LGPD entra em vigor em 2020 ou ficou mesmo para o ano que vem?

lgpd entra em vigor

A discussão sobre o início da vigência da lei de proteção de dados brasileira está provocando confusão entre os empreendedores. Afinal, a LGPD entra em vigor em 2020? O colaborador do Capterra Pedro Fonseca explica o imbróglio com a legislação e responde às principais questões dos empresários neste momento.

lgpd entra em vigor

No final do ano passado, estive aqui no blog do Capterra compartilhando informações essenciais sobre a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Naquele artigo, falamos sobre as bases legais (consentimento, legítimo interesse e outros), sobre os princípios que regem a proteção de dados no Brasil e também sobre a Autoridade Nacional de Proteção de Dados e a necessidade de cada “agente de tratamento” nomear um encarregado (o DPO, data protection officer na sigla em inglês). 

A lei entraria em vigor em agosto de 2020, e muitas empresas –tanto pequenas como grandes– ainda não tinham clareza sobre como se adequar para cumprir a legislação e mitigar riscos. 

De lá para cá, o que aconteceu? 

Alguns agentes de tratamento (principalmente os grandes) estão prontos para cumprir a lei; para outros, a LGPD ainda está envolta em um certo mistério, e pouco foi feito para se adequar às novas regras.

Pesquisa divulgada pelo Capterra em março mostrou que um quarto das PMEs desconhecia a nova lei de proteção de dados e que 66% teria de investir em tecnologia, como ferramentas de TI, para se adaptar à lei.

Volto aqui para contar que algumas coisas mudaram também no plano jurídico. Essas mudanças podem impactar o projeto de adequação do seu negócio. Vamos a elas! 

A LGPD entra em vigor agora ou não?

Por conta de um imbróglio legislativo, ainda não se sabe se a LGPD entra em vigor em 14 de agosto de 2020, como previsto inicialmente, ou se será postergada para maio de 2021. 

O que já está definido, porém, é que as penalidades previstas na lei (advertência, multas, bloqueios, etc.) passam a valer apenas em agosto de 2021. 

Se as penalidades estão suspensas por mais um ano, preciso me preocupar agora?

O fato de as penalidades só entrarem em vigor no próximo ano e da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) ainda não ter sido criada enfraquecem o “enforcement” (aplicação) da lei. 

No entanto, caso a LGPD passe a valer ainda esse ano (mesmo sem as penalidades e sem autoridade nacional), o descumprimento da lei por agentes de tratamento continua tendo consequências jurídicas. Fique atento, pois: 

  • O STF reconheceu que a proteção de dados pessoais é um direito fundamental, o que torna ainda mais sérias potenciais violações à lei. Esse precedente judicial pode ser invocado mesmo antes da entrada em vigor da LGPD 
  • Ao lado das penalidades (por ora, suspensas), a LGPD prevê regras de  “responsabilidade civil”: ou seja, as empresas que descumprirem a lei e causarem danos podem ser obrigadas judicialmente a indenizar as vítimas. Como a lei prevê que esses danos podem ser coletivos (ou seja, sofridos pela sociedade ou por um grupo de pessoas, não apenas por indivíduos), essas indenizações podem atingir valores milionários 
  • Embora a ANPD não tenha sido criada, os Procons, o Ministério Público e o próprio Poder Judiciário podem (e provavelmente irão) tomar medidas para assegurar o cumprimento da lei 

Ainda não fiz nada. E agora?

Como expliquei em meu primeiro texto aqui no blog, o primeiro passo é identificar todas as operações de tratamento de dados pessoais que a sua empresa realiza (seja ela uma PME ou uma grande empresa). A lei exige que a cada operação de tratamento deve corresponder uma base legal (por exemplo, consentimento, legítimo interesse ou cumprimento de contrato). 

Também é preciso assegurar que as operações de tratamento estão de acordo com os princípios que a lei estabelece: finalidade, adequação, livre acesso, transparência, segurança, prevenção ou não-discriminação. Falamos mais sobre isso no artigo anterior. A simples leitura da LGPD ajuda a entender o que cada um desses princípios quer dizer; tente! 

Enquanto a lei não entrar em vigor e a ANPD não for criada, as chances de um “enforcement ativo” (ou seja, de alguém bater na porta de uma PME exigindo que ela comprove que está cumprindo a lei) são muito baixas. A atenção ao tema, porém, tem que continuar, pois caso o descumprimento resulte em incidentes (por exemplo, vazamentos), o agente de tratamento pode ser responsabilizado judicialmente. 

As medidas adotadas para cumprir com a lei –especialmente a identificação das bases legais e a documentação das políticas de privacidade e segurança– são provas muito importantes numa eventual discussão judicial sobre incidentes de privacidade. 

Não dá para relaxar e deixar tudo para o ano que vem. É preciso continuar caminhando para se adequar à LGPD, ainda que ela só passe a valer “de verdade” em 2021. 


foto Pedro FonsecaPedro Leal Fonseca é membro e co-fundador do Coletivo.adv.br, coletivo de advogados de negócio com sede em São Paulo. Presta consultoria jurídica a empresas de tecnologia (cloud, software, fintechs, plataformas de e-commerce e outras). Antes, liderou o departamento jurídico da Amazon no Brasil (2014-2018) e atuou em grandes escritórios de advocacia nas áreas empresarial, de propriedade intelectual e de fusões e aquisições.

 

Busca ferramentas de TI? Confira o catálogo do Capterra!

5 softwares de vendas para você usar no seu negócio

software de vendas

software de vendas

Em um estudo recente, a Gartner analisou 575 avaliações de empresas para identificar o que elas fariam de diferente na implementação da automação de vendas se pudessem começar tudo de novo (link do artigo completo para clientes da Gartner).

Uma das principais conclusões é que as empresas devem encaixar os processos, necessidades e expectativas atuais do negócio ao produto antes de contratar um fornecedor. Os entrevistados também desaconselharam a pressa no processo de implementação, que pode resultar na necessidade de trocar o software de vendas mais à frente.

A verdade é que escolher um sistema do tipo pode ser um processo complicado. Existem dezenas de alternativas no mercado, cada uma com um conjunto de recursos próprios. Encontrar a ferramenta mais adequada depende inteiramente do que sua empresa precisa.

Para ajudá-lo a avaliar melhor, preparamos esta lista com cinco das principais soluções do mercado. Explicaremos seus recursos e funcionalidades e mostraremos o que os usuários dessas ferramentas dizem sobre elas. No final, você ainda encontrará algumas dicas sobre como selecionar a ferramenta de automação de vendas mais adequada.

5 sistemas de força de vendas

(em ordem alfabética)


EngageBay

Freshsales

Pipedrive

Pipeliner

Salesforce

Antes de começar, como chegamos a este lista? Antes de tudo, cada uma das cinco ferramentas recebeu uma classificação geral mínima de 4 de 5 no diretório de softwares do Capterra no último ano. Para ver saber mais sobre a seleção dos programas, veja a metodologia completa no final do texto.

1. EngageBay

Classificação geral:  4.6/5

Avaliações: 53

O EngageBay é uma ferramenta baseada na nuvem que fornece um módulo focado em vendas chamado “Sales Bay”. Este módulo oferece uma visão completa de cada interação feita com um lead e acompanha todas as alterações em andamento ou futuras.

Você pode configurar um pipeline de várias transações ou criar pipelines separados com base em diferentes parâmetros, como produtos, categorias ou localidades. Você também pode automatizar campanhas de geração de leads e fazer o seguimento de leads por meio do funil de vendas.

pipeline engagebay
Pipeline de vendas  multi-transacional do EngageBay, que possui versão grátis (Fonte)

Alguns dos destaques do EngageBay:

  • Rastreamento de e-mail: seja notificado quando um lead abrir seu e-mail ou clicar em um link dentro dele. Automatize as etapas subsequentes, como a chamada ou o e-mail de seguimento, com base nessas ações e garanta que você não irá perder nenhum lead em potencial.
  • Chamadas diretas: ligue para os leads diretamente de dentro do sistema do EngageBay, sem a necessidade de hardware ou software adicional.

O EngageBay também oferece um pacote completo que reúne seus recursos de automação de vendas com recursos de marketing e serviços.

Veja o que os usuários do Capterra dizem sobre o EngageBay:

Prós: a ferramenta é fácil de gerenciar e de navegar e possui uma interface de usuário simples.

Contras: o recurso de design de e-mail da ferramenta precisa de mais customização.

Saiba mais

2. Freshsales

Classificação geral:  4.7/5

Avaliações: 448

O Freshsales,  software de vendas baseado na nuvem da Freshworks Inc., tem alguns de seus recursos bastante semelhantes aos do EngageBay, incluindo um sistema telefônico embutido e o rastreamento de e-mail para atualizações em tempo real. 

O programa também oferece um pipeline visual de vendas para você acompanhar o andamento de cada negociação, a capacidade de agendamento para configurar tarefas e reuniões, relatórios detalhados sobre suas negociações e seus processos de vendas e campanhas automatizadas de geração de leads.

freshsales print screen
Visão 360 graus no Freshsales, que tem funções  de segmentação automática  (Fonte)

Alguns dos destaques do programa:

  • Lead scoring: atribua valores numéricos aos leads de acordo com o valor que eles podem ter para seus negócios. A ferramenta calcula a pontuação automaticamente com base no engajamento e nas características de cada lead.
  • Segmentação de leads segundo comportamento: o Freshsales segmenta os leads automaticamente com base em suas atividades e características e projeta campanhas de geração de leads separadas para cada segmento.

Veja o que os usuários do Capterra dizem sobre o Freshsales:

Prós: a ferramenta é fácil de usar e oferece flexibilidade em termos de alteração de campos nos perfis de leads, sincronização de e-mails de acordo com o histórico de leads e exibição de detalhes completos de um lead na barra de pesquisa.

Contras: a configuração do software pode ser demorada. Além disso, a grande quantidade de recursos da ferramenta pode dificultar a compreensão dos usuários.

Saiba mais

3. Pipedrive

Classificação geral:  4.6/5

Avaliações: 2.214

O Pipedrive é uma ferramenta de gestão de relacionamento com o cliente (CRM) e gerenciamento de pipeline de vendas baseada na nuvem que pode ajudar você a automatizar sua força de vendas.

O software ajuda a simplificar os processos de vendas por meio de uma visão geral mais visual, a gerar e rastrear leads e a gerenciar atividades e objetivos de vendas.

software de vendas pipeline vendas Pipedrive
Gestão do pipeline de vendas no Pipedrive, que não possui versão gratuita (Fonte)

Alguns dos destaques do programa:

  • Relatórios de vendas: obtenha métricas detalhadas do seu pipeline de vendas com relatórios visuais e veja suas vendas separadas por produto. Além disso, personalize o painel definindo seus próprios filtros para medir a conversão e o desempenho da equipe.
  • Previsão de vendas: projete receitas futuras usando as datas esperadas de fechamento de negociações e direcione sua equipe de vendas a fim de priorizar negócios de maneira adequada.

Veja o que os usuários do Capterra dizem sobre o Pipedrive:

Prós: flexibilidade para criar fluxos de vendas personalizados e relatórios detalhados para monitorar o desempenho. A funcionalidade de arrastar e soltar do Pipedrive facilita seu uso.

Contras: a pesquisa de informações de leads poderia ser melhor organizada e mais acessível dentro do layout. Alguns usuários também acham que a ferramenta pode ser limitante quando se trata de organizar grandes equipes de vendas e é mais adequada para empresas de pequeno e médio porte.

Saiba mais

4. Pipeliner

Classificação geral:  4.7/5

Avaliações: 161

O Pipeliner é uma ferramenta de CRM que pode funcionar como um sistema de automação de vendas. Ele fornece recursos típicos de um software de vendas, como gerenciamento de contatos e de leads, gestão de oportunidades e atividades, exibição do pipeline, relatórios e gestão de tarefas de vendas.

software de vendas painel pipeliner
Painel de vendas no Pipeliner, CRM com funções de automação de vendas (Fonte)

Alguns dos destaques do programa:

  • Vendas em redes sociais: fique de olho nos perfis das redes sociais dos seus leads (como Facebook, Twitter e LinkedIn) com a ajuda de um feed gerado automaticamente. Além disso, execute ações diretamente do próprio programa, como curtir ou comentar publicações.
  • Metas dinâmicas: mantenha as metas de suas equipes de vendas em primeiro plano, com uma meta visível mostrada na visualização principal do pipeline, que pode ser escolhida entre cinco visualizações diferentes: meta de vendas não ponderada, meta de vendas ponderada, meta classificada, meta equilibrada e meta real.

Veja o que os usuários do Capterra dizem sobre o Pipeliner:

Prós: os usuários elogiam a capacidade de realizar várias tarefas dentro do próprio programa, bem como a visualização dinâmica de atividades, processos e do pipeline de vendas.

Contras: excluir oportunidades e leads indesejados do sistema pode ser complicado.

Saiba mais

5. Salesforce

O Salesforce é uma ferramenta de CRM que pode muitas vezes funcionar como um software de vendas completo. Trata-se da ferramenta de força de vendas mais conhecida no mercado e oferece gerenciamento de contatos, gestão de oportunidades e de leads, relatórios e previsão de vendas.

software de vendas visualização painel salesforce
Painel no Salesforce, uma das ferramentas mais conhecida no mercado (Fonte)

Alguns dos destaques do programa:

  • Processos: use a interface de apontar e clicar do Salesforce para automatizar processos e criar alertas automáticos por e-mail para transações de um determinado tamanho e para atribuir tarefas automaticamente à medida que a transação avança por diferentes estágios.
  • Aprovações: automatize aprovações, como descontos, viagens e relatórios de despesas. As solicitações podem ser incluídas no sistema e aprovadas pelos envolvidos, por chat ou e-mail.

Veja o que os usuários do Capterra dizem sobre o Salesforce:

Prós: obter relatórios de vendas detalhados e encontrar informações dos clientes é fácil. Os usuários também gostam da boa integração com outras ferramentas, incluindo clientes de e-mail, calendários e gerenciadores de tarefas.

Contras: a curva de aprendizado da ferramenta é um pouco alta e leva algum tempo para os usuários entenderem e conseguirem usar todos os recursos oferecidos.

Saiba mais

Como escolher o melhor software de vendas para o seu negócio

Conhecer as melhores ferramentas do mercado é uma coisa, encontrar a mais adequada para o seu negócio é outra. Você precisa levar vários pontos em consideração ao explorar as opções. Para ajudar, dividimos algumas considerações mencionadas pela Gartner em três pontos (o artigo completo está disponível para clientes):

  • Verifique se a equipe que avalia as ferramentas inclui funcionários operacionais, técnicos e da linha de negócios. Isso garantirá que haja um entendimento adequado dos usos da ferramenta, considerações apropriadas sobre as necessidades da equipe de vendas, além de garantir que a perspectiva do usuário final será suficientemente incorporada.
  • Vincule o processo de seleção à estratégia mais ampla de tecnologia de vendas da sua empresa. É necessário entender que nenhum fornecedor oferece todos os recursos igualmente bem. Portanto, verifique primeiro quais recursos são mais importantes para o seu negócio e, então, avalie as ferramentas com base nisso.
  • Aproveite bem as apresentações porque, independentemente do tempo de duração delas, nunca é o suficiente para ver todos os recursos que a ferramenta oferece. Portanto, crie uma agenda dedicada a garantir que a demonstração atenda às suas necessidades e objetivos. Apresente aos fornecedores as cinco principais e mais complexas aplicações e peça a eles para destacarem o impacto que a ferramenta pode ter em cada um desses casos.
Busca um software de vendas? Confira nosso catálogo!

Metodologia de seleção 

Para serem considerados para este artigo, os programas precisavam atender aos seguintes critérios:

  • Ter mais de 10 avaliações entre 20 de novembro de 2018 e 20 de novembro de 2019.
  • Ter uma classificação geral mínima de 4 sobre 5.
  • Apresentar recursos como: gerenciamento de contatos, gestão de leads/oportunidades, gestão de fluxo de trabalho/pipeline e relatórios.

Note que, se uma ferramenta teve destacados recursos como lead scoring ou previsão de vendas, isso não significa necessariamente que as outras da lista não ofereçam os mesmos recursos ou recursos semelhantes. As funcionalidades destacadas são apenas uma amostra dos recursos da ferramenta.

Isenção de responsabilidade: os prós e contras listados são derivados dos recursos apresentados no site do produto e nas avaliações de usuários nos domínios da Gartner Digital Markets (Capterra, GetApp e Software Advice) e não representam nem constituem um endosso das opiniões por parte do Capterra ou de suas empresas afiliadas.

Transformação digital no mundo: COVID-19 faz PMEs promoverem mudanças

transformação digital no mundo

transformação digital no mundo

O impacto econômico da COVID-19 nos negócios, particularmente nas PMEs, alcançou uma escala global. Desde a adoção de medidas de curto prazo para permitir que os funcionários trabalhem remotamente e o aumento da segurança com recursos como VPNs, empresas do mundo todo tiveram que pensar na maneira mais rápida e eficaz de manter seus negócios funcionando durante a crise.

Entretanto, a pergunta que permanece é se as empresas seguirão esse caminho de transformação ou voltarão a ser como antes.

O Capterra queria saber mais sobre como a pandemia afetou as PMEs, o impacto que teve em suas decisões de compra de software e seus planos para o futuro. Para isso, entrevistou 2.904 pessoas, incluindo funcionários e gerentes de pequenas e médias empresas (PMEs) de Alemanha, Austrália, Brasil, Espanha, França, Holanda, Itália e Reino Unido.

Para escrever este artigo, o Capterra usou as respostas de 2.141 entrevistados com posições de gerente, gerente sênior, gerente executivo ou sócio nessas empresas. (Para conhecer a metodologia completa, vá até o final do artigo.)

53% das empresas não possuíam um plano de continuidade de negócios

De acordo com a Gartner, a gestão de continuidade de negócios é:

Uma abordagem por meio da qual as empresas planejam a recuperação de todo o processo de negócios. Isso inclui um plano para os ambientes de trabalho, telefones, estações de trabalho, servidores e softwares, conexões de rede e quaisquer outros recursos necessários no processo de negócios.

 

A pandemia pegou o mundo de surpresa –e as empresas não foram exceção. Quando perguntados se tinham um plano de continuidade em vigor antes da crise, 53% dos entrevistados responderam que não possuíam ou não tinham certeza se a empresa possuía um plano definido.
transformação digital no mundo-continuidade de negócios

 

Não ter um plano de continuidade de negócios pode levar a perdas significativas e até mesmo ao fechamento do negócio. Se você enxerga a COVID-19 como uma crise imprevisível, ter um plano de contingência faz mais sentido do que nunca.

Ter um plano que permita que você se prepare para o inesperado pode fazê-lo economizar tempo e dinheiro –e possivelmente salvar o futuro da empresa. Com ele, você pode:

  • Reduzir o tempo de resposta ao evento
  • Reduzir o tempo para recuperar as funções críticas
  • Evitar a tomada de decisões erradas nos estágios iniciais
  • Ter um fluxo de comunicação bem-sucedido com funcionários e pessoas-chave durante a crise.
Um software de continuidade de negócios com recursos como backup contínuo, criptografia e armazenamento de dados pode ajudar sua empresa a se preparar para uma crise inesperada ou um ataque cibernético.

61% das empresas acreditam que não durarão mais de 6 meses

A falta de preparação de muitas empresas as levou a tomar decisões de última hora em meio à pandemia e a não pensar a longo prazo.

Segundo o estudo, mais de 61% das empresas pesquisadas não acreditam que durarão mais de seis meses com as medidas atuais. Nos países europeus (Alemanha, Espanha, França, Holanda, Itália e Reino Unido) pesquisados para este estudo, assim como na Austrália, o percentual de empresas que acreditam não durar mais de 6 meses com as medidas atuais é de 62%.

Tanto a União Europeia como o Brasil estão implementando apoio financeiro para ajudar com as perdas geradas pela pandemia. No entanto, para algumas empresas, as perdas são grandes demais e elas acabarão fechando.

tempo de vida negócios

A mudança para o digital ainda não é uma prioridade para as PMEs 

A transformação digital é definida pela Gartner como:

Qualquer coisa, desde a modernização da TI –por exemplo, a migração para a computação na nuvem– até a otimização digital e a invenção de novos modelos de negócios digitais.

 

Apesar das empresas terem adaptado suas ofertas em resposta à COVID-19, os resultados do estudo mostraram que a mudança para o digital não é uma prioridade para as PMEs no curto prazo.

Quando perguntados sobre o nível de importância de vários aspectos do dia a dia dos negócios, como produtividade dos funcionários, imagem de marca ou retenção de clientes no curto prazo, a mudança para operar digitalmente é classificada como a última prioridade pelos entrevistados de Austrália, Brasil, Espanha e França; para a Itália, a penúltima. Para Alemanha, Itália e Reino Unido, a última prioridade é garantir assistência financeira e, para a Holanda, melhorar a imagem de marca.

O estudo mostrou que, para a maioria dos países, manter a produtividade dos funcionários e reter clientes são as duas principais preocupações. Para o Brasil e o Reino Unido, a principal prioridade é aderir ao distanciamento social e às orientações locais com respeito à quarentena, seguida pela manutenção da produtividade dos funcionários.

As ações de saúde e segurança têm sido o foco principal das empresas desde o início da crise para 64% dos entrevistados.

A implementação de políticas de trabalho remoto (58%) tem sido o outro foco das empresas. Depois que as empresas colocaram tais políticas em prática, a etapa seguinte foi implementar um software o mais rápido possível para evitar a interrupção em larga escala e ajudar na retenção e no engajamento dos funcionários.

transformação digital no mundo mudar digital

produtividade trabalhadores

48% dos entrevistados investiram em software desde o início da crise

Quase metade das empresas pesquisadas investiu em novos softwares desde o início da crise. Brasil (55%), Espanha (55%) e Itália (52%) foram os três países com o maior número de PMEs que tiveram que investir em software como consequência da COVID-19.

Isso não surpreende, já que 35% das empresas precisaram introduzir algum novo software para o trabalho em equipe e 70% dos negócios foram capazes de adaptar parte ou todas as suas ofertas comerciais para que pudessem ser entregues virtualmente, de acordo com outro estudo recente do Capterra.

transformação digital no mundo ferramentas adotadas

Analisando o tipo de softwares implementados, os programas de assistência remota, de videoconferência e de atendimento via chat foram os três tipos mais adquiridos ou nos planos das empresas como resposta à COVID-19.

Compra de software além da COVID-19: fazendo a escolha certa

A falta de planos de continuidade de negócios levou a maioria das PMEs pesquisadas a investir em softwares que visam garantir a produtividade dos funcionários.

Os tomadores de decisão precisam de ajuda para escolher o software certo. O estudo constatou que um terço das pessoas com essa responsabilidade nas PMEs está no estágio de interesse, isto é, eles sabem o tipo de software necessário, mas precisam pesquisar produtos que atendam às suas necessidades de negócio.

O estudo constatou que metade (49%) dos gerentes baseou suas decisões em preço, 46% na facilidade de uso e 37% em avaliações.

Foram identificadas diferenças significativas entre os países no que diz respeito às avaliações. Para os países europeus pesquisados e o Brasil, por exemplo, as avaliações são consideradas úteis na hora de tomar uma decisão sobre a compra de um software para 39% e 45% dos entrevistados, respectivamente. Já na Austrália, apenas 18% consideram as avaliações úteis ao analisar um software, sendo a facilidade de uso (22%) o principal fator destacado.

A análise de avaliações de terceiros deve fazer parte de qualquer processo de compra de software, já que fornece uma boa visão sobre a experiência de outros usuários com a ferramenta. 

Torne o software parte de sua estratégia de negócios para o futuro

Como foi dito anteriormente, a crise da COVID-19 abalou os negócios e levou algumas empresas a tomarem decisões emergenciais em matéria de software, procurando uma solução a curto prazo. Na medida em que as restrições diminuem e os funcionários começam a voltar ao escritório, as empresas precisam pensar em uma estratégia de mais longo prazo.

A Gartner (conteúdo em inglês) divide a resposta à crise da COVID-19 em três etapas principais:

  • Resposta: as ações são direcionadas principalmente a manter o negócio funcionando no curto prazo, como uma resposta rápida à crise.
  • Recuperação: há um esforço mais coordenado para estabilizar as operações. Isso pode incluir a criação de planos específicos para restaurar os negócios ao nível anterior à crise e também analisar os recursos disponíveis para isso.
  • Renovação: a Gartner enfatiza a importância de aprender com a experiência e desenvolver resiliência para o futuro.

Ficou claro que, para muitas empresas, a crise significou perda de dinheiro ou, pior ainda, o fechamento dos negócios. Aprender com a experiência anterior ajudará as empresas a avaliar os erros cometidos durante uma crise e a criar um plano de contingência sólido que as ajudará no caso de uma nova crise.

Busca ferramentas de colaboração? Confira nosso catálogo!

Metodologia:

Para coletar os dados deste estudo, foi realizada uma pesquisa online entre 15 e 25 de maio de 2020 com 2.904 pessoas, incluindo funcionários e gerentes de pequenas e médias empresas (PMEs) de Alemanha, Austrália, Brasil, Espanha, França, Holanda, Itália e Reino Unido.

5 alternativas ao MailChimp para pequenas empresas

alternativas- ao mailchimp

alternativas ao mailchimp

O MailChimp é uma das ferramentas de automação de marketing mais populares e amplamente usadas ao redor do mundo. Uma das razões por trás da grande popularidade do MailChimp é a variedade de recursos de e-mail marketing que a ferramenta oferece. 

Veja alguns dos recursos que os usuários da plataforma no Capterra citaram como mais valiosos:

  • Automação de e-mail: o programa permite criar campanhas de e-mail marketing baseadas em gatilhos de eventos específicos, como inscrições e abandono de carrinho de compras.
  • Automação de newsletters: ele ajuda os profissionais de marketing a criar newsletters e enviá-las aos clientes por e-mail.
  • Segmentação e gerenciamento de listas: permite segmentar listas de clientes com base em atributos como localização e idade. Você também pode dar nome a essas listas e usá-las em campanhas de e-mail.

No entanto, a popularidade do MailChimp por si só não deve ser o suficiente para influenciá-lo a optar pelo programa. Há outras ferramentas que talvez possam atender melhor às suas necessidades de marketing. 

Como um exemplo, o MailChimp não oferece programa de afiliados nem mensagens com protocolo SMTP (disponível em outro produto da empresa, chamado Mailchimp Transactional Email). 

Portanto, as empresas que precisam desses recursos devem avaliar outras alternativas com preços semelhantes.

Antes de escolher o MailChimp, é importante considerar outras ferramentas de e-mail marketing, pois elas podem atender melhor às necessidades do seu negócio. Ao pesquisar os principais softwares, você entenderá melhor o cenário dos programas de e-mail marketing, o que será útil no seu processo de escolha.

Neste artigo, analisamos os dados de mais de 330 ferramentas de e-mail marketing no Capterra para criar uma lista com cinco alternativas ao MailChimp.

Critérios de seleção

Estes foram os critérios usados para identificar as alternativas ao MailChimp:

  • Preços semelhantes: os preços dos produtos selecionados deveriam ser parecidos aos do MailChimp.
  • Principais recursos: os softwares alternativos devem oferecer os principais recursos do programa: criação de fluxo de trabalho, e-mail acionado por eventos, testes A/B e campanhas gota a gota.
  • Oferta específica para pequenas empresas: os produtos deveriam oferecer pelo menos um plano adaptado às necessidades de pequenas e médias empresas (PMEs).
  • Um mínimo de 20 avaliações de usuários do Capterra publicadas nos últimos dois anos: este critério garante um número suficiente de avaliações para analisar os prós e os contras dos programas.
  • Classificação geral alta: os produtos deveriam ter uma classificação geral média mínima de 4,5 de 5 no Capterra.

Os programas estão listados em ordem alfabética:

5 alternativas ao MailChimp

Se você está procurando por uma ferramenta de automação de e-mail marketing com preços e funcionalidades semelhantes às do MailChimp, confira as seguintes opções:

1. ActiveCampaign: solução combinada de e-mail marketing, automação de marketing e CRM

active campaign print
Desenho de fluxo de e-mail no ActiveCampaign, com várias funcionalidades (Fonte)

Classificação geral:  4.5/5

Avaliações: mais de 590

O ActiveCampaign é uma ferramenta de e-mail marketing, automação de marketing e automação de vendas para pequenas e médias empresas. A versão de e-mail marketing do produto chama-se ActiveCampaign Lite. 

Ela permite aos usuários criar listas de contatos segmentadas, montar campanhas de e-mail baseadas em ações, definir campanhas de resposta automática a inscrições e confirmações de pedidos e visualizar leads em um funil de vendas.

O programa oferece uma variedade de opções para configurar campanhas de e-mail, como respostas automáticas, testes A/B, RSS e campanhas acionadas por eventos, tornando o produto adequado para as necessidades de negócios B2B e B2C.

Prós: os usuários do Capterra consideram o ActiveCampaign uma ferramenta econômica para gerenciar as necessidades de automação de marketing, automação de vendas e CRM.

Eles também avaliam positivamente o programa por sua variedade de opções de personalização. Por exemplo, o programa permite que os usuários personalizem a página inicial e as campanhas de e-mail.

Contras: alguns usuários consideram a interface do produto desatualizada em comparação a de outros produtos do mercado.

Outros também consideram o suporte ao cliente do ActiveCampaign lento para dar respostas.

Quanto custa? O ActiveCampaign está disponível em quatro planos de assinatura diferentes: Lite, Plus, Professional e Enterprise. O preço inicial do produto é de US$ 9 (cerca de R$ 48) por mês para até três usuários.

Saiba mais

2. Campaign Monitor: ferramenta de e-mail marketing com interface visual

campaign monitor print
Relatórios de campanha no Campaign Monitor, que ganha destaque pela interface (Fonte)

Classificação geral:  4.6/5

Avaliações: Mais de 420

O Campaign Monitor é uma solução de e-mail marketing baseada na nuvem para empresas de todos os tamanhos. O programa permite projetar fluxos de e-mails usando o recurso de arrastar e soltar, segmentar listas de clientes para campanhas direcionadas e acompanhar as jornadas de cliente em um painel.

Trata-se de uma ferramenta visual de e-mail marketing criada pensando na facilidade de uso. De fato, a maioria dos recursos do produto inclui uma interface bastante visual de arrastar e soltar, proporcionando uma boa experiência de usuário.

Prós: os usuários do Capterra consideram a funcionalidade de relatórios detalhada e útil para tomadas de decisões relacionadas às campanhas.

Eles também avaliam positivamente a ferramenta de criação de campanhas por seu bom aspecto visual e sua eficácia

Contras: apesar dos usuários gostarem do programa por seus elementos visuais, eles também afirmam que pode levar algum tempo para se acostumar com os modelos predefinidos do Campaign Monitor.

Os usuários também consideram o Campaign Monitor mais caro do que as outras ferramentas desta lista.

Quanto custa? O Campaign Monitor está disponível em três planos de assinatura: Basic, Unlimited e Premier. Os preços começam por US$ 9 (cerca de R$ 48) por mês para até 2.500 créditos de e-mails.

Saiba mais

3. ConvertKit: ferramenta de e-mail marketing para produtos e serviços online

convert kit print
Desenho de fluxo de e-mails no ConvertKit, focado em negócios online (Fonte)

Classificação geral:  4.7/5

Avaliações: Mais de 90

O ConvertKit é uma ferramenta de marketing por e-mail para empresas que vendem seus produtos e serviços online. O software permite criar formulários de inscrição, criar fluxos de e-mails e analisar destinatários e assinantes em um painel.

Foi desenvolvido explicitamente para as necessidades de empresas de comércio eletrônico e de criadores online. Além disso, o programa possui a classificação mais alta desta lista.

Prós: os usuários do Capterra destacam a utilidade dos recursos de desenho de página e de automação de marketing baseada no perfil do assinante para produtos e serviços online.

Eles também consideram a ferramenta de desenho de campanha intuitiva e fácil de usar.

Contras: como a ferramenta possui muitos recursos e elementos visuais, o usuário pode levar algum tempo para se familiarizar com todos os recursos.

Apesar dos usuários afirmarem que os modelos de e-mail são fáceis de usar, eles consideram que o programa poderia incluir mais opções.

Quanto custa? O ConvertKit está disponível em quatro níveis de preços: de 0 a 1.000 assinantes, de 1.000 a 3.000 assinantes, de 3.000 a 5.000 assinantes e mais de 5.000 assinantes. O preço inicial é de US$ 29 (cerca de R$ 155) por usuário, por mês.

Saiba mais

4. iContact: Ferramenta de e-mail marketing fácil de usar para pequenas empresas

alternativas ao mailchimp
Relatórios de campanha no iContact, que ganha destaque pela funcionalidade (Fonte)

Classificação geral:  4.5/5

Avaliações: Mais de 520

O iContact é um software de e-mail marketing baseado na nuvem para pequenas e médias empresas. O software ajuda os profissionais de marketing a criar campanhas, segmentar listas de clientes, realizar testes A/B, gerenciar assinantes e acompanhar o desempenho de campanhas em um painel.

O programa foi desenvolvido orientado à facilidade de uso. Segundo os seus usuários, a interface do produto, a funcionalidade de arrastar e soltar, o gerenciamento de contatos e a função de gerenciamento de listas são fáceis de aprender e de usar.

Prós: os usuários do Capterra falam positivamente da facilidade de uso das funções de gerenciamento de lista e de automação de e-mail.

Eles também consideram as opções de modelos de e-mail suficientes e adequadas para as necessidades de um profissional de marketing de uma pequena empresa.

Contras: alguns usuários consideram os preços do iContact mais altos do que os dos concorrentes.

Embora os clientes americanos elogiem o suporte telefônico recebido, os clientes internacionais consideram um obstáculo o intervalo de tempo dedicado a acessar esse tipo de serviço de atendimento ao cliente.

Quanto custa? O iContact oferece preços diferenciados com base no número de assinantes e está disponível em duas versões: Essential e Professional. O preço inicial é de US$ 14 (cerca de R$ 75) por mês para até 500 assinantes.

Saiba mais

5. MailerLite: programa de e-mail marketing para enviar campanhas de e-mails em massa

alternativas ao mailchimp mailer lite print
Campanha no MailerLite, focado no envio de campanhas de e-mails em massa (Fonte)

Classificação geral:  4.5/5

Avaliações: Mais de 290

O MailerLite é uma programa de e-mail marketing para empresas de todos os tamanhos. O software permite criar boletins informativos e páginas de destino, segmentar listas de clientes, enviar campanhas de e-mail direcionadas e acompanhar em um painel métricas de campanha, como taxa de abertura e taxa de conversão.

Os preços da MailerLite para mais de 1.000 assinantes são mais baixos do que os de qualquer outro produto desta lista. Isso o torna uma das alternativas ao MailChimp econômicas para empresas que precisam gerenciar muitos assinantes.

Prós: os usuários do Capterra destacam a interface do MailerLite.

Eles também afirmam que o suporte ao cliente do programa é  eficiente no tratamento de consultas relacionadas à ferramenta.

Contras: os usuários afirmam que o MailerLite poderia incluir mais opções de modelos predefinidos, como alguns de páginas de opt-in.

Outros relataram uma menor capacidade de entrega de e-mails em comparação com ferramentas similares.

Quanto custa? O MailerLite oferece preços de assinaturas com base no número de assinantes e começa em US$ 10 (cerca de R$ 53) por mês para até 1.000 assinantes. O software possui uma versão gratuita que permite enviar até 12.000 e-mails por mês.

Saiba mais

Decisão final: em qual das alternativas ao MailChimp devo investir?

Depois de examinar a lista de alternativas ao MailChimp, a próxima etapa é selecionar a opção mais adequada com base em suas metas de marketing. Para isso, recomendamos que você siga as etapas abaixo para identificar a melhor alternativa da lista:

  • Reduza a lista de acordo com seus requisitos de marketing: escolha as alternativas que ofereçam os principais recursos segundo os requisitos e o orçamento da sua empresa. 
  • Selecione os softwares com base em seu orçamento: defina um orçamento  e elimine os produtos da etapa anterior que estão fora dele. Leve em consideração os custos de migração de dados na hora de calcular o custo total.
  • Leia as avaliações do Capterra: para cada um dos produtos selecionados na etapa anterior, leia as avaliações dos usuários do Capterra para conhecer as opiniões de colegas do setor.
  • Teste os softwares: antes de finalizar a compra, é importante ver como o programa funciona. Há três maneiras de fazer isso: você pode experimentar a versão gratuita, solicitar uma versão de teste (se houver) ou entrar em contato com as equipes de vendas de cada um dos softwares selecionados na etapa anterior e agendar sessões de demonstração da ferramenta.
Busca ferramentas de automação de marketing? Confira nosso catálogo!

Selecionamos aplicativos para professores trabalharem remotamente

aplicativos para professores

aplicativos para professores

A crise provocada pelo novo coronavírus exigiu que muitos buscassem soluções criativas para o ensino e para a aprendizagem online. Não apenas professores de escolas e universidades, mas também treinadores e instrutores –dos esportivos aos de ioga– começaram a buscar ferramentas para poder continuar se comunicando e ensinando seus alunos de forma remota.

Neste artigo, apresentamos uma visão geral das possibilidades de ensino online por meio de aplicativos educacionais e softwares para promover aulas na internet. Explicaremos cada tipo de ferramenta de forma ampla para que você possa escolher aquela que melhor se adapta às suas necessidades.

Neste artigo serão apresentadas as seguintes categorias de aplicativos para professores:

Sistemas LMS

Os sistemas de gestão de aprendizagem (LMS, em inglês) ajudam professores, escolas, instituições educacionais ou até empresas a gerenciar todas as atividades de aprendizado e treinamento. 

moodle print
O Moodle é um dos sistemas LMS mais usados e conhecidos dos professores (Fonte)

Principais funcionalidades dos sistemas de gestão de aprendizagem:

  • Gerenciamento de cursos: criação e gestão de materiais, apresentações e inscrições dos cursos.
  • Desenvolvimento do curso: acompanhamento do progresso dos alunos, das notas e do tempo gasto em tarefas e provas.
  • Aprendizado misto: suporte ao aprendizado misto –uma mistura de aprendizado em sala de aula e online– com ferramentas online e recursos de bate-papo, como wikis e quadros de avisos.
  • Aprendizado móvel: disponibilização aos alunos de acesso ao material do curso por meio de um aplicativo LMS ou de um site, para que eles também possam estudar no celular ou no tablet.
  • Provas/avaliações: criação e gestão de provas e outros meios de avaliação de proficiência ou aprendizado.

Saiba mais

Alternativas aos sistemas LMS para escolas

Para as escolas e instituições educacionais que trabalham com o G Suite for Education, uma alternativa a um sistema LMS é o Google Classroom. Não se trata de um sistema LMS, mas de uma ferramenta de colaboração na qual professores e alunos com uma conta pessoal do Google podem formar turmas e compartilhar documentos.
Os professores podem organizar suas aulas, compartilhar links de materiais de ensino ou fazer uploads dos materiais online. O Google Classroom inclui recursos de e-mail e bate-papo e os pais recebem informações em suas próprias contas.

Programas de treinamento e e-learning

As ferramentas de e-learning são usadas para criar conteúdo educacional interativo. As aulas ou os cursos são ministradas por meios digitais e dispositivos eletrônicos.

Atenção

É preciso ter em conta que uma aula, treinamento ou palestra online é muito diferente de uma evento em sala de aula ou em um local físico adequado para treinamentos. Por isso, sempre faça um planejamento com antecedência. Descreva o objetivo da aula ou treinamento e somente então comece a trabalhar.

Principais funcionalidades dos programas de treinamento e e-learning:

  • Criação de aulas e cursos online responsivos para vários dispositivos de maneira fácil.
  • Acompanhamento dos resultados.
  • Disponibilidade de elementos interativos, como avaliações e questionários.
  • Modelos pré-definidos para facilitar a criação de aulas.
  • Possibilidade de personalização das aulas online com a identidade corporativa da empresa ou instituição.
  • Compatibilidade com vários tipos de arquivos, como iFrame, Modelo de Referência de Objeto de Conteúdo Compartilhável (SCORM na sigla em inglês) e com programas de apresentações.
  • Possibilidade de uso conjunto com sistemas LMS.

Saiba mais

Softwares de apresentação

Os programas para apresentações ajudam os instrutores e professores a agregar informações e apresentá-las de maneira visual. O Powerpoint é um dos exemplos mais conhecidos.

Com esse tipo de aplicativo, é possível compartilhar apresentações com os alunos fazendo o upload delas no sistema LMS, em uma ferramenta de colaboração ou por e-mail, por exemplo.

print screen powerpoint
O popular PowerPoint pode ajudar alunos no ensino a distância (Fonte)

Principais funcionalidades dos softwares de apresentação:

  • Ferramentas para adicionar informações em texto, imagens, áudio, vídeo e gráficos.
  • Modelos personalizáveis para montar apresentações de forma rápida e criativa com cores, fontes e efeitos.
  • Biblioteca de mídia com ícones, imagens e gráficos para serem usados nas apresentações.
  • Animações de textos e transições de slides.
  • Conteúdos de áudio e vídeo para tornar as apresentações mais ilustrativas.
  • Apresentação offline: possibilidade de compartilhamento da apresentação com o público em modo offline.

Saiba mais

Softwares de videoconferência

Os softwares de videoconferência viveram um boom depois da crise do coronavírus e são um grande aliado também dos professores. 

Além do recurso mais óbvio de poder ver os alunos por meio das chamadas, esse tipo de software tem funcionalidades muito úteis na hora do ensino, como o compartilhamento de tela, a possibilidade de subir arquivos (uma apresentação, por exemplo) e de abrir conversas em janelas de bate-papo.

print screen zoom
Software de videoconferência Zoom ganhou destaque durante a quarentena (Fonte)

Principais funcionalidade dos softwares de videoconferência:

  • Compartilhamento de tela com os participantes.
  • Bate-papo em tempo real: chat por texto durante uma conferência ao vivo ou após a reunião.
  • Streaming de apresentações e vídeos durante uma videoconferência.
  • Gravação e reprodução posterior de chamadas de vídeo e de videoconferências ao vivo.
  • Moderação da reunião: o anfitrião tem controle sobre determinadas ações.
  • Aplicativos móveis nativos: possibilidade de fazer conferências online por meio de um aplicativo móvel.

Saiba mais

Softwares de sala de aula virtual

Uma sala de aula virtual requer um investimento considerável em recursos audiovisuais e de TI.

Com esse tipo de ferramenta, um professor ministra a aula em um estúdio, diante de várias telas, enquanto os participantes estão visíveis online. Ao mesmo tempo, ele pode ver apresentações ou responder a perguntas em outra tela, por exemplo.

A vantagem da sala de aula virtual é que, como instrutor, você pode fazer contato visual com todos os participantes. Ela também possibilita uma maior interação entre o professor e os alunos e entre os próprios alunos. Além de um estúdio equipado com o equipamento audiovisual –como monitores, câmeras, etc.–, você também deve usar um software. Geralmente, são os mesmos usados para webinars.

Saiba mais

Sistemas de gamificação

Sistemas de gamificação, que podem ser usados para para testes e jogos digitais, tornam as aulas mais divertidas e interativas. Existem aplicativos simples e intuitivos para fazer bons testes e games que podem ser jogados no celular ou no computador. 

Principais funcionalidades dos sistemas de gamificação:

  • Organizar jogos ao vivo por videoconferência ou enviar o link dos jogos para a conexão com os alunos/participantes em casa ou em outros locais.
  • Definição e seguimento de objetivos.
  • Coleta de ideias e opiniões dos participantes.
  • Gerenciamento de comentários.
  • Gestão de medalhas e de recompensas (certificados/estrelas/pontos).

Saiba mais

Ferramentas para webinar

Ferramentas para webinar permitem que empresas e instituições educacionais façam apresentações de áudio e vídeo online. As apresentações podem ser interativas e gravadas ao vivo ou com antecedência.
Nos webinars, que em geral contam com um moderador/ apresentador, também é possível fazer perguntas e conversar via chat. Existem muitos tipos de programas para webinars no mercado. Ao selecionar uma ferramenta do tipo para educação a distância, preste muito atenção à facilidade de uso (por exemplo, registro e login), à estabilidade e em quantas pessoas podem participar simultaneamente. 
print screen gotowebinar
GoToWebinar é uma da opções populares para fazer seminários online ao vivo (Fonte)

Principais funcionalidades das ferramentas para webinar:

  • Gerenciamento da lista de participantes, de presença e cancelamentos.
  • Gravação e arquivamento de apresentações para uso futuro.
  • Compartilhamento de tela durante a apresentação.
  • Bate-papo ao vivo com os participantes.
  • Perguntas e respostas em modo público e/ou privado.
  • Enquetes e votações: criação de pesquisas rápidas para manter os participantes envolvidos.

Saiba mais

Aplicativos para professores são seguros?

Como vimos, existem inúmeras possibilidades de aplicativos para professores para o ensino online. No entanto, antes de testá-los, é importante verificar se eles são seguros e se estão em conformidade com a legislação de privacidade de dados local. No caso do Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados ainda está em fase de aprovação, mas já tem mudado o panorama sobre a questão dos apps educacionais. 

Ao usar ferramentas online, a segurança dos dados e a privacidade dos alunos e participantes são muito importantes. Ao adotar uma ferramenta, você pode descobrir se ela é segura fazendo as seguintes perguntas:

  • O aplicativo usa dados pessoais? Se sim, quais?
  • Há segurança e privacidade dos dados dos alunos? Leia os termos e condições de privacidade.
  • Por que os dados pessoais são necessários?
  • Onde os dados são armazenados?
  • O software requer acesso a dados (de contato) de smartphone, tablet ou PC?
  • O software requer acesso à câmera ou ao microfone?

Busca sistemas LMS? Confira nosso catálogo!

53% das PMEs afirmam poder sobreviver apenas seis meses com crise da COVID-19

pequenas empresas na crise

pequenas empresas na crise

A crise do coronavírus atingiu em cheio as pequenas e médias empresas brasileiras e desenha um cenário preocupante para um conjunto que, em números absolutos, representa quase a totalidade dos negócios do país

Os dados são contundentes: mais da metade das PMEs acredita que seu negócio não resistirá mais do que seis meses caso persista a situação atual provocada pela pandemia (veja o gráfico abaixo).

É o que aponta a segunda parte de um estudo realizado pelo Capterra sobre como as PMEs, principalmente aquelas que adotaram o trabalho remoto ou adaptaram seus serviços ou produtos para seguir com suas operações, estão lidando com a chamada nova normalidade. 

Para o estudo, o Capterra ouviu 337 trabalhadores com cargos de gerência e poder de decisão em empresas com até 250 funcionários e de diversos setores de todo o país (veja a metodologia completa do estudo no final do texto). 

pequenas empresas na crise quanto tempo pmes resistem

 

É importante notar que, ainda que a diferença não seja tão significativa, o tamanho da empresa influencia na percepção dos gerentes em relação à saúde da empresa. 

Entre as empresas com menos funcionários (2 a 10), sobe para 59% o número de entrevistados que acreditam que seu negócio fechará as portas antes de seis meses, enquanto os negócios com 11 a 50 e 51 a 250 trabalhadores se aproximam da média global:

pequenas empresas na crise pmes 6 meses por tamanho

Pequenas empresas na crise: aposta por estratégia digital ainda gera dúvidas

Um cenário tão complicado exige agilidade das empresas. A boa notícia é que a maioria delas está mudando sua forma de operar para se adaptar à nova realidade pós-pandemia.

Segundo o estudo do Capterra, 72% dos negócios passaram a oferecer produtos, serviços ou eventos online por causa da COVID-19 e 43% afirmam ter modificado ou adaptado suas ofertas.

mudança modelo negócio

Em relação à organização interna, as PMEs também não ficaram paradas: 63% dos entrevistados disseram que suas empresas realocaram (ou pretendem fazê-lo) temporariamente funcionários em posições diferentes como resposta à COVID-19.

O dado mostra a boa capacidade dos empresários de darem respostas rápidas tanto a clientes como a trabalhadores em meio a uma situação sem precedentes e para a qual grande parte não estava preparada, como apontou o Capterra recentemente.  

pequenas empresas na crise recolocação funcionários

Ainda que tenham reagido com agilidade ao novo cenário, as PMEs parecem estar desperdiçando a oportunidade de aproveitar a crise como uma maneira de promover mudanças estruturais em suas formas de funcionar. 

Mesmo que a maioria afirme ter adotado algum tipo de estratégia digital, a aposta pelo online não é vista como uma das suas principais prioridades. 

O Capterra pediu para os entrevistados indicarem o grau de importância de diversas questões ligadas à gestão de diferentes áreas dos negócios, do financeiro, passando por recursos humanos, entre outras. Entre nove opções apresentadas, a mudança para o digital é vista como a menos importante no curto prazo (veja gráfico abaixo).  

Os dados preocupam, já que a chamada nova normalidade exigirá que muitos empresários repensem sua presença online. Na próxima seção, veremos algumas das principais vantagens de uma aposta consciente pelo digital, uma realidade que deve ser potencializada pelas novas condições sanitárias e de mobilidade impostas pelo coronavírus.

pequenas empresas na crise principais preocupações gerentes

Como mostra o gráfico, questões como a preservação de postos de trabalho também não aparecem entre as cinco questões mais importantes para os entrevistados. 

Ainda que muitas vezes as crises obriguem os empresários a cortar para se manterem vivos, vale lembrar que a retenção de talentos pode representar uma economia no futuro. Por mais duras que sejam, as crises são passageiras, e ter de gastar em contratações e treinamentos assim que a economia volte ao normal pode sair mais caro.   

As vantagens de migrar para o digital 

Abaixo mostraremos os principais benefícios de gerar receita online para o seu negócio em comparação com lojas físicas ou serviços oferecidos pessoalmente e dicas de como fazê-lo. As informações foram adaptadas de um estudo da consultoria Gartner (material completo disponível para assinantes): 

Caso você pense em montar um e-commerce, ou queira melhorar o que já tem, não deixe de ler os conteúdos que preparamos sobre como estruturar cada setor da operação online e de como vender pelo Instagram. Se você tem um restaurante, confira um passo a passo de como montar uma operação de delivery.

É mais barato

Gerar receita digital custa menos.

Uma vez que você tenha uma boa infraestrutura digital, é muito mais fácil  escalar sua operação. 

Por exemplo, um médico que passa a atender mais pacientes usando a telemedicina terá muito pouco custo adicional, uma vez que a tecnologia de monitoramento digital já está implantada e sendo utilizada.

Requer menos investimento

Com um negócio digital, seus gastos com aluguel de salas ou espaço para armazenamento diminuem. 

Se você quiser montar um curso de ensino à distância, por exemplo, não precisa se preocupar em pagar por um espaço físico ou outros tipos de materiais.

Gestão de estoque

É comum ver PMEs que optam por vender na internet com um grande problema: a limitação do espaço de estoque. A dica é escolher um modelo de reposição que se adeque ao seu espaço. Considere implantar a reposição contínua, em que se aumenta a frequência da aquisição de mercadorias e, ao mesmo tempo, se reduz a sua estocagem.

Usar tecnologia também é essencial para ter uma boa gestão de estoque. Softwares de gestão de estoque ajudam a monitorar a quantidade de produtos e mantêm o inventário atualizado constantemente e em tempo real.

Permite a adoção de um modelo de assinaturas

Com uma loja virtual, é fácil trabalhar com modelos de venda por assinatura ou de vendas recorrentes.

Por exemplo, se você dá cursos de yoga, é possível incentivar assinaturas mensais ilimitadas que garantam uma renda estável e previsível para o seu estúdio. Se você vende produtos de consumo diário, como café, pode incentivar empresas ou indivíduos a fazerem assinaturas através de sua plataforma de e-commerce, o que facilita tanto a sua vida como a do cliente, automatizando parte da experiência de compra.

Como a tecnologia pode ajudar a montar um modelo de assinatura?

Softwares de gerenciamento de assinaturas podem ajudá-lo a definir níveis de preços, descontos e pacotes para os clientes para facilitar o recebimento de seu produto ou serviço. Esse tipo de software também pode enviar lembretes de pagamento, configurar pagamentos automáticos e gerar faturas para seus clientes.

Permite chegar a mais lugares

Um boa operação digital abre possibilidades para o seu negócio que não se limitam ao local em que você ou sua empresa estão.

Uma escola de música pode oferecer seus cursos para quem estiver interessado nos estilos ou nos instrumentos de sua especialidade em qualquer parte do globo, basta um bom software de videoconferência.

loja física vs operação digital

Invista na sua presença digital

Como destaca Edney Souza, diretor acadêmico na Digital House Brasil e um dos maiores especialistas em internet do país, a hora é agora: “as PMEs precisam aceitar que esse é o novo normal e disponibilizar seus produtos e serviços online.” 

As mudanças exigirão um esforço inicial, mas apostar por gerar receita digital ajudará a sua empresa a estar em uma melhor posição para possíveis novas crises e criar as condições para que você possa escalar seu negócio com novos produtos, serviços e clientes.

Busca softwares de gestão de estoque? Confira nosso catálogo!

Metodologia 

Para esta pesquisa, foram ouvidos 409 trabalhadores de empresas com até 250 trabalhadores que, devido à crise da COVID-19, adotaram o trabalho remoto (83%), optaram por não aderir à prática (7%) ou que estão impedidas de fazê-lo, mas que adaptaram seus serviços, como restaurantes que aderiram ao delivery, por exemplo (10%). Do total de entrevistados, 337 ocupavam cargos de gerência e com poder de decisão nas empresas em que atuam e 72 eram trabalhadores de nível júnior e intermediário, com restritos poder de decisão. Empresas nas quais o trabalho remoto não é possível não foram consideradas para o levantamento. As entrevistas foram realizadas de maneira online entre os dias 19 e 21 de maio. 

O que são fintechs e quais as vantagens de contratar os seus serviços

o que são fintechs

o que são fintechs

O momento é de crise e entre as grandes preocupações das empresas está a de manter as finanças em dia em uma panorama instável e de tantas mudanças. 

Segundo pesquisa recente do Capterra, 88% das PMEs brasileiras consideram importante ou muito importante aumentar seu fluxo de caixa no curto prazo, quase o mesmo número de negócios (86%) que enxerga como vital cortar gastos nos próximos meses. 

Para os pequenos negócios, estes dois pontos somente ficam atrás em importância daqueles ligados ao cumprimento das regras locais com respeito à quarentena e ao distanciamento social e à produtividade dos trabalhadores.

O que muitos empresários não sabem é que cada vez mais as questões financeiras de uma empresa vão muito além do uso de planilhas de Excel para o controle de gastos ou do contato com o gerente do banco para conseguir um financiamento ou renegociar prazos. 

Nos últimos anos, as chamadas fintechs irromperam no mercado brasileiro oferecendo serviços para empresas (e também para pessoas físicas) e passaram a disputar espaço com instituições financeiras clássicas, como bancos ou seguradoras. Não sabe o que são fintechs e como utilizá-las? Nós explicamos abaixo.  

O que são fintechs? 

O nome parece complicado, mas as fintechs são as startups desenvolvidas para oferecer serviços inovadores na área das finanças por meio de novas tecnologias. Na verdade, a explicação do que são essas empresas está no próprio termo: tech, de tecnologia em inglês, e fin, de finanças. Elas podem ser um serviço ou um software na nuvem, como sistemas de pagamentos, por exemplo.

À diferença das instituições financeiras tradicionais, as fintechs costumam ser mais enxutas e atender determinados nichos de mercado e estruturar seu produto e a experiência do cliente com foco na tecnologia.  

Há um verdadeiro boom de fintechs brasileiras nos últimos anos. Segundo o último Mapa de Fintechs do Brasil, publicado pelo Finnovation no ano passado, o número de empresas do tipo em operação no país pulou de 377 em 2018 para 504 em 2019, um aumento de 34%. 

As fintechs são inclusive a maioria entre as startups brasileiras que alcançaram o status de unicórnios, com valor de mercado de US$ 1 bilhão ou mais, como mostra a imagem abaixo:  

fintechs brasileiras

Os motivos para essa explosão são vários, mas entre os principais estão: 

  • Mudanças na regulação sobre o tema promovidas pelo Banco Central, que impulsionaram a atuação tanto de novas instituições de pagamento, como o Neon, como de empréstimos e crédito.
  • Um grande mercado em potencial: 
  1. No caso das pessoas físicas, representado pelo grande número de desbancarizados existentes no Brasil, que conseguem, através da fintechs, acesso a serviços antes voltados quase exclusivamente a quem possuía cartões de crédito ou outros produtos financeiros.
  2. No caso das empresas, representado por pequenos empresários e empreendedores individuais, que têm mais dificuldades de acesso a crédito ou para utilizar tecnologias até pouco tempo reservadas a grandes negócios, como máquinas de cartão

Como observado, as fintechs estão florescendo no Brasil ao facilitar por primeira vez o acesso a novidades da área financeira a uma grande fatia de empresários e pessoas físicas. 

Mas é preciso estar atento: como toda novidade, as fintechs ainda estão conquistando a confiança do consumidor e podem gerar dúvidas quanto à segurança dos ativos em um ambiente totalmente online, principalmente àqueles menos acostumados às novas tecnologias. 

Abaixo selecionamos as principais vantagens e desvantagens de adotar tais serviços para os pequenos empreendedores:   

vantagens desvantagens o que são fintechs

Tipos de fintechs

As fintechs atuam em diversas áreas, fornecendo diferentes tipos de serviços ou soluções financeiras, de sistemas de pagamentos, passando por gestão financeira, entre outros.

Por isso, ao contratar o serviço de uma fintech para empresas, é preciso buscar soluções que se encaixem a uma necessidade concreta ou que combinem funcionalidades que podem ser aplicadas a mais de uma área, caso necessário.

Abaixo mostramos os principais tipos de fintechs e o que elas oferecem: 

Gestão financeira/contabilidade

São plataformas voltadas para diferentes áreas do controle financeiro das empresas. Entre os principais tipos, se destacam: 

Os empresários precisam estar atentos às novidades dos sistemas de pagamento: pesquisa feita no início de 2020 pelo Capterra mostrou que os pagamentos eletrônicos com o celular estão ganhando espaço no país.

Sua principal vantagem está na facilidade de adoção e na flexibilidade: estão disponíveis na nuvem (sem a necessidade de instalar um programa no computador) e cobram mensalidades por pacotes de serviços, dependendo do número de usuários que utilizarão a plataforma e de quais funcionalidades a empresa adotará. 

Pagamentos

Estão entre as mais conhecidas e são aquelas comumente chamadas de bancos digitais. 

Não são formalmente bancos, como explica o próprio Nubank, mas operam oferecendo os principais serviços dos bancos tradicionais também para pessoas jurídicas, como: 

  • Cartão de débito ou crédito
  • Saques
  • Transferências
  • Emissão de boletos

Entre as principais vantagens para as empresas em comparação com alguns bancos tradicionais estão a isenção de taxas e a gratuidade em mensalidades, por exemplo. 

Fintechs de crédito 

São as empresas que integram o segmento de fintechs que mais cresceu nos últimos anos. Desde 2018, podem atuar sem a intermediação de uma instituição financeira tradicional e fornecer empréstimos diretamente às empresas. 

Muitas empresas da área têm foco nas PMEs.

Entre as principais vantagens estão as taxas competitivas, a rapidez no processo e a maior facilidade para acessar o crédito. 

Seguros 

As fintechs de seguros têm inclusive um nome próprio: insurtechs. Aqui, o fin de finanças dá lugar ao insur, de insurance (seguro em inglês).

São empresas que facilitam a busca e a contratação de seguros tanto para pessoas físicas como para empresas, reunindo diversas opções de seguros em uma única plataforma e com serviços de cotação online. 

Investimentos

Estão mais voltadas às pessoas físicas que buscam investir seu dinheiro em títulos de renda fixa, ações, fundos, imóveis, entre outros produtos financeiros.

Como vantagem, além da rapidez em abrir uma conta e manejar os serviços online, as empresas oferecem calculadores de investimento para os usuários fazerem simulações.  

Blockchain e Bitcoin

As bitcoins são moedas virtuais que utilizam a tecnologia blockchain, que permite rastrear o envio e o recebimento de alguns tipos de informação pela internet, para suas transações.

Diversos apps ajudam investidores que buscam realizar esse tipo de investimento.  

Fintechs x bancos?

Como vimos, as fintechs entraram no mercado para disputar espaço com bancos e instituições financeiras tradicionais e, muitas vezes, oferecer serviços totalmente inovadores, como é o caso de algumas ferramentas de contabilidade, gestão financeira e pagamentos

As fintechs podem, portanto, não apenas substituir antigos serviços contratados pela sua empresa como complementar muitos deles, agilizando processos e trazendo eficiência.

Se você ainda tem dúvidas sobre se vale a pena ou não apostar por essa novidade, a dica é sempre olhar para as necessidades da sua empresa e dos seus trabalhadores. 

A adoção de novas tecnologias deve ser sempre planejada e discutida internamente com a equipe. Antes de tomar uma decisão, lembre-se sempre de comprar as opções no mercado, ler avaliações de usuários e testar os serviços antes de contratá-los.

Busca softwares de contabilidade? Confira o nosso catálogo.

Nota: Os aplicativos mencionados neste artigo são exemplos para mostrar recursos em um contexto e não se destinam a endossos ou recomendações das ferramentas em questão. Eles foram selecionados de acordo com o seguinte critério: as empresas deveriam ser unicórnios (com valor de mercado de US$ 1 bilhão ou mais) ou candidatas ao posto de acordo com relatório do início de 2020 da comunidade independente de inovação Distrito. 

7 dicas para manter uma boa comunicação com o cliente

comunicação com o cliente

comunicação com o cliente

Não há como negar que a pandemia do novo coronavírus trouxe grandes desafios para os negócios, exigindo que as empresas de todo o mundo se adaptassem à crise sanitária. De um dia para o outro, o home office passou a ser adotado como regra e, junto com ele, as empresas tiveram que repensar diversos processos, internos e externos, para continuar operando.

Gestão de equipes remotas, realização de reuniões por videoconferência, compartilhamento de documentos colaborativos na nuvem são apenas alguns dos workflows internos que viraram rotina nas empresas em tempos de COVID-19.

Como consequência, o relacionamento e a comunicação com os clientes também sofreram grande impacto, necessitando ajustes para se adequar a essa nova realidade.

Não à toa, em um estudo realizado pelo Capterra sobre a adoção do teletrabalho entre as PMEs após o início da pandemia, 36% dos entrevistados consideraram justamente a comunicação com os clientes como seu principal problema atual. A comunicação externa pode parecer mais complexa do que a relação entre trabalhadores, mas –por sorte– muitas vezes segue a mesma dinâmica e se beneficia diretamente das mudanças internas.

Neste artigo, vamos apresentar sete dicas para manter a qualidade da comunicação e fidelizar os clientes trabalhando com equipes remotas.

1. Escute

Escutar o que o cliente tem para dizer é o ponto de partida de todo relacionamento bem-sucedido. Conhecer a realidade do outro lado é essencial para poder tomar melhores decisões sobre como trabalhar. Em tempos de crise, essa conversa é ainda mais importante. Assim como sua empresa precisou se reestruturar, o cliente também está vivendo um momento de mudanças, e você pode (e deve) ajudá-lo.

Toda informação que você puder obter dele é valiosa, seja direta ou indiretamente. Abra um canal de comunicação direto com ele e deixe-o à vontade para explicar suas necessidades e problemas. Acompanhe suas redes sociais e aprofunde-se nas questões relacionadas ao seu negócio. Quanto mais você conhecer a realidade do seu cliente, mais chances tem de oferecer a melhor solução para os problemas que ele enfrenta.

Ferramentas que podem ajudar: Ferramentas para redes sociais e de CRM social.

2. Escolha o melhor canal de comunicação com o cliente

Ruídos na comunicação podem fazer ruir todo o relacionamento entre empresa e cliente. Por isso, a seleção do canal de comunicação mais apropriado é tão importante. Atualmente, a oferta é bastante vasta, indo desde o telefone e as ligações convencionais –muitas vezes relegadas, mas que ainda têm muito valor– até sistemas complexos com bate-papo em tempo real, chatbots e gravações de conversas em arquivos de log completos.

Você não precisa optar por apenas um canal de comunicação, mas caso utilize mais de um é necessário agrupar toda a informação em um único local para manter sua uniformidade e coerência. Nesse caso, o mais recomendado é utilizar softwares CRM.

Ferramentas que podem ajudar: Softwares de comunicação com o cliente, softwares CRM  e programas de gravação de ligações.

3. Centralize a comunicação

Não são apenas as informações e dados fornecidos pelo cliente que devem estar armazenados em um único lugar. O ponto de contato do cliente dentro da empresa também deve ser centralizado, ou seja, você deve designar uma pessoa para ser a responsável por toda a comunicação direta com ele. Dessa forma, a conversa manterá fluidez e constância, dificultando mal entendidos.

Esta pessoa pode ser você ou um líder de equipe, lembrando que o responsável deve ter uma visão ampla do negócio do cliente e de suas necessidades. No caso de escolher um líder de equipe para gerenciar essa comunicação, opte por alguém da área mais envolvida com o cliente, como TI, marketing ou recursos humanos. E tenha sempre um backup, para qualquer eventualidade.

Ferramentas que podem ajudar: Software CRMprogramas para compartilhar arquivos.

4. Organize e priorize as demandas do cliente

Um depósito unificado de informações e um atendimento centralizado permitem que as demandas do cliente sejam organizadas e priorizadas mais facilmente. Organize-as por tópicos, urgência e relevância e trabalhe junto com o próprio cliente para priorizá-las, se necessário.

Ferramentas Agile são uma boa opção para categorizar as demandas, distribui-las às áreas internas correspondentes e fazer o seguimento adequado. Essas ferramentas funcionam bem com equipes remotas e geralmente incluem ou se integram com recursos de comunicação, como chats ou fóruns, o que contribui com a agilidade e eficácia do processo.

Ferramentas que podem ajudar: Ferramentas Agile.

5. Mantenha contato constante

O uso de metodologias ágeis para gerenciar internamente as demandas cria um ambiente perfeito para incluir o cliente como stakeholder do processo e realizar reuniões rotineiras de seguimento com ele. Agende conversas periódicas para fazer um follow-up de revisão e validação das tarefas.

Reuniões constantes e periódicas podem ajudar também a diminuir  intervenções ativas do cliente que causam interferências ou imprevistos, atrasando o andamento dos processos. Discuta com ele a frequência e o canal mais adequados para manter essas conversas.

Ferramentas que podem ajudar: Ferramentas Agile e softwares para agendar reuniões.

6. Seja resolutivo nas reuniões e conversas

Agilidade na comunicação não se resume apenas a reuniões constantes, mas principalmente à duração das conversas. Assim como o seu tempo, o tempo do cliente também é valioso. Portanto, oriente os responsáveis de contato para serem diretos e resolutivos. Ir direto ao ponto, além de economizar tempo, demonstra que sua empresa tem foco no que é mais relevante: a resolução dos problemas do cliente.

Mais uma vez, o uso de metodologias ágeis e a realização de reuniões frequentes pode ajudar. Para complementar, você pode desenhar um roteiro para seguir em cada conversa, passando pelas tarefas em andamento, as finalizadas e dedicando tempo ao cliente para solicitar novas demandas, caso existam.

Ferramentas que podem ajudar: Ferramentas Agilesoftwares para reuniões.

7. Ofereça serviços inovadores

O cliente é quem solicita as demandas, mas as conversas não têm porque serem sempre de mão única. Sua empresa deve ser proativa e propor novas soluções e inovações para o cliente.

A manutenção e a centralização das informações exercem papel fundamental nessa etapa. Ao conhecer o negócio do cliente com amplitude e profundidade, é possível desenhar estratégias inovadoras que nem ele chegou a pensar e, assim, surpreendê-lo positivamente.

Ferramentas que podem ajudar: Sistemas de gestão de ideias e programas para criar mapas mentais.

arte comunicação com o cliente

Foco no cliente sempre

Estas são sete atitudes recomendadas para sustentar a qualidade do atendimento ao cliente trabalhando com equipes remotas. Elas funcionam como um fluxo de trabalho, uma vez que estão intrinsecamente conectadas entre si e se alimentam umas das outras.

Algumas empresas já haviam se adiantado ao home office mesmo antes da crise do coronavírus e há quem diga que essa tendência veio para ficar na chamada “nova normalidade”.

Então, não encare o desafio de adaptar o processo de comunicação da sua empresa como algo temporário, mas como algo perene e que será usado de agora em diante. Lembre-se que o foco no cliente também deve ser permanente.

Busca softwares CRM? Confira nosso catálogo!

5 softwares gratuitos e open source de monitoramento de rede

header monitoramento de rede

Você está adiando o investimento em uma ferramenta de monitoramento de rede por causa da questão financeira? Esta lista de softwares gratuitos e de código aberto pode te ajudar.

header monitoramento de rede

O monitoramento de rede é essencial para a gestão de TI e as estratégias de segurança de qualquer empresa. Pesquisa recente do Capterra mostrou, no entanto, que muitas pequenas e médias empresas brasileiras estão falhando na segurança da informação.  

Os custos associados às ferramentas de monitoramento de rede podem ser um impedimento para muitos negócios. Nos casos mais extremos, esses sistemas podem custar até US$ 10 mil (cerca de R$ 54 mil) no primeiro ano de uso, e as pequenas empresas chegam a pagar, em média, US$ 1.400 (cerca de R$ 7.500) anualmente por esse tipo de solução.

Versões freemium (opções gratuitas de programas pagos que oferecem funcionalidades limitadas, limite de usuários ou ambos) podem servir como um primeiro passo para que você entenda o valor desses sistemas e possa explorá-los a fim de obter o melhor retorno sobre o investimento (ROI).

O Capterra analisou cerca de 80 ferramentas gratuitas de monitoramento de rede listadas em seu diretório de softwares e identificou as cinco melhores para ajudar você a tomar a melhor decisão de compra.

Cada uma das  opções mencionadas neste artigo tem uma pontuação mínima de 4 e, pelo menos, dez avaliações de usuários publicadas no site no ano passado. A metodologia completa para escolha e seleção das ferramentas está disponível ao final do texto. Os produtos estão listados em ordem alfabética.

5 ferramentas de monitoramento de rede gratuitas e de código aberto

1. Checkmk

O Checkmk é uma ferramenta de monitoramento de aplicativos, servidores e rede gratuita e de código aberto. Ele usa plug-ins inteligentes para coletar dados de diferentes tipos de hardware e software e suporta tanto monitoramento baseado em agente como sem agente, via protocolos SNMP e HTTP ou APIs.

O Checkmk oferece monitoramento de logs e eventos, criação de gráficos e relatórios de séries temporais e análise de log de dados. Além disso, inclui alertas e notificações, detecção automática, configuração baseada em regras e rastreamento de inventário.

O Checkmk é adequado para empresas de todos os tamanhos e está disponível em versões com hospedagem remota ou local.

Prós: Segundo avaliações do Capterra, o software é simples e fácil de usar. Os usuários destacam os recursos de detecção automática e monitoramento do software e as opções de personalização.

Contras: Alguns usuários consideram que a documentação de software deveria ser atualizada e mais detalhada. Alguns também afirmam que a interface da ferramenta poderia ser mais moderna.

Valor do upgrade: O Checkmk Raw é totalmente grátis e com código aberto. A versão Enterprise custa € 714 (cerca de R$ 4.000) por ano para monitorar até três dispositivos.

Avaliadores mais frequentes: Em 2018 e 2019, 35% das avaliações de usuários do Checkmk no Capterra vieram de pequenas empresas (menos de 100 funcionários), 18%, de médias empresas (de 101 a 1.000 funcionários) e 47%, de grandes empresas (mais de 1.000 funcionários).

A maioria dos avaliadores eram dos setores automotivos e de serviços de TI.

Aplicativos móveis: Não disponíveis.

captura de tela checkmk
Exemplo de gráficos de serviço no Checkmk, que oferece usuários ilimitados (Fonte)

Saiba mais

2. CloudStats

O CloudStats é uma ferramenta de monitoramento de sites e servidores para sistemas operacionais Linux e Windows. Ele ajuda a identificar processos que consomem grandes volumes de largura de banda da rede.

O programa está configurado para monitorar recursos na nuvem e também em servidores locais. Ele também permite fazer backup de dados no Amazon S3 ou em discos locais. Trata-se de um sistema de monitoramento baseado em agente e usa seu agente exclusivo para coletar e enviar dados de rede para contas de usuários.

O CloudStats é adequado para empresas de todos os tamanhos e está disponível como uma solução baseada na nuvem.

Prós: Segundo avaliações do Capterra, o software é fácil de usar e possui uma interface descomplicada. Os usuários também dizem que é fácil configurá-lo e que ele oferece todo o que é necessário para rastrear os recursos de TI.

Contras: Alguns usuários acham que a documentação do software pode ser aprimorada. Outros, gostariam de vê-lo mais customizável. 

Valor do upgrade: A versão gratuita do CloudStats inclui alertas básicos, retenção de dados por 24 horas e suporte para apenas um usuário. A versão paga custa US$ 5 (cerca de R$ 25) por servidor, por mês, e oferece retenção de dados por 30 dias, alertas avançados e permissões baseadas em perfis para múltiplos usuários.

Avaliadores mais frequentes: Entre 2018 e 2019, 90% das avaliações de usuários do CloudStats no Capterra vieram de pequenas empresas (menos de 100 funcionários), 5%, de empresas de médio porte (de 101 a 1.000 funcionários) e 5%, de grandes empresas (mais de 1.000 funcionários).

A maioria dos avaliadores eram de empresas de serviços de TI, software e internet.

Aplicativos móveis: Não disponíveis.

captura de tela cloudstats
Monitoramento de servidores no CloudStats, grátis para um usuário (Fonte)

Saiba mais

3. Spiceworks

O Spiceworks é um software gratuito de gestão de ativos de TI que oferece monitoramento de rede e ferramentas de suporte técnico. A ferramenta de monitoramento de rede permite rastrear a infraestrutura crítica de TI, como servidores, dispositivos IP e comutadores, enquanto a de suporte técnico inclui recursos para gestão de chamados, relatórios, automação de regras de chamados e integração com diretórios ativos.

O programa é adequado principalmente para pequenas e médias empresas e está disponível nas versões local e na nuvem.

Prós: Segundo avaliações do Capterra o Spiceworks é simples e fácil de usar. Os usuários dizem que a comunidade Spiceworks responde às dúvidas rapidamente e muitos mencionam que o programa se diferencia de outras ferramentas gratuitas pelo grande volume de funcionalidades oferecidas

Contras: Os usuários reclamam que às vezes o aplicativo fica lento. Alguns também reclamam da sua configuração um pouco complicada e muitos se queixam do excesso de publicidade.

Valor do upgrade: Todos os planos oferecidos pelo Spiceworks são gratuitos.

Avaliadores mais frequentes: Em 2018 e 2019, 67% das avaliações de usuários do Spiceworks no Capterra vieram de pequenas empresas (menos de 100 funcionários), 20%, de empresas de médio porte (de 101 a 1.000 funcionários) e 13%, de grandes empresas (mais de 1.000 funcionários).

A maioria dos avaliadores eram dos setores de serviços de TI, gerenciamento educacional, serviços financeiros e ONGs.

Aplicativos móveis: iOS, Android

captura de tela spiceworks
Visão geral de todos os dispositivos conectados a uma rede no Spiceworks (Fonte)

Saiba mais

4. Splunk Enterprise

O Splunk Enterprise é uma ferramenta de monitoramento de infraestrutura de TI que ajuda a coletar e analisar dados de diferentes dispositivos. Ele oferece monitoramento de aplicativos, de servidores e de rede, análise de eventos, monitoramento de contêineres e de virtualização.

O programa mede a latência, o volume e o estado de todas as conexões HTTP, ajudando a rastrear o tempo de resposta e de consulta dos servidores da web. O software também ajuda no monitoramento da infraestrutura na nuvem e na gestão de conformidade da segurança.

É adequado principalmente para empresas de médio e grande porte. O Splunk Enterprise é a versão local, enquanto o Splunk Cloud é a versão hospedada do software.

Prós: Segundo avaliações do Capterra, a capacidade do software de lidar com grandes conjuntos de dados e analisar dados de log é um destaque. Muitos usuários também aprovam o painel de controle e as opções de relatórios do Splunk, que permitem combinar dados de várias fontes

Contras: Alguns usuários consideram  difícil aprender a usar o software e também afirmam que o programa fica lento ao salvar grandes consultas.

Valor do upgrade: A versão grátis do Splunk Enterprise oferece suporte para apenas um usuário e 500 MB de dados por dia. O plano pago para a versão Entreprise sai por US$ 1.800 (cerca de R$ 9.000) por ano e permite usuários ilimitados.

Avaliadores mais frequentes: Em 2018 e 2019, 15% das avaliações de usuários do Splunk no Capterra vieram de pequenas empresas (menos de 100 funcionários), 30%, de empresas de médio porte (de 101 a 1.000 funcionários) e 55%, de grandes empresas (mais de 1.000 funcionários).

A maioria dos avaliadores eram dos setores de software, serviços de TI e bancos.

Aplicativos móveis: Android, iOS

captura de tela splunk
Painel de monitoramento de rede no Splunk Enterprise, que tem upgrade caro (Fonte)

Saiba mais

5. Zabbix

Trata-se de um software gratuito de código aberto de monitoramento de rede que inclui monitoramento de servidores, de aplicativos e de infraestrutura na nuvem. Além disso, o programa usa técnicas avançadas de detecção de problemas para prever tendências e detectar anomalias.

O Zabbix também apresenta detecção automática de dispositivos em uma rede, alertas, correlação de eventos e execução remota de comandos. O software possui uma comunidade ativa que atualiza regularmente a ferramenta e adiciona recursos.

O programa é usado por empresas de todos os tamanhos de diversos setores, incluindo serviços financeiros, varejo, TI e telecomunicações. O Zabbix está disponível como uma solução hospedada (Zabbix Cloud) e também como software local.

Prós: Segundo avaliações do Capterra, os destaques são as opções de integração disponíveis, bem como os recursos de alertas e notificações e o painel da ferramenta. Os usuários gostam da capacidade do software de gerar gráficos a partir de dados da rede.

Contras: Alguns usuários consideram a ferramenta difícil de configurar e afirmam que sua documentação e as opções de treinamento são limitadas. Alguns usuários também mencionam que a curva de aprendizado é difícil.

Valor do upgrade: O Zabbix é uma ferramenta grátis, sem planos pagos.

Avaliadores mais frequentes: Durante 2018 e 2019, 43% das avaliações de usuários do Zabbix no Capterra vieram de pequenas empresas (menos de 100 funcionários), 38%, de médias empresas (de 101 a 1.000 funcionários) e 19%, de grandes empresas (mais de 1.000 funcionários).

A maioria dos avaliadores eram dos setores de software, TI e serviços de informática.

Aplicativos móveis: Aplicativos Android e iOS de terceiros.

captura de tela dashboard zabbix
Painel de controle do Zabbix, que oferece usuários gratuitos ilimitados (Fonte)

Saiba mais

 

tabela monitoramento de rede

Próximos passos para escolher a ferramenta certa para sua empresa

A escolha da ferramenta mais adequada para sua organização é sempre uma tarefa desafiadora.

Confira algumas dicas para ajudar na escolha da ferramenta de monitoramento de rede certa para o seu negócio:

  • Experimente as principais alternativas: a partir da sua pesquisa inicial, selecione duas ou três ferramentas e experimente-as para verificar se atendem às suas necessidades.
  • Compare dados e limites de usuários em diferentes planos gratuitos: verifique quantos usuários são suportados pelo plano gratuito. Observe também outros parâmetros, como limites de armazenamento e tempo de retenção de dados.
  • Leia as avaliações de usuários: veja o que outros usuários têm a dizer sobre sua própria experiência com os softwares. Revise os prós e contras de cada ferramenta antes de tomar a decisão final.

Se você está atualmente usando uma ferramenta de monitoramento de rede gratuita ou de código aberto, ou se já usou uma no passado, conte-nos sua experiência na seção de comentários abaixo.

Busca ferramentas de monitoramento de rede? Confira nosso diretório!

Metodologia:

Os produtos considerados para este artigo preenchem os seguintes critérios:

São gratuitos 

  • Oferecem uma versão gratuita e autônoma do software.
  • Não são uma versão de teste onde você deve adquirir uma versão paga após um período limitado de tempo.

São de código aberto

Para serem considerados para este artigo, os softwares de código aberto deveriam fornecer seu código fonte aberto a todos para inspeção, modificação e aprimoramento. O código fonte também deveria ter sido atualizado (sua versão completa ou uma pequena correção) nos últimos 12 meses e deveria funcionar em um dos seguintes sistemas operacionais: Windows, Mac, ou Linux.

Critérios de seleção

Os produtos que atendiam aos critérios acima foram então avaliados em relação à nossa definição de software de monitoramento de rede: programas que rastreiam e monitoram sistemas de rede de computadores para componentes defeituosos ou desatualizados e notificam os administradores de rede sobre quaisquer problemas de rede.

Este exame verificou as capacidades básicas de monitoramento de rede e adequação para a categoria. Além disso, os programas deveriam conter todas as características principais desse tipo de software: monitoramento de largura de banda, monitoramento de servidores e painéis de controle.

Por fim, os softwares também precisavam de um mínimo de 10 avaliações publicadas na página da categoria de softwares de monitoramento de rede entre 5 de setembro de 2018 e 5 de setembro de 2019.

Nota: Os prós e contras listados são derivados dos recursos listados nos sites dos produtos e dos comentários dos usuários nos domínios da Gartner Digital Markets (Capterra, GetApp, e Software Advice). Eles não representam a opinião do Capterra ou de seus afiliados, nem constituem um endosso.

47% das PMEs não possuíam planos de gestão de continuidade de negócios

gestão de continuidade de negócios

gestão de continuidade de negócios

Não é novidade que o novo coronavírus pegou todos de surpresa.

Ainda que nem o mais pessimista dos empresários pudesse prever uma crise dessa magnitude, a pandemia colocou em evidência a importância dos negócios estarem preparados para resistir a momentos de dificuldade como o que estamos vivendo, até mesmo para questões simples como adotar softwares de videoconferência para comunicar-se com equipes remotas.  

A realidade, no entanto, aponta o contrário: quase metade das pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras afirmam que não tinham um plano de gestão de continuidade de negócios preparado para enfrentar um desastre do tipo. 

É o que aponta a primeira parte de um estudo realizado pelo Capterra sobre como as PMEs, principalmente aquelas que adotaram o trabalho remoto ou adaptaram seus serviços ou produtos para seguir com suas operações, estão lidando com a chamada nova normalidade. 

Para o estudo, o Capterra ouviu 409 trabalhadores de negócios com até 250 funcionários e de diversos setores de todo o país (veja a metodologia completa do estudo no final do texto).

gestão de continuidade de negócios adoção

Transformação digital: falta de plano forçou empresas a irem às compras

Uma das partes mais importantes de um plano de gestão de continuidade de negócios é a identificação das áreas vitais da empresa que não podem parar em uma situação de crise e das principais atividades de cada uma dessas áreas que são críticas para a continuidade do negócio.

A pandemia forçou as empresas, principalmente aquelas que não tinham qualquer tipo de plano preparado, a fazer tal análise praticamente da noite para o dia. 

Como o barato sai caro, essa falta de preparação prévia obrigará a maioria das empresas a colocar a mão no bolso para se readaptar às pressas a essa nova realidade, segundo os dados levantados pelo Capterra. 

De acordo com o estudo, 63% dos gerentes responsáveis pela compra de softwares das empresas consultadas afirmam que seus negócios terão de adotar novas ferramentas como resposta à Covid-19. Para muitas empresas, a crise representa uma aceleração do processo de transformação digital, que inclui um melhor uso da tecnologia, a introdução de novas tecnologias e softwares nos negócios e a criação de novos modelos de negócio digitais.

plano de gerenciamento de crises software novo

Ao menos em parte, a crise atual facilitou o trabalho de busca de novas soluções: com grande parte dos trabalhadores adotando o home office, ficou evidente que as áreas relacionadas à comunicação e à segurança para o trabalho remoto eram as prioritárias.

Mas outras questões, como aquelas ligadas à remodelações na entrega dos produtos, por exemplo, também foram afetadas pela crise e igualmente obrigaram as empresas a investirem em soluções para seguir atendendo os clientes. Entre todos os gerentes ouvidos, 86% consideram a retenção de clientes importante ou muito importante no curto prazo.

Entre as principais ferramentas já adotadas ou que estão nos planos das empresas estão:  

plano de gerenciamento de-crises ferramentas adotadas

Confira como fazer reuniões online eficazes.
Uma tendência que se consolidou no Brasil com a crise foi a relação de clientes e empresas pelo Whatsapp, que registrou aumento de 500%. Mostramos como usar o whatsapp para o atendimento e melhorar ainda mais a relação com os clientes.
Confira dicas de como montar ou melhorar seu e-commerce para vender na internet e como criar uma operação de delivery eficiente.

A importância da pesquisa e da análise antes da compra

Comprar ou adotar uma nova ferramenta é um passo muito importante para qualquer negócio. Além dos gastos de aquisição, o processo envolve um período de pesquisa das melhores opções, de adaptação da equipe e de construção de uma boa relação com os fornecedores. Por isso, mesmo em momentos de crise, que exigem respostas rápidas, as empresas precisam seguir alguns passos para não se arrependerem de suas escolhas.

Entre os gerentes que buscam novas ferramentas, apenas 12% afirmam já ter fechado a compra. O restante, segue em alguma das etapas iniciais ou intermediárias do processo, como mostra a figura abaixo: 

gestão de continuidade de negócios funil vendas

Para estes, vale ressaltar os passos mais importantes na hora da busca das melhores ferramentas: 

1. Descubra o seu problema: 

O primeiro passo é saber quais são suas necessidades e certificar-se de que elas estão alinhadas com os objetivos do negócio.

Pergunte-se: Que problema eu preciso resolver? 

2. Defina suas necessidades

Provavelmente existem dezenas de softwares desenhados para resolver o seu problema. Mas você precisa daquele que encaixe perfeitamente com o que você necessita. 

Pergunte-se: Como pretendemos usar esse software?

3. Identifique as opções e faça uma pré-seleção

Aqui você deve fazer uma lista das soluções que atendem suas necessidades. Vá eliminando até chegar a no máximo cinco opções.

Pergunte-se: Tal solução realmente está entre as melhores para as minhas necessidades?

4. Escolha

Depois de tanta pesquisa, você está pronto para escolher entre os finalistas. 

Para estar seguro da escolha:

  • Leia avaliações de usuários (menos da metade dos gerentes consultados pelo Capterra afirmam ler avaliações de usuários em sites de terceiros na hora de tomar uma decisão de compra)
  • Faça testes e envie perguntas ao fornecedor
  • Contate os fornecedores para saber sobre detalhes de preço e fale com o financeiro para certificar-se que a compra encaixa no orçamento

5. Consulte sua equipe

Antes de comprar, consulte membros da sua equipe sobre a decisão. Compartilhe sua avaliação do produto e explique por que você chegou a essa decisão.

6. Compre

Antes de passar o cartão: 

  • Revise os termos do contrato 
  • Pergunte sobre descontos e discuta sobre o que o fornecedor oferecerá depois da compra

Observar esses passos é muito importante em um momento em que muitas empresas afirmam que gastarão mais: 40% dos gerentes ouvidos dizem que planejam aumentar entre 25% e 75% as despesas em softwares por causa da Covid-19. 

A visão dos trabalhadores

Na mesma pesquisa, o Capterra também perguntou a trabalhadores de nível júnior e intermediário, com restritos poderes de decisão na compra de softwares em suas empresas, quais eram suas percepções sobre os investimentos na área nos locais em que trabalhavam. 

O dado mais interessante quando comparamos o que dizem os trabalhadores e os tomadores de decisão entre todas as PMEs consultadas é a diferença de percepção sobre a importância das novas ferramentas para a sobrevivência do negócio pós-pandemia. 

Entre os trabalhadores, há uma ideia mais acentuada de que muitas das ferramentas adotadas não são essenciais para o seu trabalho, como mostra o gráfico abaixo: 

gestão de continuidade de-negócios importância software

Os dados deixam claro que muitos gestores estão falhando na hora de comunicar aos trabalhadores a importância das medidas adotadas pela empresa para enfrentar a crise, entre elas o investimento em novos softwares. Para os negócios que já adotaram novas ferramentas e observam trabalhadores insatisfeitos, o problema pode ter ocorrido na escolha da melhor solução. 

As PMEs que souberem como gerir melhor a crise são as que têm mais chance de saírem dela com uma equipe mais engajada e comprometida com as tarefas.

Busca programas de assistência remota? Confira nosso catálogo.

 


Metodologia 

Para esta pesquisa, foram ouvidos 409 trabalhadores de empresas com até 250 trabalhadores que, devido à crise da COVID-19, adotaram o trabalho remoto (83%), optaram por não aderir à prática (7%) ou que estão impedidas de fazê-lo, mas que adaptaram seus serviços (como restaurantes que aderiram ao delivery, por exemplo). Do total de entrevistados, 337 ocupavam cargos de gerência e com poder de decisão nas empresas em que atuam e 72 eram trabalhadores de nível júnior e intermediário, com restritos poderes de decisão. Empresas nas quais o trabalho remoto não é possível e que não adaptaram seus serviços ou produtos não foram consideradas para o levantamento. As entrevistas foram realizadas de maneira online entre os dias 19 e 21 de maio.