com força nas redes sociais –este tópico será abordado em seguida.

atendimento delivery restaurantes
Exemplo de um perfil completo no Google Meu Negócio (Fonte)

Quando se trata de delivery para restaurantes, você também deve ser proativo para instruir o público sobre o consumo do pedido. O prato que você está entregando deve ser consumido imediatamente ou é necessário aquecer? Se pode ser aquecido, é possível fazê-lo na embalagem? Avise-o para que ele tenha a melhor experiência possível.

O restaurante Komah, por exemplo, optou por enviar juntamente com o pedido um guia explicativo que esclarece como comer certos pratos.

aplicativos de entrega experiencia cliente
Restaurantes também devem trabalhar a experiência do cliente no delivery  (Fonte)

Especialmente neste momento de crise sanitária, também é importante comunicar o cliente sobre as medidas de precaução na hora de receber o pedido. Entre elas, usar máscara e manter uma distância segura de outras pessoas.

Se há possibilidade de oferecer “entrega sem contato”, em que os entregadores deixam o pedido em um lugar pré-combinado, comunique o cliente dessa opção.

2. Sempre use as redes sociais a seu favor

As redes sociais servem de canal para promover ações promocionais, impulsionando o consumo e a fidelização do seu restaurante. Independentemente se sua operação é física ou online, uma coisa é fato: aposte nas mídias sociais se quiser ter visibilidade.

Plataformas como Facebook, Tik Tok e Instagram são muito visuais, portanto aproveite essa abordagem para publicar fotos e vídeos dos seus pratos. Faça com que os consumidores fiquem com vontade de consumi-los.

Se quiser tirar o máximo dessas ferramentas, utilize softwares de marketing de redes sociais para automatizar campanhas online e conhecer melhor seus seguidores. Você pode ter ideias para ações futuras com os insights gerados por relatórios dessas plataformas.

Outro truque que você deve investir é no uso de hashtags nos seus posts. Elas aumentam a visibilidade das suas publicações e maximizam a voz da sua marca.

A hamburgueria Now Burguer, por exemplo, coloca uma sequência de hashtags em todos seus posts. Além de palavras relacionadas à cidade (#saopaulo), a empresa coloca hashtags que estão ligadas à região que atua, como referência ao bairro Vila Mariana.

hashtag entrega de comida
Usar as hashtags corretas ajuda os restaurantes a atrair seu público-alvo  (Fonte)

Uma vez nas redes sociais, não descuide da imagem da sua marca. Sempre responda os comentários e avaliações –mesmo as negativas– para manter o engajamento com o cliente.

Os feedbacks deixados nas redes sociais costumam ser um excelente termômetro sobre o seu serviço ou produto. É importante estar atento às opiniões para saber o que pode melhorar.

3. Delivery para restaurantes: adapte o cardápio

É importante saber que nem tudo que está no cardápio do seu restaurante deve ir para delivery. E por quê? Muitos pratos não funcionam na modalidade de entrega, porque chegam na casa do cliente murchos, frios ou desmontados, prejudicando a qualidade do produto.

Considere criar pratos que suportem o tempo de transporte até o endereço do cliente –ou que pelo menos sejam enviados pré-prontos para ele finalizar.

Ao definir um cardápio para venda online, leve em conta esses pontos: 

  • Pesquise o que seus concorrentes estão vendendo.
  • Pense em produtos que destaquem o seu restaurante.
  • Liste quais são os seus pratos mais vendidos.
  • Verifique quais desses pratos poderiam aguentar o transporte.
  • Analise qual sua capacidade de produção para não comprometer o envio.

Uma outra maneira de ter insights para o seu cardápio é utilizar as informações fornecidas pelo seu sistema para restaurante. Cheque as matérias-primas disponíveis e crie receitas com base nos alimentos que possui.

Aliás, se ainda não automatizou o seu inventário, faça isso o quanto antes. Ao realizar controle do estoque de forma regular, você tem visibilidade da entrada e saída de produtos e do vencimento dos alimentos. Além disso, sabe o momento certo de fazer novas compras e não desperdiça produtos.

Confira opções de sistemas de controle de estoque

Já para definir o preço dos pratos, você pode usar o seu programa para custo de alimentos para ajudar a encontrar um valor justo, administrar o custo do menu e maximizar sua margem de lucro.

É sabido que muitos consumidores serão afetados economicamente pela crise sanitária, por isso também vale a pena adaptar o cardápio pensando no bolso do cliente.

No caso do restaurante Charco, a solução foi lançar um cardápio para o período de quarentena com redução dos valores dos pratos em relação ao restaurante físico para incentivar o consumo.

cardapio delivery restaurantes
Aproveitar o delivery para fazer promoções é uma ótima abordagem (Fonte)

Tenha sempre em mente que manter um cardápio longo exige um estoque grande. Se você não quer assumir esse gasto, então mantenha o menu enxuto.

4. Busque parcerias comerciais

Bons fornecedores são imprescindíveis para os restaurantes oferecerem boa comida –e bons serviços, claro. Na hora de escolher os seus parceiros comerciais, leve em conta os seguintes pontos: 

  • Pesquise a reputação da empresa.
  • Peça certificados de procedência e de órgãos de vigilância sanitária.
  • Analise a capacidade de entrega de produtos para atender a sua demanda.
  • Busque preço justo com garantia de qualidade.
  • Teste os possíveis fornecedores para ver se mantêm um mesmo padrão de serviço e atendimento.

No segmento de restaurante, é importante ter mais de um fornecedor, com foco no que cada um pode oferecer de melhor.

Isso vale também para um mesmo tipo de matéria-prima. Tenha sempre um plano B para fornecedores. Se eventualmente falte algum produto vendido pelo seu fornecedor principal, o serviço não pode ser interrompido por causa disso.

No delivery para restaurantes, há grande preocupação com a embalagem, o que exige que você tenha bons fornecedores também para garantir um envio de sucesso. A embalagem não só vai proteger e manter a qualidade do produto, como também vai garantir a experiência do cliente.

O bar Astor, por exemplo, vende coquetel por delivery, portanto a embalagem é fundamental para que o produto chegue intacto e possa ser degustado pelo cliente. Além da garrafa de plástico, eles  usam sacos a vácuo para proteger os ingredientes.

embalagem delivery para restaurante
Para um bar, por exemplo, pensar na embalagem é fundamental para o delivery (Fonte)

Atualmente, em decorrência do fechamento temporário de restaurantes, a preocupação de muitos estabelecimentos também gira em torno de conseguir honrar compromissos com seus fornecedores.

A orientação da Abrasel é a negociação de prazo maiores de pagamento com parceiros comerciais e prestadores de serviços.

Neste momento, uma boa maneira de se organizar financeiramente é contatar os fornecedores por ordem de vencimento e, se for o caso, solicitar um desconto, melhores condições de pagamento, renegociação da dívida ou ampliação do prazo de pagamento.

Segundo a entidade, os fornecedores também estão interessados no funcionamento dos estabelecimentos –tanto hoje quanto a longo prazo. Portanto, tente negociar!

5. Pagamentos para delivery: escolha as melhores opções

Oferecer várias modalidades de pagamento disponíveis no mercado faz seu restaurante ampliar a clientela. Há diversos novos métodos por aí, fique de olho neles para poder agregar tecnologias inovadoras na sua operação.

Embora o ideal seja fornecer a maior quantidade de opções disponíveis, altos custos de transação fazem que isso seja inviável. Portanto, investigue quais são os métodos que seus clientes mais utilizam e quais têm melhor aderência à sua empresa.

Se você identificar que há pouca busca por um método, elimine-o. Por outro lado, se perceber que há um movimento pedindo um tipo específico de pagamento, considere adicioná-lo.

Abaixo, confira uma lista dos principais métodos de pagamentos usados atualmente no delivery para restaurantes:

Cartão de crédito e débito

O pagamento por cartão de crédito e débito pode ser feito de duas maneiras: por meio de uma plataforma de pagamento (gateway) no seu site ou então por maquininhas.

Se for contratar máquinas portáteis para seus clientes pagarem na entrega, analise contratar as que oferecem funcionalidades adaptadas ao celular, como pagamento por aproximação (contactless) e código QR –assim o consumidor pode usar uma carteira digital para concluir a transação.

Também considere adquirir uma maquininha que esteja habilitada para transações por meio de vale-refeição. Muitos clientes fazem pedidos quando estão no escritório e preferem pagar usando esse benefício.

Algumas das principais bandeiras de vale-refeição do mercado são: Sodexo, VR, Alelo e Ticket. Vale lembrar que para habilitar o serviço são cobradas taxas de transação e outras tarifas de manutenção, portanto pesquise se é viável para o seu negócio.

Carteira digital

As carteiras digitais permitem transferências online intermediadas por um serviço de pagamento eletrônico. 

Neste modelo não é necessário adquirir uma maquininha, pois a transação é intermediada por um celular ou tablet. PayPal, PagSeguro, Bepay, Mercado Pago e Pic Pay são algumas das empresas que oferecem esse serviço no mercado brasileiro.

A vantagem é que as taxas costumam ser menores do que aquelas cobradas pelas operadoras das maquininhas. Com isso, muitas dessas empresas de carteira digital conseguem oferecer benefícios aos clientes (desconto ou cashback) como estratégia de fidelização.

Pagamento via aplicativos de entregas

Os aplicativos de entrega oferecem planos que incluem receber o pagamento e repassar ao restaurante –confira a lista das principais empresas do setor logo abaixo.

Quando você contrata os aplicativos para esta modalidade, no geral se acresce como taxa uma porcentagem em cima do valor do produto. Além disso, o repasse não é imediato: há um prazo para que ele ocorra.

Pagamento com dinheiro

O pagamento em dinheiro ainda é um dos métodos mais democráticos de pagamento, considerando que um em cada três brasileiros não possui conta bancária –por isso é importante continuar a oferecer essa modalidade mesmo com o surgimento de novas maneiras de pagar.

Ao selecionar a opção do pagamento em dinheiro, oriente seus clientes a comunicar se precisam de troco, o que facilita para não haver desencontros quando o entregador for levar o pedido.

Desde março, quando houve o boom das entregas, uma orientação é que os restaurantes deem preferência aos métodos de pagamento online para que entregadores e clientes não precisem estar em contato.

6. Planeje muito bem as entregas

Se você pudesse perguntar a diferentes chefs como criar uma operação de delivery para restaurantes, a resposta seria unânime: estudar como funciona o sistema de entregas, já que essa é uma etapa importantíssima da operação.

Uma coisa é finalizar um prato e levá-lo para uma mesa; outra coisa é montar um prato e despachá-lo para quilômetros de distância da sua cozinha.

A seguir, explicamos as duas principais maneiras de lidar com as entregas do seu restaurante.

Aplicativos de delivery de comida

De uns anos para cá, os ícones de plataformas de entrega passaram a ser presença certa nos celulares de gente do mundo inteiro. Receber comida em casa se tornou rotina para muita gente.

A maneira mais fácil de entender como funciona esses aplicativos é pensar no conceito de marketplace: uma plataforma que oferece diversas marcas para que o cliente segmente sua busca segundo diferentes critérios.

Para o restaurante entregar por um desses aplicativos, é necessário escolher um plano e depois criar o cardápio online.

O ponto positivo dessas ferramentas é que elas se encarregam do marketing, do fluxo de usuários, do pagamento e das entregas, dependendo do plano escolhido. Já o maior problema é que cobram tarifas pelas entregas que podem ser altas para o seu negócio.

Confira as principais plataformas disponíveis no mercado:

Ifood

O Ifood oferece dois planos aos clientes, sendo que apenas um deles inclui a opção de entregas. Pelo serviço, a plataforma cobra uma taxa que varia de 12% a 27% sobre o produto vendido. Também há cobrança de mensalidade ao atingir um valor de vendas –se o restaurante ficar abaixo, não precisa pagar.

Uber Eats

A plataforma da Uber dispõe de um único plano no qual se encarrega da gestão da entrega por meio de motoristas autônomos cadastrados na plataforma. A empresa cobra uma taxa inicial de ativação, que cobre serviços como sessão de fotos profissionais. A taxa cobrada dos restaurantes pode alcançar 30%.

Rappi

A Rappi também conta com dois planos disponíveis para restaurantes. Em um deles o restaurante usa frota própria, enquanto no outro a plataforma se responsabiliza pelo delivery. A taxa comissão por venda pode chegar a 16% e também é cobrada uma taxa de ativação única ao iniciar o serviço.

Loggi

Com uma dinâmica diferente dos concorrentes, a Loggi oferece um serviço de entrega para restaurantes chamado LoggiPresto, que opera sob demanda. Dessa forma, você só paga pelas entregas contratadas, com base em uma tabela de frete.  

Na hora de contratar uma dessas ferramentas, verifique a viabilidade para o seu negócio ao analisar:

  • Taxas cobradas
  • Cobertura de entrega
  • Serviços fornecidos além do delivery

Muito desses aplicativos têm oferecido condições especiais para apoiar pequenos e médios restaurantes durante o período de crise sanitária. Aproveite para checar qual oferece as melhores condições para o seu negócio, mas fique atento com o valor das cobranças no futuro.

Estrutura própria de delivery

É possível criar sua própria estrutura de delivery ao contratar entregadores para fazer parte da equipe, motoboys em sistema de freelancer para atender conforme a demanda ou então uma empresa terceirizada.

Para organizar direito o seu setor de entregas, o ideal é que você use um sistema de delivery que organize a operação em tarefas como atendimento ao cliente, preparação do pedido, otimização de rotas e agrupamento de pedidos.

Conheça a seguir alguns dos softwares que cumprem essa função. Para selecioná-los, foi levado em conta se oferecem outros serviços além da gestão de entregas, opção de rastreamento e integração com aplicativos de delivery.

1. Saipos

saipos-entrega
Tela da área de delivery do sistema para gestão de restaurantes Saipos (Fonte)

Este software permite administrar as entregas desde o recebimento ao fechamento do pedido –também integra na plataforma pedidos recebidos por WhatsApp. Há outras funcionalidades de gestão, como controle de estoque.

Preço: sob consulta.

Versão mobile:  não possui.

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2. Meu Delivery

tela meu delivery
Além da opção de gerenciar entregas, programa oferece integração com iFood (Fonte)

Oferece serviços de controle de entregas, como organização de rotas e emissão de pedidos na sequência escolhida. Um diferencial é a organização dos pedidos online com base em Kanban.

Preço: R$ 99,00 por mês.

Versão mobile: não possui.

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 3. Sischef

tela do sischef
Tela do Sischef, sistema de gestão para restaurantes com módulo delivery (Fonte)

Possui um módulo exclusivo para delivery que inclui integração com Google Maps, identificador de chamadas, conferência de entregas, etc. Oferece também módulos extras como controle de caixa e de estoque.

Preço: sob consulta.

Versão mobile: disponível para Android.

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 4. eComanda

tela do ecomanda
Software oferece três planos com opções de delivery para diferentes negócios (Fonte)

Assim como os outros citados, trata-se de um sistema de restaurante bastante robusto. Possui funcionalidade como comanda eletrônica a cardápio digital, além do serviço de entregas.

Nesta modalidade de delivery para restaurantes, o seu estabelecimento terá controle total do processo.

Preço: R$ 139,00 por mês.

Versão mobile: não possui.

Saiba mais

Busca softwares para entrega de comida? Confira o nosso catálogo!

Metodologia:

Para serem integrados nesta lista, os softwares deveriam:

  • Oferecer opções de gestão completa, além da funcionalidade de delivery
  • Ter a opção de acompanhamento de pedido
  • Ter pelo menos uma integração com outros apps de delivery/logística/entrega

O que é telemedicina e como funciona

o que é telemedicina e como funciona

Com as pessoas passando mais tempo em casa, os mais variados tipos de serviços estão adaptando-se ao online. A medicina é um deles. Mas você sabe o que é telemedicina e como funciona? Explicamos neste post.

o que é telemedicina e como funciona

A pandemia de coronavírus provocou uma crise sanitária sem precedentes nas últimas décadas, desbordando hospitais e testando os limites dos profissionais de saúde de todo o mundo. 

A crise, porém, fez crescer a adoção de uma prática que vinha ganhando visibilidade nos últimos anos e que, principalmente em momentos de saturação dos centros de saúde, pode ser uma grande aliada tanto de médicos como de pacientes: a telemedicina

Com as teleconsultas liberadas no país, diversas clínicas, consultórios e hospitais que já praticavam a modalidade mesmo antes da aprovação da nova lei sobre o tema (veja abaixo) viram a demanda por esse tipo de atendimento crescer. 

Por outro lado, fornecedores de softwares médicos correram para adaptar seus produtos e oferecer essa funcionalidade.  

O que diz a lei

A prática da teleconsulta (ou consulta virtual) não estava regulada do Brasil antes da crise do coronavírus. No dia 16 de abril, foi sancionada uma lei que autoriza os atendimentos virtuais enquanto durar a crise da Covid-19. Receita médicas online sem assinatura eletrônica verificada foram vetadas. 

Ainda em março, o Conselho Federal de Medicina (CFM) já havia  liberado esse tipo de atendimento, com a posterior publicação de uma portaria do Ministério da Saúde sobre o tema.

Com a incerteza que rondava o tema nos últimos anos, muitos centros de saúde seguiam sem adotar a modalidade.

Para ajudar a tirar algumas das dúvidas daqueles que começaram a prestar atenção na prática médica à distância devido à recente crise sanitária, preparamos este post com alguns do principais pontos sobre como funciona a telemedicina. Também selecionamos três ferramentas grátis para quem busca experimentar esse tipo de ferramenta sem gastar nada.

Confira!

Como funciona a telemedicina? 

Softwares de telemedicina permitem que médicos conversem com pacientes e entre si e realizem exames remotamente. Tais ferramentas podem incluir meios de comunicação como e-mails, mensagens instantâneas e telefonemas, mas uma das funcionalidades mais buscadas é a videoconferência.

ATENÇÃO

Softwares empregados para a telemedicina devem ser específicos para o uso médico, com opções para diagnóstico, tratamento e/ou consulta, e não simples programas de videoconferência.

A telemedicina, portanto, trata especificamente de permitir interações entre médicos e pacientes e constitui uma área dentro da telessaúde. Esta última engloba, além de serviços remotos de assistência, os âmbitos de diagnóstico, educação, pesquisa em saúde, entre outros. 

Entre os benefícios da telemedicina e de programas que a combinam com outras funcionalidades, tanto para médicos como para pacientes, podemos destacar: 

    • Possibilidade de realizar mais consultas: ao evitar deslocamentos, atrasos e filas na sala de espera, a tecnologia ajuda médicos a realizarem mais consultas e a pacientes a economizarem tempo.
    • Diminuição do número de consultas canceladas: softwares médicos facilitam a marcação e o monitoramento das consultas, diminuindo o número de visitas canceladas ou de pacientes que não aparecem. 
    • Troca de informação: médicos que utilizam uma mesma solução podem trocar informações de maneira mais fácil e ágil e tirar dúvidas com profissionais mais experientes ou que já trataram casos parecidos. 
    • Segurança e agilidade: os médicos podem guardar todas as informações dos pacientes em um só lugar e de maneira segura. 
    • Acesso fácil a especialistas a um custo mais baixo: a teleconsulta permite o acesso a clínicas e hospitais a quilômetros de distância da casa do paciente a um custo mais baixo. Trata-se de um enorme benefício principalmente para os que estão longe dos grandes centro urbanos, onde se concentram a maioria dos especialistas. 

 

timeline o que é telemedicina e como funciona

Principais funcionalidades dos softwares médicos

Como comentamos, a telemedicina se refere ao atendimento virtual, mas os principais softwares para uso médico no Brasil costumam oferecer um conjunto de funcionalidades além do teleatendimento. Confira abaixo as principais:

Agendamento de consultas 

Permite o agendamento de consultas e o controle do calendário de atendimentos.

Prontuário eletrônico

Reúne todas as informações do paciente (medicamentos utilizados, diagnósticos, histórico médico, alergias, imagens radiológicas, resultados de testes, etc.) e facilita o acesso aos dados. 

Além de ser mais seguro que os antigos informes em papel, os prontuários eletrônicos ajudam na organização da informação. Arquivos antigos em papel também podem ser digitalizados e importados às ferramentas.

Teleconsulta

Como comentado anteriormente, trata-se do atendimento online, utilizando o sistema de vídeo e áudio do computador.

As práticas autorizadas pelo CFM foram:

  • A teleorientação, em que médicos podem orientar e encaminhar pacientes à distância.
  • O telemonitoramento, para a supervisão e o monitoramento de parâmetros de saúde.
  • A teleinterconsulta, para troca de informações entre médicos.

Prescrição

Depois do prontuário, a prescrição eletrônica é sem dúvida uma das funcionalidades mais importantes de um software do tipo. Como comentado anteriormente, a nova lei sobre a prática da modalidade no Brasil somente considera válida uma receita online com assinatura digital.

Para além da simples prescrição, alguns softwares possuem integrações com sistemas que conectam médicos e pacientes diretamente com as farmácias para a localização e até a compra de medicamentos. 

Gestão

Semelhante a sistemas ERP, os principais softwares de telemedicina possuem também módulos de gestão para as clínicas ou consultórios, com funcionalidades como contas a pagar/receber, estoque e logística. 

Para médicos que trabalham com planos de saúde, muitas plataformas oferecem o módulo para gestão/faturamento das guias TISS, ferramenta estabelecida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que busca padronizar as ações administrativas das operadoras de planos de saúde. 

Outra funcionalidade comum é a de geração de relatórios financeiros e contábeis.  

Outros tipos de software para médicos

É importante lembrar que a tecnologia é uma aliada dos médicos não somente na hora de atender os pacientes. 

Diversos tipos de softwares se dedicam a ajudar médicos, enfermeiras, assistentes e outros profissionais em áreas específicas, como marcação de consultas, cobranças ou registros. 

Selecionamos abaixo as principais ferramentas do tipo: 

3 softwares de telemedicina gratuitos 

1. Feegow Clinic

feegow como funciona a telemedicina
Tela de agendamento do Feegow Clinic, grátis para gerir até 100 pacientes (Fonte)

Software para clínicas e consultórios com opções de teleatendimento, prontuário eletrônico certificado, marcação de consultas, gestão financeira e  suporte gratuito em horário comercial.

A versão grátis permite gerir até 100 pacientes, mas oferece poucos recursos para a gestão de pacientes e não permite o acesso às áreas de controle de estoque e financeiro. 

Valor do upgrade: R$79/por mês, por profissional para o plano Basic; R$99/por mês, por profissional para o plano Plus e R$119/por mês, por profissional para o plano Pro.

Versão mobile: disponível para iOs e Android.

Saiba mais

2. iMedicina

imedicina o que e telemedicina
Teleconsulta do iMedicina em funcionamento; software não conta com app (Fonte)

Com a Covid-19, o iMedicina, que oferecia prontuário e agendamento online, passou também a disponibilizar a teleorientação de pacientes em sua plataforma. 

A versão grátis é robusta e, além do módulo de telemedicina, oferece: 

  • Agendamento online
  • Prontuário eletrônico completo
  • Prescrição digital com suporte à assinatura padrão ICP-Brasil
  • Cadastro ilimitado de pacientes e atendimentos ilimitados 

A versão paga oferece funcionalidades relacionadas à gestão de redes sociais e e-mail marketing.

Valor do upgrade: sob consulta.

Versão mobile: não possui.

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3. Shosp

teleconsulta shosp
Teleconsulta do Shosp, que limita funcionalidades importantes na versão grátis (Fonte)

O Shosp é uma plataforma completa de telemedicina e gestão de clínicas e consultórios.

Ao contrário das outras duas opções da lista, a ferramenta não disponibiliza nenhuma das funcionalidades de prontuário eletrônico na sua versão grátis. A versão sem pagar, porém, pode ser usada por até cinco profissionais.

Valor do upgrade: R$ 67,99/por mês por profissional de saúde no plano Fellowship e R$ 93,49/por mês por profissional de saúde no plano Excellence, ambos com pagamento anual. 

Versão mobile: disponível para iOs e Android.

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Metodologia

Os softwares incluídos neste artigo deveriam:

  • Ser basados na nuvem
  • Oferecer a funcionalidade de teleconsulta 
  • Permitir a assinatura digital de receitas
  • Contar com sistemas de criptografia de dados para garantir a segurança 
  • Possuir uma versão grátis, que não seja um versão de testes limitada

Como vender pelo Instagram e aumentar a receita da sua empresa

como vender pelo instagram

Com o incremento das vendas online, as lojas virtuais devem aproveitar todas os canais disponíveis. Para ajudar aqueles que estão iniciando um e-commerce ou querem ampliar sua estratégia nas redes sociais, reunimos dicas de como vender pelo Instagram.

como vender pelo instagram

Ficou no passado aquela época em que o Instagram era apenas uma rede social de compartilhamento de fotos com filtros. A plataforma, que surgiu em 2010, evoluiu e ganhou contornos bem diferentes daqueles do seu início. Hoje também é um importante canal de vendas para empresas de vários tamanhos, oferecendo recursos para que os varejistas possam gerar receitas, aumentar o alcance do público e fortalecer a marca através da plataforma.

Em 2019, ao anunciar o lançamento da função Checkout, que permite ao cliente finalizar e pagar a compra sem sair do aplicativo, a plataforma assumiu a sua transformação em um marketplace. Na ocasião o head de produto da empresa, Vishal Shah, equiparou o Instagram a um shopping digital, onde as pessoas podem “comprar ou estar a par das tendências ou da última moda”.

Se você ainda não sabe como vender pelo Instagram pode ser benéfico à sua marca, mostramos a relevância em cifras.

Atualmente, o Brasil é o terceiro país com maior audiência na rede social –são cerca de 82 milhões de usuários. Também vale ressaltar que uma pesquisa recente sobre o uso do Instagram no Brasil constatou que 83% dos entrevistados seguem alguma empresa ou marca na rede social.

Neste artigo, aprenda dicas infalíveis sobre como usar o Instagram para vender.

Os primeiros passos para dominar a venda pelo Instagram

Antes de criar uma conta comercial para a sua empresa, defina as suas metas. Ações em redes sociais são baseadas em relacionamento, portanto o retorno não será imediato, só chegará depois de você estabelecer uma base de fãs que interajam com o seu conteúdo e a sua marca.

No início, definir uma linguagem visual para o perfil também é imprescindível. Da mesma maneira que você dedicou tempo à criação do seu site, empenhe-se no design do seu feed (ou mural de notícias), investindo na escolha de uma boa foto de perfil, no texto da bio e na linguagem dos posts.

Depois desta primeira etapa, será o momento de publicar conteúdo. Crie boas imagens, vídeos e textos e também reserve tempo para interagir com os seguidores.

Como você deve ter notado, embora renda bons frutos, o gerenciamento de um perfil comercial no Instagram toma bastante tempo da rotina. Uma maneira de otimizar essa etapa é automatizar o processo por meio de ferramentas de marketing de redes sociais. Alinhadas ao uso de sistemas de ecommerce, que agilizam as tarefas do dia a dia da sua loja virtual, você terá um excelente ganho de eficiência.

Turbine as suas vendas usando ferramentas de automatização

Há no mercado diversas ferramentas de marketing de redes sociais que eliminam a cansativa etapa de administrar manualmente suas contas. Abaixo, listamos uma série de tarefas imprescindíveis que podem ser automatizadas com o uso de plataformas de gerenciamento de mídias sociais.

Agendamento das publicações

Se você não mantém uma frequência de publicações, então sua presença no Instagram está fadada ao fracasso. Postando sempre, os algoritmos veem uma constância e os seguidores passam a dar mais relevância ao seu negócio. Com a escolha do software correto, você agenda as suas publicações tanto do feed quanto do stories.

Criação de relatórios

O desempenho das suas ações atuais é o que pautará as seguintes. Dados como quantidade de impressões, curtidas, comentários e visualizações de vídeos podem ser facilmente extraídos por ferramentas específicas. Essas informações são essenciais para uma gestão eficiente de conteúdo.

Além do nível de engajamento, essas ferramentas permitem acompanhar o crescimento da base de seguidores –e também a quantidade de usuários que deixou de seguir a sua marca–, segmentando por faixa etária, gênero e localização.

Aumento de seguidores

Cada vez mais conquistar seguidores torna-se uma tarefa árdua, mas a notícia boa é que também existe uma solução para simplificar essa parte. Você pode contar com o auxílio de plataformas que buscam, de acordo com hashtags, localização e perfis concorrentes, possíveis seguidores para a sua marca. A ferramenta curte e segue automaticamente os usuários, deixando a cargo das pessoas seguirem ou não a sua empresa.

Respostas rápidas

Uma área que demanda eficiência é o atendimento ao cliente. Para manter a rapidez e a organização do SAC, vale a pena usar ferramentas que reúnem comentários e mensagens diretas, não só do Instagram mas de outras redes sociais, permitindo que você responda todas as interações dos seus clientes em um único lugar.

Para escolher a melhor ferramenta de automação, tenha em mente quais os objetivos da sua marca e quais são as dores de cabeça atuais que uma plataforma de gestão poderia sanar.

Dica

Empresas de maior porte podem considerar utilizar sistemas de atendimento ao cliente para resultados ainda melhores.

Como vender pelo Instagram: criando conteúdo perfeito 

Você já deve saber que o anúncio da sua marca vai competir com uma infinidade de posts na hora de conquistar a atenção do usuário. Portanto, a cada publicação, crie posts que façam as pessoas se interessarem não apenas pelo seu produto mas também pela sua marca. A seguir, veja como usar cada elemento para criar o melhor post possível.

Post com foto ou vídeos

Fotografias

Nas vendas online, as fotos do produto fazem muita diferença. Afinal, elas são o primeiro contato do cliente com a mercadoria. Por isso, invista em fotografias profissionais, sempre com atenção à iluminação.

Lembre-se da importância de manter um estilo consistente de linguagem visual. Ou seja, defina o tipo de imagem que mais tem a ver com a sua marca: se posada, com o produto em uso ou uma mistura dos dois estilos.

loja exemplo como vender pelo instagram
Loja espanhola Project Lobster é bom exemplo do uso correto de imagens (Fonte)

Vídeos

Se você optar por usar vídeos em vez de fotos, também deve produzir material profissional, mais uma vez focando na identidade visual. Aqui há vários modelos de conteúdo que podem ser explorados: how-to, vídeos de seguidores, vídeos com influencers, etc.

Dica 

Para ter materiais mais bem acabados, considere utilizar ferramentas que lhe ajudem na gravação e na edição dos vídeos.

Hashtags

As hashtags conectam o usuário ao tema que ele procura e, além de divulgar o seu post, fazem com que você conquiste novos seguidores. Se você tem uma marca de decoração, mais do que usar hashtags generalistas como #decoração, #homedecor ou #móvel na hora de anunciar seus produtos, priorize as específicas, como #tapeteestampado, #tapeteparasala, #tapetemoderno.

Tags nos produtos

Por meio do Instagram Shopping, o Instagram lançou a opção de taguear os produtos para melhorar a experiência de compra, mostrando quais mercadorias estão disponíveis e as informações sobre elas. Ao usuário, basta clicar no produto, que será redirecionado para finalizar a compra. Se vai vender online, não deixe de usar esse recurso.

Stories

Contar histórias

O Stories permite publicar uma sequência de imagens que ficam disponíveis por 24 horas. Com a ferramenta, a dica é contar uma história a partir de técnicas de storytelling, levando o público a uma jornada e despertando emoções.

exemplo loja como vender pelo instagram
Stories são ótima forma de atrair atenção do cliente (Fonte)

Links

Os anúncios nos Stories, além de gifs e outras imagens animadas, permitem que você adicione um link, que redireciona o usuário a outra página. Portanto, sempre que publicar um anúncio, não se esqueça de colocar um link.

Transmissões ao vivo

As conhecidas lives são uma excelente maneira para chamar a atenção dos seguidores. Você pode fazer uma live mostrando os bastidores da sua operação ou montar uma campanha de lançamento que inclua a participação de um influencer. O uso dessa funcionalidade torna a sua marca mais humana perante o público.

Confira dicas de outras programas para fazer live.

Direct

O Instagram Direct é o recurso da ferramenta para troca de mensagens privada. Na sua estratégia de venda pelo Instagram, você pode usá-lo para responder dúvidas sobre os produtos, além de oferecer suporte na finalização de compras ou rastreio de entregas.

passo a passo como vender pelo instagram

Quer saber mais sobre como vender pelo Instagram? Confira nossa lista de sistemas de e-commerce.

Dicas para vender na internet e driblar a crise

vender na internet

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Talvez nenhum guru do varejo que fazia previsões sobre a digitalização das pequenas e médias empresas jamais imaginaria que a guinada online chegaria assim subitamente, causada por uma crise sanitária.

Muitos negócios que deixavam a inserção digital para amanhã viram-se obrigados a vender na internet para manter sua operação não só ativa, mas principalmente rentável. Foi assim que um projeto do futuro se transformou em uma necessidade do agora.

A estimativa é que, com o confinamento, o e-commerce no Brasil tenha faturado um montante de R$ 9,4 bilhões no mês de abril –o que representa um crescimento de 81% em relação a abril de 2019–, segundo pesquisa da empresa de inteligência de mercado Compre&Confie.

E não só quem estava atrás do balcão se viu obrigado a se lançar na digitalização. Para muitos consumidores, resistentes ou indiferentes ao comércio online, foi o momento de pegar o cartão de crédito e finalizar a aquisição por um botão, sem o sorridente balconista entregando a sacola de compras no final.

Segundo dados de pesquisa recente da Kantar Ibope Media, 34% das pessoas passaram a comprar mais online desde início da pandemia (em pesquisa anterior eram 19%). Algumas das categorias mais procuradas pelos consumidores foram saúde, beleza, instrumentos musicais, pet shop e esporte.

Assim como é momento de mudar os hábitos de consumo, também é hora de olhar para as oportunidades, abraçá-las e apostar o mais rápido possível na venda online.

“Se a vida lhe der limões…

…faça uma limonada”. E venda.

Nunca esse ditado popular fez tanto sentido! Antes de devorar todas as dicas para e-commerce, o ideal é se estruturar nos bastidores para colher um excelente desempenho nessa empreitada.

Para organizar a sua operação e o trabalho em equipe, considere melhorar a qualidade do trabalho remoto. Uma pesquisa recente do Capterra constatou que, para 55% dos trabalhadores de PMEs hoje em home office, trabalhar em casa não era uma prática antes da pandemia, portanto muitas dificuldades podem surgir.

As empresas que são novas neste terreno devem introduzir tecnologias que permitam ter uma rotina laboral mais organizada. Isso inclui usar opções de softwares para melhorar a comunicação em equipe, a produtividade e o atendimento ao cliente.

Depois dessa primeira estruturação, para vender na internet você deve olhar profundamente o seu negócio para identificar os principais produtos que atendem as necessidades do consumidor nesse momento.

Por exemplo, imagine que seu negócio vende artigos para esporte. As academias estarão fechadas nos próximos dias ou com quantidade reduzida de frequentadores. Mesmo que estivessem em funcionamento normal, muitos clientes estariam com receio de frequentá-las. O jeito do consumidor continuar ativo é comprar equipamento e malhar na sala de casa!

Se você comercializa pesos que são usados em exercícios domésticos, coloque este tipo de produto como carro-chefe da sua operação online. Além de destacar na home do seu site, considere descontos, frete grátis e outras ações que sejam convenientes para a sua loja e para o consumidor.

Após essas primeiras ações, saiba a seguir como organizar cada etapa da sua futura loja virtual.

Confira também nosso artigo sobre como vender pelo Instagram.

Vender na internet: como estruturar cada setor da operação online

Seja uma loja física com anos de estrada ou uma ideia de e-commerce que acabou de sair do papel, o caminho é o mesmo: adaptar os bastidores ao mesmo tempo que se constrói a estrutura online.

Decorando a sua vitrine virtual

O passo a passo para montar uma loja virtual parece complexo à primeira vista, mas você não precisa sofrer com essa parte se não tiver nenhum conhecimento de programação.

Existem três maneiras para iniciar a criação da sua página de e-commerce, basta escolher aquela que mais se encaixa à sua necessidade:

dicas iniciar página

Vender na internet é diferente de vender no espaço físico, portanto lembre-se que todas páginas devem ser desenvolvidas pensando na experiência do cliente, ou seja, muito cuidado ao escolher as imagens e o conteúdo, pois eles guiarão o consumidor durante a jornada de compra.

Gestão do inventário: os bastidores são protagonistas

A quantidade das suas vendas não está ligada somente à promoção dos produtos, mas também ao controle do estoque. Se você tem problemas na organização do seu inventário, um produto que tem boa saída pode ficar em falta quando seu cliente mais o quiser –e isso é péssimo para sua lucratividade e para a imagem da sua marca.

O mesmo vale para a logística, já que a qualidade da entrega não está associada somente à capacidade do seu parceiro logístico entregar no prazo. Se você demora para despachar os pedidos por interferência do estoque, o resultado será aumento de reclamações e clientes extremamente frustrados.

É comum ver PMEs que optam por vender na internet com um grande problema: a limitação do espaço de estoque. Se for o seu caso, o ideal é escolher um modelo de reposição que se adeque ao seu espaço. Considere implantar a reposição contínua, em que se aumenta a frequência da aquisição de mercadorias e, ao mesmo tempo, se reduz a sua estocagem.

Usar tecnologia também é essencial para ter uma boa gestão de estoque. Com essas ferramentas, você monitora a quantidade de produtos e mantém o inventário atualizado constantemente e em tempo real.

Dica

Quando não há nenhum método que ajude a melhorar a disposição do seu estoque, então considere alugar um espaço em empresas de self storage. Elas possuem galpões e oferecem a possibilidade de aluguel de acordo com as suas necessidades mediante uma mensalidade. Além de cuidar da infraestrutura do espaço, essas empresas se encarregam também da segurança.

Em momentos de crise sanitária, como a do coronavírus, você tem de tomar algumas medidas de precaução e higienização. Há funcionários trabalhando na área? Então estabeleça que eles troquem de roupa assim que entrarem no galpão e forneça materiais de proteção, como luvas, máscaras e álcool em gel. Também determine a higienização dos produtos com álcool com concentração 70% antes de cada envio.

Tenha em mente que o medo de contaminação é uma das preocupações dos consumidores ao comprar online, segundo uma pesquisa do Google.

Estabeleça uma comunicação genuína com o cliente

A interação com o seu cliente deve ser realizada segundo o tom de voz da sua marca: descontraído, sério, informativo, etc. Cabe a você determinar qual a essência da sua marca em relação à comunicação, que deve ser refletida em todos os setores: do serviço de atendimento ao cliente (SAC) ao anúncio de promoções.

É importante que seu negócio assuma um posicionamento genuíno, autêntico e transparente. Afinal, as pessoas querem se conectar às empresas com as quais se identificam em relação aos valores.

Durante o período de isolamento social, algumas marcas promoveram o movimento de apoio ao pequeno negócio, já outras focaram em destinar uma porcentagem de vendas a instituições carentes. Tudo depende de se identificar com uma causa e se envolver com ela.

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A Laboratório Fantasma destinou parte do faturamento a comunidades carentes (Fonte)

Em diferentes ocasiões a sua empresa vai ter que tocar no assunto coronavírus enquanto ele continuar rondando nossa sociedade, então tente ser relevante e trazer novidades. Sua marca tem o poder de fazer diferença na vida das pessoas e marcá-las com o seu posicionamento.

dicas comunicação genuina

Fique atento para não errar na comunicação. Os consumidores estão de olho nas ações das empresas e não hesitam em expor ou viralizar comportamentos que são incongruentes com o que o momento demanda –e isso pode gerar prejuízos incalculáveis. Por isso, vale a pena considerar a criação de um plano de comunicação para crises.   

Trabalhe diversos canais de contato

Assim como uma loja física não seria bem-sucedida sem banners ou folhetos de divulgação, uma loja online não sobreviveria sem posts em redes sociais. Você quer que dê certo sua empreitada de vender na internet, certo? Então, se você não pensava em ter ou nunca se engajou em alimentar as mídias do seu negócio, agora mais do que nunca tem de focar nelas.

Os brasileiros passam cerca de 150 minutos por dia em redes sociais, e esse número só deve crescer com as pessoas passando mais tempo em casa. Além disso,  os hábitos adquiridos agora continuarão pelos próximos meses, já que é sabido que a distância social vai ser algo com que iremos conviver por um tempo.

A sua empresa deve estar presente em todos as mídias que puder: Instagram, Twitter, Facebook, WhatsApp, Google Meu Negócio, etc. Esses canais permitem promocionar produtos, serviços e a sua marca, divulgar descontos, engajar-se e manter relacionamento com seus clientes e compartilhar informações e novidades sobre sua empresa.

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Exemplo de negócio com informações atualizadas no Google (Fonte)

Uma prática bastante comum no e-commerce é publicar fotos ou vídeos dos bastidores da operação. Atualmente, as pessoas estão preocupadas com saúde e higienização, portanto, se for mostrar os bastidores, lembre-se de postar as boas práticas e ressaltar o que está fazendo para prevenir a transmissão do coronavírus.

Durante a rotina de gestão de um e-commerce, pode ser que lhe falte tempo para administrar as mídias sociais. É possível automatizar a tarefa com softwares de gerenciamento de redes sociais com funcionalidades diversas, como para a criação de um calendário editorial, automatização das publicações e centralização do atendimento ao cliente. Assim não há mais desculpas para não se aventurar pelas redes sociais.

O bom relacionamento com fornecedores

Contar com fornecedores de confiança é evitar uma dor de cabeça na sua operação. Quando você possui bons parceiros comerciais, isso influenciará diretamente na percepção do consumidor sobre a sua marca, seja pela qualidade dos produtos, seja por sempre tê-los em estoque prontos para enviar.

Na hora de estabelecer sua lista de fornecedores, vale a pena levar em conta os seguintes pontos: 

  • Buscar preços justos sem deixar de se preocupar com a qualidade do produto.
  • Analisar a agilidade do fornecedor na entrega de mercadorias.
  • Verificar a existência de certificações e se segue normas de segurança.
  • Definir exigências que devem ser cumpridas pelas partes.
  • Manter uma relação cordial que lhe dê abertura para negociações quando for preciso.

Em casos excepcionais, como a crise atual, alguns produtos aumentam repentinamente de valor por causa da grande demanda. Mais do que nunca você terá de negociar. Uma dica: sugira aumentar o volume, enquanto o fornecedor, em troca, mantém o preço.

No caso de dificuldades financeiras, renegocie dívidas e pagamentos de forma que se estabeleça condições justas para as duas partes. Durante esses períodos, fica ainda mais evidente a necessidade de se construir uma relação duradoura, confiável e respeitosa com fornecedores.

Métodos de pagamento: opte pela versatilidade

A pandemia deve pegar em cheio no bolso dos consumidores. As altas taxas de desemprego somadas à diminuição do poder de compra serão realidade para muitas pessoas. Pensando nisso, por que não focar em pequenas ações que possam ajudar o seu cliente a continuar consumindo?

Ao vender na internet, é possível implantar um sistema de pagamento que oferece diversos métodos para que o cliente possa escolher o que lhe convém, como cartão de crédito, boleto, PayPal, transferência online, dinheiro vivo, etc.

Segundo pesquisa do Capterra, a forma de pagamento mais usada no e-commerce é o cartão de crédito, seguido pelo boleto bancário.

Não deixe passar nenhum método se puder oferecê-lo, já que isso aumentará a quantidade de pessoas que a sua loja online poderá atender. Também seja flexível e ofereça condições especiais ou prazos de pagamento mais longos, se possível.

Tenha a melhor logística ao vender na internet

A logística é, ao mesmo tempo, um ponto central e sensível dos e-commerces. Afinal, o atraso na entrega de produtos é um dos principais motivos de reclamações de clientes que compram online. Mas como fazer para ter uma boa logística quando a execução da tarefa foge da sua alçada?

O primeiro passo é encontrar um bom parceiro logístico. Antes de assinar um contrato com o operador logístico, analise sua área de abrangência, a condição da frota de veículos e a taxa de entregas no prazo (SLA de entrega). Esses pontos determinarão a qualidade de serviço que ele oferece.

Outra maneira de melhorar a performance na área logística é automatizar o departamento. O uso de softwares de logística ou softwares de gestão de entregas ajudam no rastreamento das entregas, no cálculo do frete, na organização do armazém e na impressão de etiquetas. Também vale a pena olhar as boas práticas da empresa em questão de higienização e cuidado com seus colaboradores.

Muitas lojas online têm recorrido às plataformas de delivery para suprir a necessidade logística do momento. O uso dessas plataformas costuma compensar se você é um restaurante ou um negócio que vende artigos pequenos.

Além de perder o controle do processo, muitas zonas não são atendidas por esses aplicativos, o que restringe o potencial das suas entregas. De qualquer forma, caso opte por trabalhar com elas, procure uma empresa que tenha taxas competitivas e que dão importância à segurança dos entregadores.

Dicas para e-commerce: inspire-se com essas 3 ações 

Agora que você já tem em mãos todas dicas para e-commerce, confira esta seleção de cases do comércio eletrônico para se inspirar e criar ações na sua loja virtual durante o período de pandemia.

Basico.com

O e-commerce Basico.com colocou no rodapé do seu site uma mensagem fixa para informar as ações da loja durante a pandemia. Aumento do prazo de trocas e frete grátis para zonas específicas foram algumas das medidas implantadas neste período.

No mesmo comunicado, a marca pediu às pessoas para darem prioridade ao contato via e-mail com objetivo de ter um melhor fluxo de comunicação com os clientes. 

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Comunicado na página da loja online de roupas Basico.com (Fonte)

Nutritienda

Com presença em vários países da Europa, o e-commerce de suprimentos Nutritienda lançou uma campanha de marketing focada no “desconfinamento”, promovendo produtos relevantes para o momento, especialmente considerando o início do verão europeu. É isso: pensar em ações para cada etapa do que estamos vivendo.

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Campanha da Nutritienda mostra a importância de adaptar-se ao momento (Fonte)

Petco

O bem-estar do seu animal é uma preocupação dos que têm mascotes durante a pandemia. Conhecendo seu público, a Petco, rede norte-americana de petshops, criou uma página exclusiva para trazer informações relevantes para manter os animais saudáveis nesse período, geralmente respondida por especialistas.

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Petco que ajudar clientes a manter os animais saudáveis durante a quarentena (Fonte)

 

Quer saber mais e-commerce? Confira nossa lista com de sistemas de e-commerce para descobrir mais produtos.

59% das PMEs adotaram o home office devido à COVID-19

pesquisa-sobre home office header

De um dia para outro, a COVID-19 mudou completamente a maneira como o mundo estava acostumado a trabalhar. Não importa se vivemos na terra dos cangurus, na capital da cerveja, na cidade do amor ou no país do Carnaval. Muitos funcionários foram mandados para casa para trabalhar remotamente, e os produtos e serviços tiveram que ser adaptados ao mundo virtual.

pesquisa-sobre home office header

O mundo está enfrentando muitos desafios, como ter que aprender a usar novas ferramentas para trabalho remoto e se acostumar com novas formas de comunicação com colegas de trabalho e gerentes. Outro grande desafio é a segurança de TI. Muitos hackers usam a crise para atacar empresas e roubar dados valiosos. Os trabalhadores remotos são um alvo fácil para esses criminosos.

Ao redor do mundo, todos estamos querendo aprender mais sobre os desafios do trabalho remoto, o uso de softwares e as boas práticas de segurança de TI durante a pandemia. Pensando nisso, o Capterra conduziu uma pesquisa com 4.600 pessoas que estão fazendo trabalho remoto em período integral de pequenas e médias empresas (PMEs) de Austrália, Brasil, Espanha, França, Alemanha, Itália, México, Holanda e Reino Unido.

Pesquisa sobre home office: 59% das PMEs adotaram modalidade

Trabalhar em casa escutando sua rádio favorita, com uma xícara de café quente ao lado e sem os ruídos típicos de um escritório ocupado: quase 60% dos funcionários dos países pesquisados estão tendo a oportunidade de trabalhar remotamente no momento.

trabalho remoto dados

Os participantes da pesquisa global do Capterra também identificaram outras vantagens do trabalho remoto. Estas são as cinco principais estão:

  • Não há necessidade de deslocamento
  • Ajuste das horas de trabalho em função das responsabilidades da vida pessoal
  • Vestuário mais casual
  • Aumento da produtividade
  • Possibilidade de cuidar dos filhos e dos animais de estimação

55% dos empreendedores acreditam que seus negócios podem funcionar permanentemente com equipes remotas

A crise está impulsionando a transformação digital e mostrando às empresas como é importante não apenas adaptar produtos e serviços, mas também as condições de trabalho e a mentalidade. Até então, o trabalho remoto era uma realidade para um pequeno número de trabalhadores ao redor do mundo: somente 11% trabalhavam 100% em casa antes da crise, segundo a pesquisa sobre home office do Capterra.

Se as pessoas gostarem de trabalhar remotamente e a gerência não perceber uma queda na produtividade dos funcionários durante esse período, o futuro apontará nessa direção.

home office dados gerais

Como manter a produtividade com o trabalho remoto

Brian Kropp, vice-presidente da Gartner, tem algumas dicas sobre como ajudar seus funcionários a permanecerem produtivos (conteúdo em inglês) trabalhando de casa:

  1. Equipe seus funcionários: Garanta que todos tenham a tecnologia necessária para executar seu trabalho. Isso abrange desde o hardware certo até o software mais adequado para colaboração em equipe.
  2. Foque nos resultados e não nos processos: Mantenha o foco no que os funcionários devem alcançar. Estabeleça objetivos claros para obter maior compreensão por parte dos funcionários e concentre-se nesses objetivos, e não em processos. 
  3. Aumente o reconhecimento: “Durante períodos de ruptura, o desejo dos funcionários de serem reconhecidos por sua contribuição aumenta em cerca de 30%”, diz Kropp. Pode ser por meio de reconhecimento público, sinais de agradecimento, oportunidades de desenvolvimento e pequenos bônus. 
  4. Pratique a comunicação bidirecional: O diálogo nos dois sentidos entre gerentes e funcionários é essencial. Especialmente durante períodos de mudança, é muito importante que os funcionários entendam as decisões das organizações e suas implicações, e que os gerentes entendam os desafios e preocupações dos funcionários.
  5. Confie nos seus funcionários: Muitos gerentes podem ficar frustrados por perderem a visibilidade constante de seus funcionários, mas não reaja com microgerenciamento. Isso irá apenas desencorajar funcionários já estressados. Deposite confiança na sua equipe.

Pesquisa sobre home office: 70% das empresas conseguiram adaptar seus produtos ao mundo digital

Academias transmitindo aulas e treinos online, restaurantes oferecendo entrega a domicílio por meio de aplicativos próprios, agentes imobiliários mostrando casas para clientes via webcam e professores transformando suas salas de casa em salas de aula.

home office dados

É impressionante ver quantas empresas no mundo todo foram capazes de reagir à crise no menor tempo possível. Segundo a pesquisa, 70% dos negócios conseguiram adaptar parte ou todas as ofertas de negócios de forma que pudessem ser entregues virtualmente. Digitalizar seu produto ou serviço é um passo e tanto nesse caminho. Se você deseja transformar ainda mais suas ofertas comerciais, aqui está uma lista de instruções para guiá-lo nesse processo.

Como obter uma nova receita digital 

Abaixo, veja seis maneiras para obter mais receita digital (conteúdo em inglês) propostas por Hung LeHong, vice-presidente da Gartner, listadas em ordem do seu poder transformador: 

  1. Venda ativos digitais já existentes: A maneira mais fácil de começar é vendendo ativos digitais que você já possui, como informações ou know-how.
  2. Digitalize um produto ou serviço: Adapte seu produto ou serviço ao mundo virtual. Entregue seus produtos digitalmente ou ofereça seus serviços online.
  3. Promova a venda de acordo com o uso: É mais provável que os consumidores usem seus ativos digitais se não precisarem investir recursos para adquiri-los ou gerenciá-los.
  4. Varie o preço segundo métricas compartilhadas: Ofereça preços flexíveis para uma venda bem-sucedida ou um nível de serviço específico.
  5. Implemente um modelo de plataforma de negócios: Com um modelo de negócio de plataforma, você pode negociar produtos e serviços sem precisar possuí-los ou distribuí-los. O Airbnb é um exemplo desse modelo de negócio.
  6. Entre em novos setores: Use sua experiência em um setor para abrir caminho em outro.

Pesquisa sobre home office: 60% das PMEs investem ou investirão em software para o trabalho remoto

As empresas adaptaram seu uso da tecnologia para responder à crise, comprando softwares de trabalho remoto e adotando essas ferramentas rapidamente. A pesquisa mostra que 60% das empresas compraram ou planejam comprar novos softwares para o home office.

A pesquisa também constatou que 64% dos funcionários ouvidos aprenderam a usar essas ferramentas recém-adquiridas com facilidade.

teletrabalho dados

Além disso, a infraestrutura de software também sofreu impacto. A pesquisa descobriu que as empresas estão aumentando seus investimentos em tecnologias na nuvem. Segundo os dados, 39% das empresas usam produtos na nuvem para dar suporte ao trabalho remoto.

trabalhar casa dados

O gráfico abaixo mostra as principais ferramentas que estão sendo usadas para o trabalho remoto nos países ouvidos.

ferramentas mais usadas

Nota importante

A maioria dos programas foram adotados para permitir:

Ao implantar novas ferramentas, é muito importante investir também em segurança de TI. Caso contrário, o risco de ataques cibernéticos aumentará (veja dicas sobre como criar um ambiente de trabalho seguro no final do artigo).

Problemas de comunicação com colegas e solidão estão entre os três principais desafios de trabalhar remotamente

Apesar da maioria dos funcionários afirmar que gosta de trabalhar de casa, alguns desafios também foram identificados. É importante abordar e resolver essas questões para que os trabalhadores possam ter uma experiência de trabalho remoto mais bem-sucedida e produtiva no futuro.

principais desafios

A maioria das empresas está oferecendo apoio aos seus funcionários durante essa crise, fornecendo software para comunicação e informação adequadas. O estudo mostra que 37% das empresas provêem diretrizes sobre comunicação e reuniões de equipe, mas isso não é o suficiente.

Como melhorar a comunicação de equipes remotas

Confira cinco dicas sobre como melhorar a comunicação na sua equipe:

  1. Faça reuniões de atualização: Programe reuniões de stand-up diárias (ou semanais, em caso de equipes menores), para que todos os membros da equipe se mantenham informados e tenham uma visão geral das tarefas, progresso, alterações e tudo mais que for necessário.
  2. Dê espaço para conversas mais pessoais: Antes ou depois das reuniões, use as ferramentas de videoconferência para conversar sobre temas não relacionados ao trabalho. Fale sobre questões que lhe interessam pessoalmente.
  3. Programe sessões de brainstorming: Reserve horários fixos para as equipes melhorarem processos e discutirem novas ideias. Especialmente em tempos de mudanças, é importante seguir buscando novas ideias.
  4. Escolha a ferramenta certa: Não insista em usar uma ferramenta de mensagens ou promover trocas intermináveis de e-mails se sentir que está perdendo muito tempo. Muitas vezes, uma ligação de cinco minutos pode resolver o problema.
  5. Não se esqueça da parte divertida: Organize atividades virtuais como quizzes, noite de filmes ou escape rooms virtuais.

pesquisa home office infográfico 1

Pesquisa sobre home office: apenas 36% dos funcionários usam senhas fortes

Uma dos pontos mais importantes para o trabalho remoto é criar um ambiente de trabalho seguro. O Capterra recomenda que você siga as cinco etapas abaixo para garantir a segurança de TI em seus negócios:

→ 40% dos funcionários usam apenas seus dispositivos pessoais para trabalhar remotamente.

1. É altamente recomendável não usar os mesmos dispositivos para trabalho e uso pessoal. Isso eleva o risco de ataques e abre espaço para criminosos virtuais roubarem dados valiosos.

→ Apenas 39% de todos os funcionários têm algum software antivírus instalado.

29% usam firewalls.

2. Invista em softwares de segurança, como antivírus e firewalls. Esses dois sistemas devem ser padrão em todos os negócios. Além disso, você pode considerar o investimento em monitoramento de rede e segurança de endpoint.

Dica: Os softwares de segurança devem ser instalados em todos os dispositivos privados (laptops, tablets e smartphones) usados para acessar dados comerciais.

32% dos funcionários foram vítimas de um ataque de phishing, dos quais 49% ocorreram durante o trabalho remoto.

→ Globalmente, apenas 22% usam software de segurança de e-mail.

3. Os e-mails são uma das formas mais importantes de comunicação nas empresas e, infelizmente, também uma das mais inseguras. Softwares de segurança de e-mail podem ajudar a reduzir o risco de ataques de phishing, uma vez que identificam e-mails maliciosos e os coloca em quarentena.

Dica: As empresas devem realizar um teste de phishing. O teste pode ser usado para determinar a suscetibilidade dos funcionários a um ataque do tipo.

→ Menos de um terço das empresas usa VPN.

4. Implemente uma VPN, especialmente se dados comerciais confidenciais são transferidos durante o trabalho remoto. As VPNs fornecem uma conexão criptografada à Internet, impedindo que terceiros visualizem a atividade na rede.

→ Apenas 36% dos funcionários em todo o mundo usam senhas fortes, com letras, números e caracteres aleatórios.

→ 29% usam um gerenciador de senhas.

5. Um bom gerenciamento de senhas é essencial para evitar ataques cibernéticos. As empresas devem sensibilizar seus funcionários sobre a importância de usar senhas fortes. Um sistema de gerenciamento de senhas é a solução mais segura e conveniente, e facilita o compartilhamento de senhas com colegas.

Dica: Ao comprar um gerenciador de senhas, procure um que ofereça autenticação de dois fatores. A autenticação não será ativada automaticamente. Portanto, não esqueça de configurar o sistema antes de colocá-lo à disposição da equipe.

O gráfico a seguir mostra como os funcionários que trabalham remotamente mundo estão gerenciando suas senhas:

pesquisa home office BR infográfico 2

O futuro

Este é um momento de incerteza histórica. No entanto, há algumas lições importantes que não são apenas relevantes durante uma crise, mas também para quando as coisas começam a se acalmar. 

Entre os aprendizados, estão:

  • As empresas estão se adaptando rapidamente ao trabalho remoto e oferecendo seu produto virtualmente
  • Empresas estão adotando novos softwares
  • Os funcionários gostam da opção de trabalhar remotamente.

Porém, também notamos notamos que as empresas precisam melhorar: 

  • A comunicação com os funcionários 
  • O uso de ferramentas de segurança 
  • Suas políticas de senhas

Os funcionários que trabalham remotamente trabalham mais felizes quando sua empresa lhes deposita mais confiança. Essa confiança pode ser na forma de códigos de vestuário casual ou horários de trabalho flexíveis, mas a questão é que a confiança vai além da microgestão 

De maneira geral, os negócios têm tido sucesso adaptando sua oferta virtualmente e adotando novos softwares, então não tenha medo de olhar para seus processos e ferramentas se eles não estiverem funcionando bem. 

Quer saber mais sobre trabalho remoto? Confira nossa lista de soluções para trabalho remoto.

 


Metodologia 

Para coletar os dados deste relatório, realizamos uma pesquisa online entre 4 e 14 de abril com 4.600 funcionários de pequenas ou médias empresas que trabalham remotamente como resposta à COVID-19. Os participantes, de vários setores empresariais e níveis hierárquicos, provinham dos seguintes países: Austrália, Brasil, Espanha, França, Alemanha, Itália, México, Holanda e Reino Unido.

Nota: O gráfico sobre os principais desafios do trabalho remoto tinha várias opções de resposta; a soma total das porcentagens, portanto, excede 100%.

5 programas para fazer live gratuitos

programa para fazer live

Por que comprar softwares caros e hardwares difíceis de usar para disponibilizar seus eventos na rede? Conheça cinco programas para fazer live gratuitos e fáceis de manejar.

programa para fazer live

Fazer streaming tem suas vantagens e, à medida que as empresas investem em infraestruturas de trabalho remoto, a transmissão ao vivo está se tornando uma prática essencial.

O streaming permite alcançar pessoas que não podem participar pessoalmente de um evento devido a custos, prazos ou limitações logísticas. Você pode expandir o alcance do público, atraindo espectadores digitais do mundo inteiro. Também é possível aumentar o envolvimento dos assistentes ao permitir que eles comentem e façam perguntas.

Além disso, o uso do streaming permite que seu negócio continue funcionando mesmo em situações de crise, como a do coronavírus. Eventos renomados, como os musicais da Broadway, podem manter sua atuação mesmo com as portas fechadas e músicos e artistas podem improvisar shows ao vivo com as cada vez mais famosas lives.

Existem muitos softwares de streaming que podem ser usados para transmitir eventos online e em tempo real.

Se você está preocupado com o alto custo das transmissões ao vivo, programas para fazer lives gratuitos podem ser uma solução simples para o problema.

5 programas para fazer live gratuitos

Estas são as ferramentas que serão analisadas (apresentadas em ordem alfabética):

  • Facebook Live
  • Instagram Live
  • Periscope
  • YouNow
  • YouTube Live

Antes de começar, o que significa “gratuito” neste artigo? Para que uma ferramenta seja classificada como gratuita, ela deve oferecer uma versão sem custo independente que não seja de teste, na qual o produto deve ser adquirido após um prazo definido. Veja mais detalhes sobre a escolha das ferramentas analisadas no final do texto.

1. Facebook Live

O Facebook Live ajuda você a fazer streaming ao vivo sem complicação e ainda vem com benefícios duplos. Em primeiro lugar, ignora as complexidades dos programas para fazer live tradicionais, que exigem uma configuração de hardware robusta e recursos complexos de renderização de vídeo. Além disso, proporciona uma base de público já existente: amigos do Facebook ou seguidores de páginas da plataforma.

screenshot live facebook stream
Exemplo de uma transmissão de uma live no Facebook (Fonte)

O que você precisa para fazer uma live no Facebook?

  • Um smartphone com o aplicativo do Facebook instalado ou um computador/laptop conectado a uma webcam.
  • Um perfil pessoal do Facebook ou uma página de empresa na rede social.

Quais são os principais recursos do Facebook Live?

  • Configuração de privacidade para tornar as transmissões ao vivo visíveis ao público ou mantê-las privadas entre amigos ou seguidores. Ainda é possível marcar pessoas ou locais e adicionar filtros, textos e desenhos aos vídeos.
  • Métricas de acesso, como picos de espectadores ao vivo, total de visualizações, tempo médio de exibição e dados demográficos dos espectadores.
  • Possibilidade de dar um toque pessoal à live ao usar um smartphone para caminhar pelo evento e conversar com pessoas, fazendo uma transmissão de um ponto de vista mais pessoal.
  • Compartilhamento de tela ao usar computador ou laptop. Porém, isso requer o download de uma extensão de compartilhamento de tela.
  • Armazenamento dos vídeos na galeria do Facebook ao final da transmissão para que possam ser vistos mais tarde.

Em que você deve prestar atenção ao usar a ferramenta?

  • Os comentários negativos de qualquer espectador são visíveis para todo o público.
  • O uso do editor interno do Facebook para aprimorar a qualidade do streaming requer conhecimento técnico e ferramentas de terceiros.
  • As lives no Facebook também podem ser emitidas a partir de um codificador de vídeo por meio de uma API. No entanto, o processo requer conhecimento técnico e revisão segundo as Políticas de Análise do Aplicativo do Facebook.

Para que o Facebook Live é mais recomendado?

Eventos de qualquer tamanho, desde uma pequena leitura de poesia com cinquenta pessoas a um mega evento de lançamento de um produto com 5.000 participantes. Essa é a melhor ferramenta para alavancar sua presença pessoal ou comercial no Facebook e alcançar um público que já demonstrou interesse no que você oferece.

2. Instagram Live

O Instagram Live é um recurso do Instagram Stories que pode ser usado para transmitir eventos e interagir com os espectadores em tempo real. É bastante semelhante ao Facebook Live em suas funcionalidades e experiência do usuário. A limitação é que o Instagram Live permite fazer lives apenas usando a versão móvel do aplicativo e não na versão para desktop.

tela live stream instagram
Tela de início de uma live no Instagram (Fonte)

O que você precisa para fazer uma live no Instagram?

  • Um smartphone com o aplicativo do Instagram instalado.
  • Um perfil pessoal ou profissional no Instagram.

Quais são os principais recursos do Instagram Live?

  • Recursos de desenho, pintura, marcação de pessoas e adição de locais, emojis, gifs e filtros ao vivo.
  • Escolha entre uma audiência pública ou privada. Sempre que uma live no Instagram é iniciada, os seguidores do usuário recebem uma notificação por push.
  • Interatividade com o público, com as pessoas dando likes e fazendo comentários. Um feed de comentários é exibido na parte inferior da tela, permitindo fixar mensagens destacadas no topo ou até desativar completamente os comentários.
  • Filtro de comentários que contenham palavras-chave, frases ou emojis ofensivos, escolhendo a opção “ocultar comentários ofensivos” antes de iniciar a live.
  • Armazenamento dos vídeos no Stories, para que possam ser revistos pelos espectadores por até 24 horas após a transmissão ao vivo. Salvando os vídeos nos destaques do perfil, eles ficam disponíveis além das 24 horas.
  • Possibilidade de compartilhamento da transmissão com outro usuário do Instagram. Isso gera uma interação em tela dividida que os espectadores podem assistir.

Em que você deve prestar atenção ao usar a ferramenta?

  • O Instagram é mais indicado para visualização em retrato (posição vertical, com uma proporção de 9:16) do que em paisagem (horizontal,  com uma proporção de 3:2).
  • A live tem que ser feita diretamente no celular. Ela não pode ser importada de outros dispositivos.
  • Você pode acompanhar métricas como contagem de espectadores, curtidas e comentários durante e depois das lives. No entanto, é necessária uma conta do Instagram para Empresas para métricas mais relevantes, como perfil alcançados e número de impressões.

Para que o Instagram é mais recomendado?

Eventos de qualquer tamanho, do lançamento de um livro com 100 pessoas a um show musical para milhares de fãs. Para aqueles que possuem um perfil pessoal ou profissional no Instagram, essa ferramenta ajudará a falar com um público já existente e a alcançar potenciais espectadores digitais de todo o mundo.

3. Periscope

O Periscope é um dos programas para fazer live para smartphones iOS e Android que ajuda a transmitir eventos para o Twitter e para o próprio site do Periscope. O Periscope foi comprado pelo Twitter antes de seu lançamento em 2015 e, desde então, tem sido a resposta do Twitter ao Facebook Live e ao Instagram Live.

Periscope Vídeo ao Vivo
Reprodução de um vídeo gravado no site do Periscope (Fonte)

O que você precisa para fazer uma live no Periscope?

  • Um smartphone com o aplicativo do Periscope instalado.
  • Uma conta do Periscope.
  • Um perfil no Twitter para transmitir os vídeos nesta rede social.

Quais são os principais recursos do Periscope?

  • Alerta aos seguidores do Periscope com uma notificação gerada automaticamente sempre que uma transmissão começa.
  • Viralização dos vídeos a partir da replicação da transmissão ao vivo no Twitter e no Periscope por outros usuários, além da possibilidade de compartilhamento do link de streaming em qualquer outro lugar.
  • Armazenamento das transmissões para reprodução posterior e publicação dos vídeos nos feeds dos seguidores do Periscope e do Twitter.
  • Acesso a estatísticas de transmissão, como espectadores ao vivo, quem está vendo um replay e tempo assistido, para entender melhor o público.
  • Permissão a todos os espectadores para comentarem sobre os streamings ao vivo ou dar likes, com a possibilidade de limitar essa funcionalidade somente às pessoas que você segue.

 

Em que você deve prestar atenção ao usar a ferramenta?

  • Por padrão, todas as lives são públicas e visíveis por qualquer pessoa. Para criar uma transmissão privada para um público selecionado, você e o espectador precisam se seguir no Twitter.
  • É possível desenhar e colorir no feed em tempo real, assim como no Facebook Live e no Instagram Live. Entretanto, os recursos de aprimoramento gráfico do Periscope são comparativamente mais limitados e estão disponíveis apenas no aplicativo para iOS.
  • Dados analíticos sobre o público são menos detalhados em comparação ao Facebook Live ou ao YouTube Live, por exemplo.

Para que o Periscope é mais recomendado?

Eventos de qualquer tamanho, de uma competição de dança com algumas dezenas de espectadores a um pronunciamento político para milhares de pessoas. Para quem possui um perfil pessoal ou profissional no Twitter, a ferramenta aproveita o público já existente, além de atrair a visibilidade de outros usuários do Twitter e do Periscope que possam estar interessados no evento.

4. YouNow

O YouNow é um serviço de live streaming voltado para um público mais jovem. Ele começou como a versão em vídeo do Twitter, na qual os usuários interagem entre si por meio de vídeos ao vivo, mas evoluiu para um serviço de transmissão que também pode ser usado para transmitir eventos em tempo real.

programa para fazer live you now caputura
Uma reprodução das audições do America’s Got Talent no YouNow (Fonte)

O que você precisa para fazer uma live no YouNow?

  • Um smartphone com o aplicativo do YouNow instalado ou um computador/laptop conectado a uma webcam.
  • Um perfil pessoal ou profissional no Facebook, Twitter, Google ou Instagram para fazer login.

Quais são os principais recursos do YouNow?

  • Transmissão de eventos em vários canais, aproveitando o recurso de múltiplos emissores convidados.
  • Compartilhamento de tela ao usar a versão para desktop da ferramenta. Porém, isso exige o download e instalação do aplicativo para desktop.
  • Interação com o público por meio de comentários.
  • Permissão para que os espectadores compartilhem o streaming com seus seguidores na ferramenta.
  • Sistema de hashtags que ajuda na viralização dos eventos. Ao usar uma hashtag, a live aparecerá automaticamente nos feeds dos espectadores que a seguem.
  • Informação sobre quantos espectadores estão assistindo à transmissão ao vivo.

Em que você deve prestar atenção ao usar a ferramenta?

  • Por padrão, todas as lives são públicas.
  • O público potencial dos seus amigos/seguidores das redes sociais não é aproveitado, uma vez que a ferramenta não faz essa conexão automaticamente. Para compensar, usa hashtags ou links para o streaming.
  • Os vídeos ficam disponíveis no perfil por apenas três dias. Isso limita o número de espectadores que podem assisti-los depois.
  • Os insights analíticos sobre o público são menos detalhados do que os das demais ferramentas analisadas neste artigo.

Para que o YouNow é mais recomendado?

Eventos pequenos ou médios, cujo objetivo é gerar interação com um público mais jovem. Essa ferramenta também pode ser usada de maneiras inovadoras para eventos como audições, apresentações ou competições esportivas.

5. YouTube Live

Recurso de transmissão ao vivo do YouTube, o YouTube Live inclui uma ampla variedade de recursos de transmissão, adequados para qualquer pessoa, desde a apresentação de um único artista a um evento mais complexo com anúncios e promoções. E traz um vantagem que nenhuma das outras plataforma analisadas oferece: o potencial de estar no YouTube. Assim, seu evento pode ser localizado simplesmente por meio das buscas no Google.

programa para faze live youtube
Transmissão ao vivo de um evento no YouTube Live (Fonte)

O que você precisa para fazer uma live no YouTube?

  • Um smartphone com o aplicativo do YouTube instalado ou um computador/laptop conectado a uma webcam.
  • Uma conta do YouTube, que pode ser criada com uma conta do Google.

Quais são os principais recursos do YouTube Live?

  • Adição automática de legendas ao vivo (em inglês) às transmissões, tornando-as mais acessíveis para pessoas com limitações auditivas ou para quem assiste sem áudio.
  • Interação com o público na janela de bate-papo, com a possibilidade de fazer perguntas e receber feedback. É possível revisar as mensagens mesmo após o fim da live com o recurso Live Chat Replay ou desativar completamente as conversas.
  • Utilização de recursos avançados de live streaming, como reagendamento da transmissão e gravação automática.
  • Armazenamento das lives como vídeos no seu canal do YouTube, permitindo que sejam revistas pelos espectadores a qualquer momento.
  • Disponibilização de diversos dados analíticos, como duração média da visualização ao vivo, tempo total de visualização, quantidade de visualizadores simultâneos, número de reproduções e ritmo de bate-papo, por meio do painel de controle. Também é possível gerar relatórios para analisar e entender melhor o público.

Em que você deve prestar atenção ao usar a ferramenta?

  • É necessário que as contas de usuário sejam verificadas antes de fazer lives; o o processo pode demorar até 24 horas.
  • O canal do YouTube precisar ter um mínimo de 1.000 assinantes para fazer uma live a partir de um telefone celular.
  • Você pode fazer streaming usando codificadores de hardware ou software de terceiros para aprimorar a qualidade da transmissão. No entanto, isso exigirá algum conhecimento técnico.

Para que o YouTube Live é mais recomendado?

Eventos de qualquer tamanho, desde uma coletiva de imprensa destinada a alguns poucos jornalistas a um evento esportivo com milhares de espectadores. Quem tem uma conta pessoal ou profissional no YouTube pode se comunicar diretamente com os assinantes do canal, além de ter a possibilidade de atrair potenciais espectadores do mundo inteiro por meio da integração automática com as buscas do Google.

programa para fazer live tabela

Próximos passos

Mesmo com todas as informações acima, pode ser difícil escolher a ferramenta gratuita mais adequada para fazer o streaming do seu evento. As ferramentas analisadas parecem oferecer recursos muito semelhantes e é assim mesmo!

Então, a pergunta que fica é: você já tem presença em alguma das plataformas às quais essas ferramentas estão conectadas?

Se sim, siga adiante com a ferramenta que permite acessar à base de público já existente. Caso contrário, explore cada uma das opções apresentadas e veja com qual delas você se sente mais confortável para transmitir seu evento, sempre com foco na experiência do usuário.

Quer saber mais? Confira nossa lista com de softwares de live streaming para descobrir mais produtos. 

 


Metodologia 

Para selecionar as ferramentas apresentadas neste artigo, identificamos a lista de plataformas de live streaming mais comuns por meio de uma busca anônima no Google em 7 de fevereiro de 2020. As opções que apareceram em listagens de terceiros pelo menos duas vezes durante esta busca foram pré-selecionadas.

As plataformas foram avaliadas com base na definição de transmissão ao vivo de um evento: transmissão ao vivo de um evento significa transmitir, simultaneamente, o vídeo e o áudio de um evento pela Internet usando um aplicativo ou plataforma web. O streaming de áudio e vídeo pode ter um lag de alguns segundos, às vezes.

As ferramentas que não se encaixavam nessa definição foram eliminadas, além de:

  • Ferramentas voltadas para públicos específicos (por exemplo, transmissão ao vivo especificamente para o público gamer).
  • Programas de reuniões/videoconferências virtuais voltados para um ambiente de negócios.
  • Ferramentas que não ofereciam uma versão gratuita ou ofereciam recursos limitados com a versão grátis (por exemplo, streaming que permite transmissão apenas a partir da área de trabalho, com uma câmera e uma captura de tela). A ferramenta é classificada como gratuita se:
    • É oferecida como uma versão gratuita e independente do software.
    • A oferta gratuita não é uma versão de teste do software em que você deve adquirir o produto após um determinado período.

Observação: As capturas de tela e as plataformas selecionadas neste artigo são exemplos para mostrar um recurso em contexto e não se destinam a endossos ou recomendações. Elas foram obtidas de fontes consideradas confiáveis no momento da publicação.

Coronavírus expõe falhas na segurança da informação nas empresas

segurança da informação nas empresas

Com o coronavírus obrigando trabalhadores de todo o país a adotarem o home office, milhares de empresários se depararam pela primeira vez com os desafios de lidar com a segurança da informação nas empresas em ambientes remotos.

segurança da informação nas empresas

De acordo com um estudo feito pelo Capterra, a crise da Covid-19 colocou em evidência a falta de preparo em diversos aspectos ligados à cibersegurança por parte tanto de trabalhadores como também dos que comandam pequenas e médias empresas (PMEs) no Brasil –representando um risco para os negócios.   

Os dados integram a segunda parte de um levantamento entre as PMEs brasileiras sobre a adoção do teletrabalho durante a pandemia em que foram ouvidos 481 profissionais de empresas com 1 a 250 funcionários de todas as regiões do país entre os dias 3 e 4 de abril.

Para entender como as PMEs se adaptaram a essa nova realidade, o Capterra investigou o nível de preparo tanto de empresários como de trabalhadores em quatro das principais áreas relacionadas ao tema: 

  • Software: apenas 39% dizem ter um antivírus instalado em seu computador. 
  • Hardware: metade dos trabalhadores dizem estar usando apenas dispositivos pessoais para o home office.
  • Gerenciamento de senhas: apenas 49% dos trabalhadores afirmam possuir alguma senha altamente segura, com letras, números e caracteres aleatórios.
  • Treinamento em TI: somente 31% dizem que a empresa adotou políticas especiais de segurança de TI para o trabalho remoto.

Antivírus: 61% trabalham sem um software de proteção

Seis de cada dez entrevistados afirmam não ter um antivírus instalado em suas máquinas. Trabalhar nessas condições, especialmente para aqueles que lidam com informações sensíveis ou de clientes, é extremamente perigoso. 

Além disso, segundo a pesquisa, metade dos trabalhadores diz estar usando apenas dispositivos pessoais para o home office.

home office Equipamentos usados

Principalmente para aqueles que trabalham com dispositivos pessoais, a empresa deve garantir que softwares antivírus sejam instalados nas máquinas o quanto antes. 

Para aqueles que trabalham de casa com computadores da empresa, são aconselhadas ferramentas mais robustas, como softwares de proteção endpoint.

Outras formas de proteção incluem: 

  • Instalação de um serviço de VPN, que aumenta a segurança  da informação nas empresas ao fornecer uma conexão criptografada à Internet que impede que terceiros visualizem a atividade da rede.

seguranca digital VPN

segurança digital dois fatores

  • Instalação de um firewall para a proteção da rede da empresa.

segurança digital firewall

O gráfico abaixo mostra as cinco principais ações adotadas por profissionais para manter a segurança no home office:

segurança informação empresas acoes seguranca

Senhas fracas aumentam risco de ataques

A questão da segurança das senhas é, sem dúvida, um dos pontos mais preocupantes. 

Segundo o estudo, apenas 49% dos trabalhadores afirmam possuir alguma senha altamente segura, com letras, números e caracteres aleatórios; 20% dizem adotar códigos com nomes e 13%, com palavras completas, considerados muito inseguros.

segurança informação empresas principais elementos

Além disso, 46% dos entrevistados afirmam ter apenas uma senha principal para diversos sites e 49% compartilham a mesma senha entre contas pessoais e de trabalho.

segurança digital empresas senha principal

Um dos dados mais preocupantes, porém, diz respeito à maneira como os funcionários  guardam as suas senhas, com 42% afirmando ser a memória o seu principal método de gerenciamento. 

Ainda mais preocupante é o fato de 15% dos entrevistados afirmarem compartilhar senhas com colegas de trabalho

Facilitar o acesso a programas (ou até dispositivos) a terceiros pode representar um grande risco, especialmente se algum funcionário deixa a empresa e não há um controle estrito sobre o que ele tinha ou não acesso. Na seção seguinte apresentamos maneiras de gerenciar senhas entre vários trabalhadores de maneira mais segura.  

segurança digital empresas gerenciamento senha

Como gerenciar senhas de maneira mais eficaz

Apesar do panorama geral negativo, a pesquisa traz um dado animador: 58% dos entrevistados que afirmam possuir uma ou mais senhas principais para diversos sites disseram ter trocado tais códigos no último mês. 

Trata-se, no entanto, de apenas uma das ações que devem ser adotadas pelos trabalhadores para garantir a segurança de seus dispositivos. 

Para ajudar os empresários a garantir uma melhor gestão nessa área, selecionamos abaixo algumas ações que devem ser adotadas.  

1. Conscientize os funcionários a criarem senhas fortes, que incluam: 

  • De 8 a 16 caracteres
  • Uma combinação de letras maiúsculas e minúsculas
  • Caracteres especiais
  • Números

Educar a equipe sobre a importância de uma senha forte é uma ótima maneira de incentivar a segurança remota no local de trabalho. Vale lembrar que a maioria dos programas de gerenciamento de senhas inclui recursos seguros de criação de senhas, que ajudam a aliviar a pressão da equipe.

2. Nos casos em que os funcionários precisem compartilhar senhas, existem três métodos para comunicá-las com segurança:

3. Pesquise soluções grátis: impulsionadas pela crise do coronavírus, várias empresas estão oferecendo suas soluções de gestão de senhas sem cobrar nada. Além disso, diversos softwares oferecem opções gratuitas.

Equipes despreparadas para os desafios do home office

Apesar de 77% dos entrevistados terem recebido algum tipo de instrução em segurança cibernética (seja online/presencial, cursos certificados, avaliações antes de lidar com dados, ou uma combinação destes), somente 31% dizem que sua empresa adotou políticas especiais de segurança de TI para o trabalho remoto.

Tal tipo de treinamento é vital em um momento em que muitos se aproveitam dos momentos de crise para realizar ataques cibernéticos. Um dos tipos mais comuns de ataques é o chamado phishing. 

O phishing é um dos métodos mais comuns utilizados por criminosos cibernéticos para obter dados valiosos dos usuários. Consiste no envio de um e-mail passando-se por uma empresa ou pessoa pedindo que o receptor envie informações particulares, como senhas, dados bancários ou detalhes confidenciais da organização.

Segundo o estudo, 37% dos entrevistados diz já ter sido vítima desse tipo de esquema (seja antes ou depois do início da pandemia), enquanto 5% diz não saber. Entre as vítimas, 30% afirmam que a mensagem estava relacionada ao coronavírus. 

segurança digital vítimas phishing

Como se proteger contra e-mails de phishing

A preparação dos funcionários para reconhecer esse tipo de ameaça deve fazer parte da rotina das PMEs. 

Entre os principais pontos a serem observados estão:

  • Fomentar o uso de softwares de segurança de email.
  • Realizar treinamentos de segurança cibernética.
  • Deixar claro quais são os protocolos em caso de ataque e indicar com quem é preciso entrar em contato em caso de emergência.

O último ponto é uma das principais falhas entre as PMEs ouvidas pelo Capterra. Como deixam claros os dados apresentados no infográfico abaixo, ainda que a figura do responsável pela segurança da informação nas empresas não seja algo raro, muitas falham na hora de comunicar os funcionários sobre a existência desse profissional.

segurança dados responsável

Treinamento e comunicação são essenciais

Como mostra a pesquisa, a crise do coronavírus deixou clara a falta de preparo das PMEs para o trabalho remoto. 

O que não é de estranhar, já que a crise representou a estreia dessa modalidade de trabalho para 55% dos pequenos negócios hoje em regime de home office no Brasil.

Os cuidados para garantir a segurança durante o teletrabalho, porém, deverão seguir na pauta dos empresários daqui para frente, seja pela duração da crise ou pelos sinais de que a pandemia mudará para sempre a maneira como os trabalhadores enxergam o trabalho em casa.

Vale lembrar que, de acordo com a pesquisa, a maioria dos trabalhadores quer seguir com a prática da modalidade após o fim da crise. 

 


Metodologia

Para reunir os dados presentes neste estudo, o Capterra realizou um levantamento online entre os dias 3 e 4 de abril em que ouviu 481 profissionais que trabalham em micro, pequenas e médias empresas (com até 250 funcionários) de diferentes setores de todo o país. Os resultados são representativos da pesquisa, mas não necessariamente da população como um todo. 

O que é data room? Saiba como funciona e conheça ferramentas

o que é data room

Em tempos de aumento de transações online, explicamos o que é o data room e como a chamada sala de dados virtual pode aumentar a segurança das sua empresa no manejo e na troca de documentos e contratos.

o que é data room

Hoje em dia, quase tudo é guardado digitalmente. Entretanto, em muitas empresas, o armazenamento ainda acontece em diferentes servidores e PCs, especialmente quando se tratam de dados sensíveis e confidenciais da organização. Além disso, existe, é claro, a preocupação com a segurança das informações.

Como você pode ter certeza de que seus dados e documentos estão seguros e protegidos? Esta pergunta se torna cada vez mais relevante à medida que mais pessoas trabalham de casa ou em diversas sedes de uma mesma empresa, e um data room (ou sala de dados virtual) pode ser a solução.

O que é data room?

Um data room pode ser visto como uma sala de arquivos online altamente segura onde são armazenados documentos confidenciais, como transações financeiras, apólices de seguros e patentes, por exemplo. Em um data room, você pode guardar todos os documentos que são importantes para sua empresa e para suas operações comerciais.

Atualmente, as salas de dados virtuais são sendo cada vez mais usadas por:

  • Bancos, seguradoras e outras instituições financeiras
  • Escritórios de advocacia, consultorias e empresas de contabilidade
  • Imobiliárias e empresas de corretagem
  • Pequenas e grandes empresas que desejam compartilhar documentos (confidenciais) online com funcionários, parceiros de negócios ou clientes

Data room virtual: segurança é fundamental

Agora que você já sabe o que é data room, vamos aos seus benefícios. As vantagens mais importantes de uma sala de dados virtual são a segurança e a disponibilidade central. Confira abaixo como podem ser aplicadas as principais funcionalidades desse tipo de ferramenta:

  • Procedimentos avançados de autenticação multinível impedem que hackers acessem seus documentos
  • Criptografia avançada é aplicada aos processos de transferência e armazenamento de dados
  • Segurança de documentos: os direitos de acesso podem ser controlados até o nível individual de documento e é possível determinar as permissões de cada usuário
  • Eficiência: os documentos estão em um local central que pode ser acessado 24 horas por dia e sete dias por semana, de qualquer local
  • Gestão de documentos: qualquer alteração nos documentos (o quê, quem e quando) é registrada e guardada.

Compartilhando informações em um data room virtual

Os documentos em uma sala de dados podem ser compartilhados com pessoas dentro e fora da empresa. Um administrador ou curador decide quais documentos podem ser compartilhados e com quem. Essa pessoa também determina o nível de acesso de cada usuário, como permissão para ler, modificar, fazer upload, download, etc.

Uma sala de dados virtual é útil para trabalhar na nuvem com a gerência e os funcionários, mas potencialmente também com os clientes. Os clientes podem, por exemplo, visualizar seus próprios contratos e condições de entrega.

Data room virtual temporário

Um data room virtual não precisa ser configurado “para sempre”. Você também pode alugar temporariamente uma sala de dados para projetos especiais como, por exemplo, uma negociação de contrato com um cliente grande ou uma auditoria.

Isso economiza custos de viagem e hospedagem, e as partes podem trocar documentos de forma imediata, editá-los e negociar confidencialmente. Em combinação com softwares de videoconferência, é uma opção que oferece grandes possibilidades.

Diferença entre sala de dados e armazenamento na nuvem

Atualmente, todo mundo usa armazenamento na nuvem (gratuito). OneDrive, Dropbox, Google Drive e iCloud são os provedores mais populares. As duas diferenças principais entre esses sistemas genéricos de armazenamento na nuvem e uma data room virtual são:

  1. As salas de dados virtuais atendem aos mais altos padrões de segurança. A chance de os arquivos serem roubados é (quase) zero. Criptografia avançada e chaves de segurança são usadas durante a transferência e o armazenamento de dados. Os arquivos podem ser lidos apenas por pessoas autorizadas. Com o armazenamento na nuvem, essas garantias não existem.
  2. Possuem softwares de gestão de documentos. Todas as ações realizadas com um documento são registradas e armazenadas.

Passos para configurar uma sala de dados virtual

A configuração de um data room começa com um inventário completo dos dados que você deseja colocar nele. Isso lhe dará uma boa ideia do tamanho da sala de dados necessária. O passo seguinte é começar a procurar um provedor.

Além do preço, você também deve levar em consideração diversos outros fatores, como:

  • Segurança: escolha um provedor que use um nível de criptografia alto ou, pelo menos, um procedimento de autenticação em duas etapas.
  • Gestão e controle de documentos: quais funcionalidades a sala de dados oferece, quais são as possibilidades de registro de autorizações de pessoas e documentos e quais são as opões de geração de relatórios?
  • Facilidade de uso e acessibilidade: também é possível acessar a sala a partir de um smartphone ou tablet e o que acontece se muitos usuários quiserem trabalhar ao mesmo tempo?
  • Suporte: o suporte 24h, de segunda a domingo, é útil especialmente se você faz negócios internacionais.

Três data rooms virtuais para iniciantes e especialistas

Para ajudá-lo, selecionamos cinco salas de dados virtuais baseadas na nuvem. Para utilizá-las, portanto, não é preciso instalar nada: basta uma conexão à internet. Confira abaixo (a metodologia completa para a escolha das ferramentas está disponível no final do texto): 

1. iDeals

Sala de dados profissional de fácil configuração com diversas funcionalidades, incluindo proteção de documentos contra captura de telas e fotos.

Para pacotes mais completos, o iDeals treina os usuários. O plano básico sai por € 88 (cerca de R$ 530) por mês (com cobrança anual) e inclui:

  • 30 dias de teste gratuito
  • Um máximo de 500 MB de armazenamento
  • 10 usuários, 2 administradores e uma sala de projetos.
  • Função arrastar e soltas para mover arquivos para o data room de forma fácil e rápida

2. Clinked

Plataforma profissional fácil e rápida de configurar com um painel de controle claro que fornece uma visão direta das atividades dos grupos e contas.

Permite acompanhar os arquivos importantes através de notificações por e-mail. Boa opção para trabalhar com diferentes equipes na nuvem. O pacote mais barato do Clinked sai por € 85 (cerca de R$ 530) e inclui:

  • Período de testes de 10 dias com 10 usuários
  • 100 GB de armazenamento
  • Máximo de 100 usuários e convidados ilimitados
  • Integração com o Zapier para conexão com outras plataformas

3. Box

O Box é um software um pouco “mais leve”, mas oferece diversas possibilidades para quem quer tentar trabalhar com salas de dados.

A versão básica sai por € 4,50 (cerca de R$ 27) por mês por usuário e inclui:

  • Período de testes de 14 dias
  • 100 GB de armazenamento
  • Máximo 10 usuários
  • Sempre gratuito para um usuário
Confira nossa lista completa de softwares de virtual data room.

 


Metodologia:

Para serem listados neste artigo, os softwares deveriam:

  • Estar disponíveis em português 
  • Contar com uma média de 4,5 estrelas ou mais de avaliações do cliente no Capterra
  • Estar na nuvem 
  • Contar com versões para Android e iPhone

Como preparar um Plano de Continuidade de Negócios

plano de continuidade de negócios

plano de continuidade de negócios

Ter um Plano de Continuidade de Negócios (PCN) é essencial para qualquer empresa, não importa o tamanho. Nenhuma organização está livre de ser acometida por um desastre, seja ele de caráter intencional (ataques maliciosos, por exemplo) ou natural, como ficou bem claro com a pandemia da COVID-19.

Desastres são, na maioria das vezes, imprevisíveis e suas consequências, incalculáveis. Por isso, é necessário ter um plano de contingência para saber como reagir e permitir que os negócios sigam em frente diante de qualquer catástrofe.

É evidente que diferentes tipos de desastres exigem diferentes ações, e elas devem ser contempladas no Plano de Recuperação de Desastres (PRD), que é parte do plano da continuidade de negócios. Entretanto, a maior parte do PCN é composto de estratégias e ações amplas e genéricas o suficiente para encarar todo o tipo de problema.

Neste artigo, vamos mostrar as etapas necessárias para preparar um plano de continuidade de negócios para a sua empresa e deixá-la pronta para continuar operando em caso de desastres.

Por que o plano de continuidade de negócios é importante

Antes de entrar no plano propriamente dito, é preciso destacar que o departamento de TI pode ser o mais importante a ser analisado e preparado a fim de manter a continuidade do negócio em caso de desastres, mas não é o único.

Vendas, recursos humanos e até mesmo a direção da empresa também precisam ter um plano estruturado para esses infortúnios. Todas as ferramentas de TI indispensáveis para colocar o plano em prática não servirão de nada se o componente humano for esquecido.

Por exemplo, no caso do novo coronavírus, muitas empresas se viram obrigadas a gerenciar equipes remotas da noite para o dia. Sem um PCN em mãos, os departamentos de recursos humanos, assim como os gerentes das mais diversas áreas, tiveram que desenvolver um plano e colocá-lo em ação praticamente ao mesmo tempo.

Pandemias podem ser raras, mas ataques cibernéticos ou quedas contínuas de sistemas não são tanto assim. O plano de continuidade de negócios funciona como um seguro na prevenção de situações como essas.

Vamos ao plano!

As etapas do plano de continuidade de negócios

Desenvolver um plano de continuidade de negócios não tem porque ser complexo, porém precisa ser abrangente. Afinal, você já conhece os processos internos da empresa e não deve ter dificuldade para definir como eles devem se adaptar em caso de desastres. É importante também confiar em um software de continuidade de negócio e contar com a participação de atores das diferentes áreas da empresa abrangidas pelo plano.

1. Definir o objetivo do plano

O primeiro passo na elaboração de um PCN é a definição do objetivo. Sem saber aonde se quer chegar, não se chega a lugar nenhum. Então, comece deixando claro o escopo em que ele se desenvolve e os objetivos a serem alcançados.

Como mencionado anteriormente, a finalidade do PCN é única para qualquer organização: prepará-la para manter suas atividades frente a um eventual desastre. Entretanto, a abrangência do plano varia segundo o setor e o tamanho da empresa, uma vez que esses fatores determinarão qual a amplitude da preparação necessária. Descreva o objetivo do plano no início da elaboração, mas volte para revisá-lo depois de concluídos todos os passos.

2. Identificar as principais áreas

Existem áreas da empresa que não precisam entrar no PCN, ou porque não são vitais ou porque já estão estruturadas de forma que uma catástrofe não afetará suas atividades. Então, cabe a você determinar quais são as áreas da empresa que precisam de um plano de continuidade.

O departamento de TI figura em praticamente todos os planos de continuidade de negócios, simplesmente porque se trata de uma área vital para o andamento dos demais setores nos dias de hoje.

O departamento de recursos humanos também integra o time principal das áreas que precisam de um plano de contingência, mas isso depende muito da estrutura da empresa e da maturidade organizacional em que ela se encontra.

A comunicação com os funcionários sobre o andamento do plano também é muito importante. Utilize os softwares de comunicação de equipe para informar os trabalhadores sobre todos os passos. Para os que já adotam sistemas de recursos humanos, é o momento de aproveitar essas ferramentas para ter uma visibilidade total do componente humano.

Se você não tem segurança sobre todas as áreas que devem ser abrangidas pelo PCN, converse com os gestores de cada uma delas e identifique junto com eles se as atividades da respectiva área estão aptas a prosseguirem sem grande impacto em caso de catástrofe.

3. Identificar as atividades críticas

Uma vez definidas as áreas internas da empresa que farão parte do PCN, o passo seguinte é identificar as atividades de cada uma que são críticas para a continuidade do negócio. É sabido que há tarefas que são mais ou menos vitais dentro da organização, mas isso não significa que sejam dispensáveis.

Nessa fase, o objetivo é diferenciá-las para detectar quais operações precisam, obrigatoriamente, entrar no plano de continuidade de negócios para a atividade da empresa não ser gravemente afetada quando ocorrer um desastre.

Novamente, nessa fase é crucial contar com a participação dos gestores das áreas participantes.  É importante cruzar informações para identificar atividades paralelas ou interdependentes, cujo andamento ou resultados decorrem de mais de um setor da empresa.

4. Determinar o tempo de inatividade aceitável para cada atividade crítica

É incontestável que a ocorrência de um desastre causará algum impacto nas atividades da organização. A proposta do plano de continuidade de negócios é minimizar esse impacto e reduzir ao máximo o tempo de reação da empresa. Para isso, você deve determinar o tempo aceitável que cada atividade crítica pode ficar comprometida.

Atividades mais vitais devem ter prioridade no restabelecimento das funções normais da empresa. Assim, além de definir os prazos de inatividade aceitáveis, é importante também estabelecer a ordem de prioridade da lista de atividades críticas.

5. Criar um plano de ação e recuperação de desastres

Agora que você já tem o objetivo, as principais áreas envolvidas e as atividades críticas definidos, é hora de criar o plano de ação e recuperação de desastres. Em outras palavras, você deve incluir no PCN como ele será implementado quando necessário.

O plano de ação resume o plano de continuidade de negócios em termos práticos. Nesta etapa, você deve analisar as opções de softwares de continuidade de negócio e selecionar o que melhor se adapta às definições feitas até aqui.

Para ficar completo, inclua os responsáveis e os prazos de cada ação. Ter pontos de controle também é essencial para verificar se a implementação do plano está conforme o esperado. Se possível, faça uma simulação antes da ocorrência de um caso real.

Plano pronto

Pronto. Se você seguiu todas etapas, seu plano está pronto para ser executado.

O PCN é como um seguro que não se quer usar nunca, mas oferece à empresa a tranquilidade de ter um plano de ação para mantê-la em atividade caso algum desastre aconteça.

Faltou prevenção e está precisando remediar? Confira este artigo sobre gestão de crise e nossas dicas para gerenciamento de equipes remotas.

O que é o Slack? Conheça esta e outras 5 ferramentas de colaboração

digital transformation

o que é slack

Em tempos de aumento do trabalho remoto, muitos se depararam com novas ferramentas que facilitam (e muito) o trabalho em equipe à distância. Uma delas é, sem dúvida, o Slack. Ainda não sabe o que é o Slack

O Slack é uma ferramentas de colaboração com diversas funcionalidades, de compartilhamento de arquivos online à organização de reuniões por videoconferência e que permite a conexão com equipes remotas por meio de canais de bate-papo em tempo real.

O Slack facilita a gestão de projetos ao reunir em apenas uma plataforma as variadas necessidades de diferentes tipos de profissionais e equipes. O programa pode ser usado no computador e também possui versões mobile (tanto para dispositivos que rodam com iOS ou Android). 

Além das diversas funcionalidades, outro destaque do Slack é a experiência do usuário: suas semelhanças com uma rede social e a facilidade de uso (com a possibilidade de arrastar e soltar arquivos para compartilhamento, por exemplo) são um dos pontos fortes destacados pelos seus usuários ao redor do mundo. 

A ferramenta também se integra a soluções de terceiros, permitindo que as equipes possam fazer muito mais com o software, como realizar pesquisas e enquetes nos canais do Slack ou postar e-mails diretamente em um feed de notícias.

Prós do Slack: 

  • Integração com vários aplicativos de gerenciamento de projetos, como o Wrike e o Trello.
  • Usuários podem criar canais de comunicação por equipe, por projeto etc.
  • Canais públicos permitem que os colegas vejam o que outras equipes estão fazendo.

Entretanto, apesar do amplo reconhecimento dos usuários, o Slack não é a única ferramenta do tipo disponível no mercado. Para equipes remotas que trabalho com sessões de brainstorming ou colaboram editando documentos em tempo real, o Slack pode não ser a ferramenta certa.

Contras do Slack:

  • O excesso de canais de chat pode ser prejudicial à produtividade. 
  • Falta de funções mais robustas, como um lugar central para armazenar sprints, relatórios e roteiros de projeto e a possibilidade de visualizar o progresso do projeto em relação às tarefas, orçamentos etc.

Para ajudar você a encontrar as melhores alternativas ao Slack, analisamos softwares listados no diretório de ferramentas de colaboração do Capterra e criamos uma lista com as cinco opções principais. Os programas estão apresentados em ordem alfabética.

5 alternativas ao Slack para colaboração

1. Blizz: Ferramenta de videoconferência para reuniões de equipe

Blizz logoAvaliações: 40
Probabilidade de recomendação: 9,4
Recursos e funcionalidades: 4,6

O Blizz é um programa baseado na nuvem que oferece compartilhamento de tela, chamadas VoIP, videoconferência e bate-papo. Os usuários podem agendar e enviar convites para reuniões online, transmitir apresentações, compartilhar arquivos e conversar durante reuniões ao vivo, além de enviar pesquisas após a reunião.

O programa é ideal para realizar reuniões online rapidamente para discutir projetos, sessões de treinamento e compartilhar ideias.

 Prós:

  • As avaliações do Capterra destacam a rapidez da configuração e a interface, fácil de usar.
  • Os usuários ressaltam que a ferramenta suporta vídeos de alta resolução e captura gravações de áudio de qualidade.

Contras:

  • Alguns usuários gostariam de ver melhorias no aplicativo para celular, como a câmera sendo ativada automaticamente ao se reconectar a uma videochamada.
  • Apesar de gostarem do suporte a vídeo de alta resolução, os usuários mencionam que o software requer uma conexão à internet de alta velocidade para evitar atrasos durante as chamadas de vídeo.

Quanto custa?

O Blizz oferece um plano gratuito e três opções de assinaturas pagas: Core, Crew e Company. Os planos pagos começam a partir de US$ 6 (cerca de R$ 30) por mês, para 10 participantes.

blizz print screen
Tela de início de videoconferência do Blizz, que oferece plano gratuito (Fonte)

2. G Suite: Suite de colaboração para gestão de documentos

google logoAvaliações: 9.501
Probabilidade de recomendação: 9,1
Recursos e funcionalidades: 4,6

O G Suite é o conjunto de ferramentas de colaboração baseadas na nuvem que, além do Hangouts Meet e do Chat, inclui o Docs, Sheets, Forms e Slides, o Gmail e o Drive. Os recursos ajudam as equipes a trabalhar de forma colaborativa em documentos, compartilhar arquivos, conversar e muito mais.

Como concorrente do Slack, o que diferencia o G Suite são seus recursos de colaboração de documentos. As equipes podem criar e editar documentos em tempo real e armazenar diferentes versões no Drive.

 Prós:

  • Segundo as avaliações do Capterra, a ferramenta é intuitiva e fácil de usar.
  • Os usuários dizem que a funcionalidade de editar documentos offline e sincronizá-los mais tarde é muito útil.

Contras:

  • Os usuários gostariam de ter mais opções de formatação, como a possibilidade de adicionar estilos diferentes e alterar os layouts de documentos.
  • Alguns usuários gostariam de ver um compartilhamento de arquivos mais simples.

Quanto custa?

O G Suite possui três planos de assinatura diferentes: Basic, Business e Enterprise. O plano Basic custa R$ 24,30 por usuário, por mês.

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Tela de acesso às ferramentas de colaboração no G Suite (Fonte)

3. Miro: Lousa online para sessões de brainstorming

logo miroAvaliações: 190
Probabilidade de recomendação:  9,4
Recursos e funcionalidades: 4,7

O Miro é um programa baseado na nuvem projetado para colaboração visual. Ele vem com modelos de whiteboard online (lousa digital), compartilhamento de tela, compartilhamento de vídeo, bate-papo e comentários. Os usuários podem criar e compartilhar projetos, visualizar fluxos de trabalho de processos e criar mapas mentais.

O destaque do Miro está no recurso de whiteboard, que ajuda equipes, como de designers de UI/UX ou de desenvolvimento de produtos, a discutir ideias e compartilhar planos em uma plataforma comum.

 Prós:

  • As avaliações do Capterra destacam a funcionalidade da lousa digital, que pode ser usada para vários propósitos, como planejar projetos, gerenciar sprints e revisar wireframes.
  • Os usuários dizem que a equipe de suporte responde rapidamente às consultas e oferece resoluções com velocidade.

Contras:

  • Os usuários afirmam que a curva de aprendizado para entender como os modelos funcionam e conseguir usar o whiteboard para desenhar ideias visuais pode ser acentuada.
  • Os usuários gostariam de ver melhorias na qualidade de vídeo e áudio durante as reuniões online.

Quanto custa?

O Miro oferece um plano gratuito, além de dois planos de assinatura paga: Team e Company. O preço inicial dos planos pagos é de US$ 10 (cerca de R$ 50) por usuário, por mês, cobrado anualmente.

miro print screen
Lousa digital online do Miro, ferramenta ideal para brainstorm remoto (Fonte)

4. Samepage: Ferramenta centralizada para colaboração em projetos

same page logoAvaliações: 780
Probabilidade de recomendação: 9,2
Recursos e funcionalidades: 4,6

O Samepage é uma ferramenta de colaboração baseada na nuvem com áreas de trabalho em equipe, bate-papo, edição de documentos, videoconferência, calendários de equipe, compartilhamento de arquivos e gestão de tarefas.

O programa é semelhante ao Slack quando se trata de recursos de comunicação, como feeds de atividades compartilhadas e bate-papo. A diferença é que o programa oferece recursos adicionais de gestão de projetos, como rastreamento de milestones e gestão de tarefas com painéis Kanban.

 Prós:

  • As avaliações do Capterra destacam as funções de colaboração, como bate-papo em tempo real, compartilhamento de arquivos e edição de documentos.
  • Os usuários também destacam a interface de arrastar e soltar.

Contras:

  • Segundo os usuários, são necessárias melhorias no aplicativo para Android, como melhores controles de navegação.
  • Os usuários comentam também sobre a falta de um calendário mestre consolidado que permita visualizar rapidamente tarefas para diferentes equipes.

Quanto custa?

O Samepage oferece um plano gratuito e dois planos de assinatura: Pro e Enterprise. O plano pago começa a partir de US$ 8 (cerca de R$ 40) por usuário, por mês, cobrado anualmente.

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Visão da área de comentários em documentos no Samepage (Fonte)

5. talkspirit: Ferramenta de comunicação para produtividade de equipes

talkspirit logoAvaliações: 65
Probabilidade de recomendação: 9,2
Recursos e funcionalidades: 4,5

O talkspirit é uma ferramenta baseada na nuvem que inclui quadros de discussão, videoconferência, bate-papo, compartilhamento de arquivos, feeds de atividades e marcação nas redes sociais.

Os usuários podem conversar com outros individualmente ou com vários membros da equipe, além de compartilhar documentos, criar canais de bate-papo em grupo e compartilhar informações e mensagens como feeds, semelhante às redes sociais.

O programa se parece muito com o Slack em termos de desenho e usabilidade. O destaque fica por conta dos seus recursos de bate-papo em equipe.

 Prós:

  • As avaliações do Capterra destacam a interface fácil e intuitiva, que permite que novos usuários comecem a usar a ferramenta rapidamente.
  • Os usuários gostam da flexibilidade de personalização da ferramenta, que permite usar as cores e o logotipo da própria empresa.

Contras:

  • Alguns usuários citam a necessidade de mais plug-ins de terceiros e de integrações de chatbots.
  • Muitos gostariam de ver um maior controle sobre as notificações, para não serem inundados por atualizações de tarefas.

Quanto custa?

O talkspirit oferece um único plano de assinatura, que custa US$ 4,47 (cerca de R$ 22) por usuário, por mês, quando cobrado mensalmente, e US$ 3,35 (cerca de R$ 17) por usuário, por mês, para pagamentos anuais.

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Visualização de comentários no talkspirit, que não oferece plano grátis (Fonte)

tabela o que é slack alternativas

Etapas para selecionar a ferramenta de colaboração certa

Como ferramenta de colaboração, o Slack inclui vários recursos, podendo oferecer até mais do que algumas empresas provavelmente precisam.

Ao avaliar alternativas para o Slack, mesmo as que não estão entre as cinco acima, siga as etapas abaixo para encontrar a opção adequada:

  • Defina seu orçamento: determine um faixa de orçamento para restringir sua lista aos softwares que você pode pagar.
  • Crie uma lista de recursos obrigatórios: defina os principais recursos que sua empresa precisa para a colaboração em equipe. Isso ajudará você a selecionar produtos que atendam ao seu orçamento e aos seus requisitos.
Procurando  ferramentas de gestão de projetos? Confira a lista completa do Capterra com as melhores soluções de programas do tipo.

Metodologia

Para serem selecionados, os programas precisavam atender aos seguintes requisitos:

  • Preços compatíveis: o preço dos programas deveria ser igual ou inferior a US$ 10 (cerca de R$ 50) por usuário.
  • Recursos principais: os programas deveriam oferecer recursos básicos de colaboração, como bate-papo, compartilhamento de arquivos e áreas de trabalho.
  • Mínimo de 20 avaliações de usuário no Capterra (publicadas nos últimos dois anos): os programas deveriam ter pelo menos 20 avaliações recentes no Capterra, o que ajuda a destacar os prós e contras de cada opção do ponto de vista de usuários reais.
  • Classificação alta em “Probabilidade de recomendação”: os produtos deveriam ter uma classificação média de recomendação de pelo menos 9 de 10 no site do Capterra.
  • Avaliação alta em “Recursos”: os programa também deveriam ter uma avaliação mínima das funcionalidades de 4 de 5 no site do Capterra.