Cultura de inovação: crie processos para acelerar as ideias

cultura de inovação

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Vamos direto ao ponto: cultura de inovação se faz com troca de conhecimento, comunicação clara da arquitetura do negócio, quebra de hierarquias e criação de ambientes que fomentem a criatividade. Em um primeiro momento a resposta para a pergunta que abre o artigo parece negativa, não é mesmo? Afinal, existe algo que barre mais as ideias inovadoras do que uma série de processos para executar uma atividade? Também concordo que não.

No entanto, não é sobre os processos engessados que estamos falando. Cultura de inovação tem a ver com quebrar muros e regras, além de desenvolver um ambiente fértil para que as ideias nasçam e prosperem. E aqui estamos nos referindo a dois pontos importantes: o primeiro deles é não colocar impedimentos para que os colaboradores sugiram melhorias, o segundo é disponibilizar um espaço menos formal para que a equipe tenha liberdade e ferramentas para criação.

Nesse caso, os processos são importantes porque não basta apenas falar para a equipe criar novas ideias e encher o ambiente de puffs, poltronas reclináveis, quadros para desenhar estratégias de design thinking e jogos. É necessário também alguém para atuar nesse meio de campo, seja oferecendo treinamentos para desenvolver novas habilidades nos colaboradores ou até mesmo fazendo uma gestão de tempo para que os autores do projeto de inovação tenham  espaço na agenda para participar dos momentos de colaboração.

Laboratórios de inovação e a materialização das novas ideias

Empresas de diferentes segmentos estão investindo em laboratórios de inovação baseados no tripé tempo, espaço e liberdade para atingir os objetivos traçados em seus planos de negócio. A Renault, por exemplo, além das poltronas, quadros e itens de papelaria também incluiu impressoras 3D, máquinas de cortar a laser e utensílios de marcenaria em seus laboratórios. A ideia central é materializar uma ideia para que possa ser validada com a equipe antes de seguir para a implementação.

Outras empresas que investiram em laboratórios de inovação são: Coca-Cola e Walmart (varejo), New York Times (comunicação) e Hospital Albert Einsten e Johnson & Johnson (saúde).

Mas não é preciso ser nenhum gigante da tecnologia para criar processos que estimulem novas ideias e promovam a cultura de inovação. Empresas de grande porte têm investido nesses ambientes porque além de se aproximarem da cultura da lean startup também sofrem mais pressão do mercado para desenvolverem novos produtos e evitarem a disrupção digital.

Quem já nasceu digital e com a estrutura enxuta está mais acostumado à rotina de testes e experimentação. Mas, independente do tamanho da organização, o objetivo é um só: buscar novas metodologias para que os processos sejam colaborativos, ágeis e gerem resultados.

Confira abaixo algumas dicas para tornar os processos mais colaborativos e inovadores:

Cultura de inovação na prática

1. Utilize metodologia ágeis

Uma das metodologias mais conhecidas é o Scrum, que nada mais é do que a organização e distribuição das muitas atividades de um projeto entre a equipe. O objetivo é colocar o projeto para rodar o mais rápido possível com qualidade e transparência. Não precisa de muito para começar a utilizá-lo: um quadro ou uma ferramenta como o Trello são itens que ajudam a desenhar as muitas etapas.

O responsável por essa organização é o dono do projeto. É ele quem decide o time que fará parte do projeto, além de priorizar todo o backlog de atividades de cada sprint. Um sprint é o tempo determinado para que as equipes cumpram as tarefas e, como um dos pilares do scrum é a transparência, reuniões semanais e diárias são fundamentais para checar o andamento do projeto.

Se você quiser saber mais sobre o Scrum antes de implementar na sua empresa, recomendo a leitura do livro: “Scrum. A Arte de Fazer o Dobro do Trabalho na Metade do Tempo”, de Jeff Sutherland.

2. Crie uma agenda que otimize a criação

Outra metodologia bastante difundida para tirar ideias do papel de forma rápida é o design sprint. Ela foi criada por Jake Knapp, da Google Venture, e resume o processo de criação de novas ideias em apenas cinco dias, mas com uma agenda inteiramente focada em responder às questões críticas, prototipagem e testes com consumidores finais.

É claro que, para que o design sprint dê certo é necessário que você já tenha um time e o desafio bem definidos, além de tempo e espaço para conduzir as atividades. A agenda é a seguinte:

  • Segunda-feira: mapeie todas as informações que levem ao produto final. Provavelmente, cada membro da equipe possui uma informação diferente. Vendedores e analistas de marketing contam com informações que desenvolvedores não têm. Portanto, tenha o cuidado de montar um time diverso! Afinal, é nesta etapa que todos aprenderão sobre o problema.
  • Terça-feira: faça esboços. Uma ideia é colocar o time para trabalhar de forma separada para focar nos detalhes. Depois de rabiscar as ideias, a equipe se une para votar, ajustar e aperfeiçoar as melhores soluções encontradas.
  • Quarta-feira: dia da decisão. Não há protótipos sem decisões. Portanto, a quarta é dia de escolher qual solução será prototipada. Aqui entram storyboard e a escolha dos participantes para os testes no final da semana.
  • Quinta-feira: dia de respirar fundo e elaborar o protótipo em pelo menos oito horas de trabalho.
  • Sexta-feira: é o dia do protótipo ir para teste com os clientes finais. Nesta etapa, as anotações são fundamentais, já que muitas ideias darão certo e outras nem tanto. O importante é encontrar padrões e opiniões que farão diferença na entrega do produto final e validar a ideia.

Para saber mais sobre o design sprint e verificar se a metodologia faz sentido para a sua empresa, recomendo a leitura do livro: “Sprint. O Método Usado no Google para Testar e Aplicar Novas Ideias em Apenas Cinco Dias”, de Jake Knapp.

3. Gestão de tempo para criatividade

Duas dicas de ouro para que as ideias saiam do papel na sua empresa são: flexibilidade e criar espaço nas agendas dos colaboradores para participar de projetos de inovação. Por mais que a autogestão do tempo seja uma das soft skills mais desejadas do mercado, o time não fará milagre se estiver a semana de trabalho preenchida com atividades do dia a dia.

Alguém é importante para o projeto de inovação da empresa? Traga para perto, ofereça recompensas e não esqueça de apresentar o erro como parte importante do processo.

Por fim, não se esqueça que a inovação deve ser um processo dinâmico. Quebre os muros, dissolva as hierarquias, dê liberdade para o novo e monitore. Fazendo assim, não demorará muito para a cultura de inovação se enraizar e, como consequência, os resultados começarão a aparecer.

Boa jornada!


foto Maria Augusta OrofinoMaria Augusta Orofino é palestrante e facilitadora de workshops empresariais. Tem por propósito ampliar a capacidade de agir de pessoas e organizações por meio do compartilhamento do conhecimento e da cocriação de soluções que impactem positivamente os resultados, promovendo a inovação de maneira sustentável. Já capacitou mais de 10 mil pessoas nos últimos oito anos. Palestrante TEDx. É coautora dos livros “Business Model You” e “Ferramentas Visuais para Estrategistas”. Autora do site www.mariaaugusta.com.br.


Quer testar ferramentas que ajudem a sua equipe trabalhar melhor e deixem mais tempo para a inovação? Confira a lista de ferramentas de gestão de tempo e de colaboração disponíveis no Capterra.

Cresci e agora? Conheça os desafios da transformação digital

desafios da transformação digital

Os desafios da transformação digital envolvem mais do que investimento em tecnologia. Cultura organizacional, foco na experiência do cliente e um ambiente altamente colaborativo são algumas das chaves para as empresas que buscam sucesso na nova era digital.

desafios da transformação digital

A transformação digital já é uma realidade e com certeza você deve pensar em alguma empresa quando ouve falar sobre o tema. Gigantes do varejo conseguiram inovar e modificar a cultura para se adequar aos novos tempos. Bancos digitais promoveram uma mudança tão grande que o mercado financeiro começou uma disputa acirrada pelos “sem banco”. Tudo isso sem contar que a primeira unidade virtual da principal multinacional de bebidas foi instalada no Brasil no ano de 2017.

A Coca-cola escolheu o país para iniciar esse processo porque não apenas o Brasil vendia cerca de 12 bilhões de litros de refrigerante por ano, mas também porque uma parte significativa desta receita vinha da loja virtual. E o diferencial utilizado no ambiente online é justamente um dos pilares da transformação digital: a experiência do cliente. Essa entrega ainda hoje é feita por meio de produtos customizados (garrafas personalizadas) e itens vintage da marca.

Mas por que uma empresa que está presente na casa da maioria dos brasileiros precisa de transformação digital? Porque o hábito de consumo mudou e o cliente não quer mais apenas beber um refrigerante, mas ter toda uma experiência que passa pelo entendimento da sua jornada que, aliás, está em constante mudança.

Um dos objetivos da área de transformação digital da Coca-Cola Brasil era expandir a atuação dessa loja virtual, que iniciou atendendo apenas a capital paulista. Hoje, além das latas personalizadas, também são comercializados combos, outros produtos da marca, além de roupas e utensílios de cozinha. Quem orquestrou essa mudança foi Adriana Knackfuss, que contou inicialmente com uma equipe formada por profissionais de marketing, operações e planejamento. Contudo, é importante ressaltar que o setor de atendimento ao cliente foi essencial para levantar as informações necessárias para otimizar a experiência.

Os desafios da transformação digital: além da tecnologia

A Coca-Cola e outras empresas que estão passando por um processo de transformação digital apostam em canais digitais, big data e inovação para crescer de forma sustentável. No entanto, é preciso ter muito claro que a transformação digital não é apenas sobre tecnologia. Não adianta investir em soluções robustas se a liderança não for flexível e estiver pronta para abraçar essas mudanças. Confira alguns pontos para serem analisados antes de investir em ferramentas digitais:

  • Desenhe a sua estratégia de negócio antes de investir em softwares e hardwares.
  • Se a estratégia não decola, pense na possibilidade de contratar uma consultoria especializada.
  • Olhe para o mindset da liderança e invista em cultura organizacional voltada para inovação.
  • É tudo sobre pessoas. Invista na cultura e em pessoas na sua empresa e saiba lidar com o medo que eles têm em serem substituídos durante o processo.

Exemplos de transformação digital como Coca-Cola, Magazine Luiza e Nubank conseguiram avançar porque os líderes se voltaram para mudar o mindset dos executivos, além de concentrarem os esforços na cultura organizacional antes de partir para a contratação de ferramentas. É importante ter muito claro que são as pessoas que conseguem utilizar a tecnologia para promover mudanças e não o contrário.

Contudo, sabemos que não é uma tarefa tão simples montar um time focado em promover essa mudança, por isso separamos algumas dicas. Confira abaixo!

Estratégias eficazes para montar um time inovador

Cultura deve estar no radar da liderança

A cultura é o ativo mais importante de uma organização, pois é ela quem guia todas as estratégias necessárias para fazer com que um negócio cresça. Por isso é importante promover uma cultura e investir em um mindset que promova a inovação. Embora esse movimento aconteça na liderança, é mais fácil alterar um comportamento coletivo do que um individual.

Portanto, as ações devem vir de cima para baixo. Para tanto, a gestão deve investir em ferramentas que façam com que essa cultura transcenda e gere resultados. Alguns exemplos são: um processo de recrutamento que contrate pessoas alinhadas com a cultura, onboarding adequado, reuniões de feedback e alinhamento de propósito, além de momentos para integração de colaboradores.

Invista em diversidade

Uma empresa é um sistema social e deve abraçar a diversidade, pois quanto mais plural o time, melhores serão os resultados. Com uma equipe diversa, o acolhimento e a permanência do colaborador é favorecido, o que acaba refletindo positivamente na criatividade da operação. Isso acontece porque a troca é mais fácil e cada um consegue aplicar a sua vivência e experiência nos projetos, fomentando assim o surgimento de novas ideias.

Além disso, é importante ressaltar que investir em diversidade requer um trabalho anterior de consciência da organização. É preciso preparar a equipe para acolher as diferenças raciais e étnicas, as pessoas LGBTQ+ e também os portadores de deficiência. Se este trabalho de conscientização não for feito, ao invés de gerar resultados positivos, acabará gerando mais custos para a empresa.

Todos com a mesma meta

É preciso ter um alinhamento estratégico entre marketing, vendas e operação que coloque todos no mesmo patamar e perseguindo as mesmas métricas. Dessa forma, cada setor sabe o que é esperado de suas atividades e, trabalhando de forma conjunta, consegue entregar mais valor para o cliente e, consequentemente, gerar mais resultados para a organização.

Treinamento e compartilhamento de conhecimento

Os pilares mais importantes da inovação são o compartilhamento de conhecimento e a criação de ambientes que estimulem a criatividade. Dessa forma, coloque na agenda da empresa momentos de descontração e integração. Eles são essenciais para que os membros da equipe conversem uns com os outros. Pode ser em happy hour, cafés ou até mesmo na promoção de “talks” depois de cursos e treinamentos. O importante aqui é fazer com que a equipe seja flexível e esteja disposta a compartilhar ideias.

Como anda a transformação digital em sua empresa? Vocês estão prontos para o próximo passo? Divida a experiência nos comentários!


foto Maria Augusta Orofino

Maria Augusta Orofino é palestrante e facilitadora de workshops empresariais. Tem por propósito ampliar a capacidade de agir de pessoas e organizações por meio do compartilhamento do conhecimento e da cocriação de soluções que impactem positivamente os resultados, promovendo a inovação de maneira sustentável. Já capacitou mais de 10 mil pessoas nos últimos oito anos. Palestrante TEDx. É coautora dos livros “Business Model You” e “Ferramentas Visuais para Estrategistas”. Autora do site www.mariaaugusta.com.br.


Já iniciou a transformação digital e busca softwares que ajudem a sua empresa no processo? No diretório do Capterra você pode encontrar diversas opções de ferramentas de colaboração, de gestão de projetos e de gestão de fluxo de trabalho que podem ajudar na tarefa.

Empresas exponenciais: modelos de negócios inspiradores para quem quer investir

empresas exponenciais

empresas exponenciais

Os jornais brasileiros publicaram em 2019 uma série de boas notícias relacionadas ao empreendedorismo e às empresas exponenciais. Por aqui, o número de empreendedores cresce acima da taxa de emprego e engana-se quem acredita que esses profissionais perderam uma vaga formal e resolveram abrir um negócio próprio. Pelo contrário, a maioria tira do papel uma ideia inovadora com o objetivo de solucionar algum problema da sociedade.

Essa afirmativa pode ser confirmada por meio da pesquisa realizada pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM), que mostrou que 61,8% dos novos empreendedores abriram uma empresa porque identificaram uma oportunidade no mercado e não porque perderam o emprego. É o melhor índice desde 2014. O estudo mostrou também que:

  • A faixa etária de empreendedores entre 18 e 24 anos subiu de 18,9% para 22,2%;
  • Existem cerca de 23,8 milhões de mulheres empreendedoras no Brasil.

Unicórnios inspiram novos empreendedores a investir em seu negócio

As startups ligadas ao mundo tech movimentaram 7,1% do PIB Nacional e faturam cerca de R$ 467,5 bilhões em 2017. A Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Braascom) estima que até 2021 o setor deve ser receber mais investimento. Os aportes aplicados em empresas relacionadas a big data e analytics devem chegar a R$ 249,5 bilhões até 2021.

Esses e outros dados fazem parte do estudo Liga Insights IT Startups, produzido pela Liga Ventures em parceria com o Ibmec São Paulo e a Astella Investimentos. Nele, é possível encontrar informações sobre empresas como 99 freelas, Programaria, Pipz e outras organizações subdivididas em áreas como blockchain e Apis, soluções em RH, cloud, colaboração e produtividade, data science e gestão de projeto.

Outro ponto que também merece destaque é que em 2018 acompanhamos a transformação das primeiras startups brasileiras em unicórnios: 99, iFood, Gympass, Arco Educação, Ascenty, Nubank, Stone e PagSeguro.

Nós sabemos que essas empresas investem em inovação, operam com pouca burocracia, visam a escalabilidade, trabalham com custos baixos, pensam lean e investem em planejamento e pesquisa. Mas no que se refere ao modelo de negócio adotado, qual foi a chave da virada? Acompanhe abaixo!

Modelos de negócios e empresas exponenciais: qual a estratégia?

Plataforma multilateral

A plataforma de negócios é o modelo mais utilizado pelas empresas de serviços e que crescem de forma acelerada, como o Uber, iFood, Rappi e 99. O objetivo dessas empresas é conectar as pessoas que têm interesse em contratar um serviço ou comprar um produto com as empresas que ofertam esses produtos e/ou serviços.

O sucesso deste modelo de negócio está no fato de que todos os envolvidos na compra saem ganhando. O desafio, portanto, está justamente em estimular a transação dos dois lados. No caso das empresas focadas em entrega de comida, é necessário aumentar o número de clientes, restaurantes interessados em participar da plataforma e também de entregadores para retirar os pedidos.

O lucro dessas empresas exponenciais está no fechamento de pedidos. Quanto mais pedidos, mais corridas, mais produtos adquiridos, mais receita gerada. Afinal, os aplicativos ganham uma porcentagem em cima dos negócios finalizados.

Fintechs

As fintechs são startups que investiram em modelos de negócios inovadores dentro do mercado financeiro. Elas atuam como banco digital, com planejamento financeiro, pagamentos e transferências, criptomoedas, seguros e crowdfunding. As empresas mais conhecidas do ramo são NuBank, Guia Bolso, Ebanx e Creditas.

A Creditas, por exemplo, é uma das maiores startups brasileiras e trabalha com crédito com garantia. Ou seja, os clientes podem, por meio da plataforma, solicitar empréstimos com juros inferiores aos oferecidos pelos bancos mediante a garantia de veículos ou de um imóvel.

O salto do negócio aconteceu justamente porque a Creditas atua como um marketplace que faz parceria com bancos. Como existe a garantia do imóvel ou veículo, o dinheiro é disponibilizado com taxas de juros mais baixas e com risco menor para as instituições financeiras.

Em janeiro de 2019, a Creditas recebeu autorização do Banco Central para operar como uma Sociedade de Crédito Direta (SCD). Essa concessão fez com que a empresa passasse a atuar de forma híbrida, operando com os parceiros na hora de ceder créditos, mas também trabalhando em operações próprias, já que uma SCD é uma instituição financeira com conexão direta com o Banco Central.

Assinatura low-cost

O nome deste modelo de negócio é autoexplicativo: a empresa oferece um produto ou serviço com preço baixo e reduz uma série de serviços não-essenciais. No Brasil, esta forma de operar ficou famosa graças à Gol Linhas Aéreas, que entrou no mercado oferecendo passagens mais baratas e eliminando serviços como emissão de bilhete e refeições a bordo.  Esse posicionamento da empresa permitiu que muitos brasileiros trocassem o ônibus pelo avião e fez com que as concorrentes repensassem o seu modelo de negócio.

No mundo das startups que crescem de forma acelerada e buscam se transformar em empresas exponenciais, quem opera no modelo low cost é a Contabilizei. A empresa é um escritório de contabilidade online que cobra mensalidades que variam de R$ 89 a R$ 389. O valor dos serviço está bem abaixo da média do mercado de contabilidade e qualquer serviço contratado fora do pacote é cobrado como um valor adicional.

A Contabilizei tem uma carteira com mais de 10 mil clientes, já recebeu aporte de R$ 75 bilhões do fundo americano Point Venture e pretende crescer 200% até 2021.

A definição do modelo de negócio é uma das partes mais importantes da abertura de uma empresa. No entanto, não é algo escrito em pedra. Existem empresas exponenciais que mudaram o modelo de negócio várias vezes até conseguir escalar. O segredo é se atualizar e ficar de olho nas oportunidades oferecidas em seu mercado de atuação.

E o que as PMES podem aprender com as startups de crescimento acelerado?

Não há como negar que as startups transcenderam o mundo dos negócios e passaram a ser vistas como uma espécie de cultura. Esse modo de operar pode ser encarado tanto por empresas que estão abrindo as portas ou para organizações que estão em processo de crescimento.

Mas quais são os processos e decisões tomadas por esses empreendedores que  criaram a cultura de startup como mindset? Confira abaixo alguns pontos:

  • Inovação contínua: cada colaborador é responsável também por promover a inovação na organização. E não precisa ser um grande feito, uma forma diferente de fazer uma atividade já é um avanço;
  • Propósito é um diferencial competitivo: cada vez mais pessoas compram de marcas com propósito. Por sua vez, trabalhadores buscam empresas alinhadas com os seus valores;
  • Cultura organizacional forte: os colaboradores sabem o que é esperado deles e como se comportar de acordo com essa cultura;
  • Pensamento lean: colocar um projeto pra rodar o mais rápido possível em menor tempo e com pouco custo. O ajuste vem com o tempo (e os erros!);
  • Agilidade: pense na possibilidade de adotar métodos ágeis como Scrum e Kanban. É uma excelente forma de deixar todos alinhados com relação a atividades e metas;
  • Cultura do erro: falhar o mais rápido que puder para consertar mais rápido ainda;
  • Pensamento em escala: a pergunta que sempre deve ser feita e refeita “O que pode ser feito no meu processo para atrair mais clientes”?

Você acha que é possível colocar algum desses itens em prática em sua organização? Divida sua opinião conosco nos comentários!

 


Maria Augusta OrofinoMaria Augusta Orofino é palestrante e facilitadora de workshops empresariais. Tem por propósito ampliar a capacidade de agir de pessoas e organizações por meio do compartilhamento do conhecimento e da cocriação de soluções que impactem positivamente os resultados, promovendo a inovação de maneira sustentável. Já capacitou mais de 10 mil pessoas nos últimos oito anos. Palestrante TEDx. É coautora dos livros “Business Model You” e “Ferramentas Visuais para Estrategistas”. Autora do site www.mariaaugusta.com.br.

The Importance Of Digital And Cultural Transformation In Business

culturual-transformation-at-work

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Cultural transformation can be understood as the act, the effect or the way of cultivating something, but also as the complex pattern of behaviours of the institutions, the artistic manifestations, the beliefs, among others, that are collectively transmitted and that are typical of society. In companies, it’s not much different: Because organisations also function as a social system, every company has a culture.

The premise is so true that by searching Google for “companies with a strong organisational culture,” you will not only know who made the cultural transformation but also look at some examples that worked: WestPac Group, PwC Australia and Amazon are widespread cases across the network.

These companies realised that organisational culture is one of the most important assets and only exists through the experience of their employees. Thus, an organisation with a strong culture is more likely to hire, engage and retain talent, and act as a driver for business growth.

However, investing in a motivational quotes board and creating a fun environment is not enough. There is a lot of work between leisure and developing a company where employees feel part of the business. 

Mindset change is key to promoting cultural transformation

There is no shortcut to cultural transformation, but the good news is that it’s significantly easier with the buy-in of top-level management. 

Digital businesses that were born with flat hierarchies and with the purpose of fostering a collaborative and creative environment are easier to promote change. However, if the organisation is part of a more traditional marketplace that is planning to go through a cultural transformation inspired by exponentially growing startups, it is necessary to assess whether the leaders are prepared to leave the current structure.

Some points to analyse:

  • Is the company flexible enough to embrace change?
  • Is management prepared to take risks?
  • Is cultural transformation already on the company’s agenda?
  • For those who want to invest in a cultural transformation to begin the process of digital change, is this realistic for the entire organisation or just a few departments?

Questions such as these are pertinent because more traditional and established companies have grown to focus on cost control and operational efficiency through a culture based on trust and excellence in delivering products or services. For this workflow to work, processes were stable, consistent and predictable. However, those who are threatened by digital disruption already understand that there is no digital transformation without innovation and that it is essential to move the culture.

Digitalisation goes against traditional ways of working

Innovation, cultural and digital change involves transformations of mindset and breaking paradigms. It is also about taking some risks that would put any manager who operates with the security of “this has always worked” on alert. There are even those who invest in a new initiative, but when the sensation of newness passes and the activities enter the company process, it is not uncommon for the behaviours of the old culture to arise—after all, it always worked that way!

This is why companies that are in the advanced digitalisation stage have bolder organisational cultures. Here, employees take more risks with less bureaucracy, are willing to collaborate with each other and deliver the best product and/or service in the shortest possible time. All without losing sight of customer or user satisfaction.

But can something that is heavily rooted in the heart of the company change? The first step is to invest in communication. Leadership responsible for orchestrating cultural change needs to be transparent in explaining the current stage, talking about digital transformation, and highlighting the disadvantages of remaining in the comfort zone. 

The second step is to present a purpose. Including this purpose in the company’s value proposition and connecting it with employees is a strategic way to not only foster the organisation’s culture but also use it as a competitive differentiator. Recent research has shown that Australians prefer to buy from brands that defend purposes aligned with their personal values. Thus, communicating positioning beyond the organisation’s walls positively influences the buyer’s decision.

The importance of digital transformation

Of course, digital transformation goes through several other steps: rethinking the business model, adopting new technologies, adding differentials in products and/or services, among others. However, all these steps are only possible after cultural transformation and investment in team development. 

Below are some tips for promoting change in the mindset of the organisation:

  • Put customer needs first within the business.
  • Invest in employee training.
  • Create a data-based culture.
  • Foster a collaborative environment where information is freely shared.
  • Ensure that this information is available.
  • Develop a high-performance, action-oriented and agile team.
  • Foster a learning culture in which, in addition to training, it is important for team members to learn from each other.
  • Align and realign expectations as needed. This nurtures confidence!
  • Remember to ensure that communication is clear, simple and transparent.

It is emphasised once again that promoting a cultural transformation is not so simple. However, it is easier to change collective behaviour than an individual one. This is precisely why communication is the first step in this endeavour. Consider creating biweekly or monthly team meetings to align expectations, present data, and share a purpose.

A strong sense of purpose, when shared, can reduce obstacles and inspire new behaviours. Is your company ready for cultural change? Leave your opinion in the comments!

 


Maria Augusta OrofinoMaria Augusta Orofino is a speaker and facilitator of business workshops. She shares knowledge and co-creates solutions with businesses to positively impact the results of digital and cultural transformation. Maria has already trained more than 10,000 people in the last eight years. TEDx Speaker. Co-author of the books “Business Model You” and “Visual Tools for Strategists”.

Editor of the site www.mariaaugusta.com.br.