4 dicas de contabilidade para pequenas empresas

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O dinheiro é a força vital do seu negócio. Por isso, listamos quatro dicas de contabilidade essenciais para manter as contas da sua pequena empresa em dia.

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Seja administrando uma loja tradicional ou um serviço de aluguel de drones, em geral as pessoas começam seu pequeno negócio porque gostam de um nicho ou veem nele uma oportunidade, não porque pensam nas maravilhas de ficar até tarde analisando números e preenchendo livros contábeis.

Mas a dura realidade é que, a não ser que tenha recursos suficientes para contratar um contador para sua pequena empresa, você precisa saber pelo menos os fundamentos da contabilidade e como usar as ferramentas de contabilidade básicas para cumprir com suas obrigações tributárias.

Mas não se preocupe, o Capterra tem tudo o que você precisa. Siga este guia e você será capaz de ficar por dentro da contabilidade da sua pequena empresa, seja qual for o seu nicho.

4 dicas de contabilidade básicas para gestores de pequenas empresas

Não é necessário ter um mestrado para manter seus livros contábeis em ordem. Pode levar algum tempo, mas, usando as ferramentas certas e prestando atenção nos detalhes, isso é possível.

Com estes quatro passos, você poderá fazer sua contabilidade com rapidez e sem erros, saberá sempre onde está o seu dinheiro e estará pronto para fazer a declaração com confiança na hora de pagar os impostos.

Invista num software de contabilidade

Antes de depositar o primeiro cheque ou registrar sua primeira despesa, busque um software de contabilidade. Se o problema é dinheiro, existem opções gratuitas.

Ter um sistema de contabilidade lhe poupará incontáveis horas de trabalho, que podem ser investidas no crescimento do seu negócio.

Softwares de contabilidade podem rastrear faturas, pagar contas e fazer a conciliação bancária, entre outras coisas. Se você já fez alguma –ou todas– essas atividades manualmente, sabe quanto tempo pode gastar.

Além de economizar tempo, os sistemas de contabilidade também são vitais para manter os números precisos e em um só lugar. Dessa forma, fica muito mais fácil fazer suas declarações de imposto de maneira fácil e correta a cada ano.

Não sabe por onde começar a analisar as inúmeras opções de sistemas de contabilidade que existem?

Confira nosso guia de compra de sistemas de contabilidade

Mantenha separadas suas despesas comerciais e pessoais

Depois de instalar e configurar seu software de contabilidade, certifique-se de incluir no sistema apenas informações relevantes, separando um cartão de crédito/débito exclusivo para a empresa e usando-o estritamente para despesas comerciais.

Entre contadores profissionais, há um consenso em afirmar que deixar de separar os gastos pessoais dos comerciais é um dos maiores e mais comuns erros cometidos por donos de pequenas empresas.

Por que esse erro sai tão caro? 

Na melhor das hipóteses, você gastará horas quando for declarar o imposto analisando páginas e mais páginas de transações bancárias para tentar lembrar quais despesas foram relacionadas a negócios e quais foram pessoais. Na pior das hipóteses, pode acabar cometendo erros ao declarar uma despesa pessoal como de negócios e recebendo um aviso da Receita Federal.

Por outro lado, você pode perder deduções no imposto ou créditos fiscais por essa falta de organização.

A verdade é que não há desculpa para cometer tais erros. Solicite um cartão empresarial, use-o para as despesas relacionadas à empresa e mantenha-o sempre separado de seus cartões pessoais.

Equilibre a contabilidade ao fim de cada mês

Com seu sistema de contabilidade instalado e sendo alimentado pelas transações comerciais, você está pronto para verificar se há perda de dinheiro na sua empresa. Softwares de contabilidade facilitam a conciliação de contas.

O balanço contábil, que mostra essencialmente todos os ativos e passivos da sua empresa, é a fonte final da verdade que mostra todas as finanças do seu negócio.

Para isso, é preciso se certificar de que toda a sua receita está refletida dentro do seu sistema de contabilidade (se sua empresa for muito pequena, você pode fazer isso manualmente, mas é mais fácil usar o sistema de faturamento que vem como padrão em todos os softwares de contabilidade), juntamente com todas as suas despesas (conectar a conta bancária e integrar sua folha de pagamento ao sistema torna isso mais fácil).

Veja um guia rápido do Conta Azul sobre como conciliar contas:

Conciliação bancária no Conta Azul, que possui versão grátis para contadores (Fonte)

Seu sistema de contabilidade também deve lembrá-lo de fazer isso todos os meses. Assim, você pode se concentrar em administrar seus negócios e ganhar mais dinheiro com as informações mostradas pelo sistema.

Acompanhe seus relatórios essenciais

A boa notícia é que, se você chegou até aqui, esta é a parte mais fácil. 

Depois de instalar e configurar seu sistema de contabilidade, manter as despesas comerciais separadas das pessoais e certificar-se de que as contas estão equilibradas no final de cada mês, seu sistema está pronto para produzir relatórios de contabilidade que permitirão que você saiba como está a saúde do seu negócio.

Abaixo listamos os três relatórios essenciais e o que você pode aprender com cada um deles:

  • Folha de balanço: como visto anteriormente, este relatório mostra tudo o que sua empresa possui e tudo o que ela deve.
  • Declaração de rendimentos: também conhecido como demonstração de lucros e perdas, este relatório mostra todos os ativos que entraram (receitas) e que saem (despesas) da sua empresa durante um período (um mês, um trimestre ou ano).
  • Demonstração de fluxos de caixa: semelhante à declaração de rendimentos, a demonstração de fluxos de caixa mostra o dinheiro que entra e o que sai da sua empresa ao longo de um período de tempo. A diferença é que neste relatório inclui-se apenas dinheiro, enquanto a declaração de rendimentos inclui outros itens, como valor imobiliário e depreciação de equipamentos.
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Exemplo com uma estrutura básica de uma folha de balanço patrimonial (Fonte)

Use esses três relatórios para acompanhar a saúde financeira da sua empresa e, assim, tomar melhores decisões sobre quando controlar os gastos e quando investir em crescimento.

Fique por dentro da contabilidade da sua pequena empresa

Vale lembrar que à medida que sua empresa cresce, a contabilidade fica mais complicada, e você eventualmente precisará de ajuda.

Para mais dicas de contabilidade para pequenas empresas, siga o blog do Capterra. Para começar, confira os seguintes artigos:

Busca softwares de contabilidade? Confira nosso catálogo!

Aviso legal

Apesar deste documento ser destinado a informar nossos clientes sobre o impacto da tecnologia em seus negócios, ele não tem a intenção de fornecer aconselhamento jurídico ou endossar um curso de ação específico.

Os programas selecionados neste artigo são exemplos para mostrar um recurso em contexto, não se tratando de endossos ou recomendações. Eles foram obtidos de fontes consideradas confiáveis no momento da publicação.

O que é VDI? Conheça os softwares de virtualização de desktops

o que é vdi

Tornar o trabalho remoto mais eficiente para seus funcionários requer transformação tecnológica. Os softwares de virtualização de desktops podem ajudá-lo nesse processo. Saiba como.

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O trabalho remoto, que cresceu durante a pandemia do coronavírus, traz diversas preocupações, como aquelas relacionadas à produtividade dos funcionários e à escolha das ferramentas certas para realizar as tarefas. Mas acima de tudo está a segurança, especialmente se os funcionários usam dispositivos pessoais para trabalhar.

Estudo recente do Capterra com 481 profissionais que trabalham em micro, pequenas e médias empresas (de até 250 funcionários) de diferentes setores de todo o país sobre a transformação digital nas organizações e as prioridades de segurança de TI no ambiente atual mostrou que as ameaças à segurança são um problema real.

Porém, com as ferramentas e tecnologias certas, as empresas podem mitigar tais preocupações sem comprometer a produtividade e a eficiência dos trabalhadores. 

Uma delas é a chamada infraestrutura de desktop virtual (VDI na sigla em inglês). Não sabe o que é VDI? Neste artigo explicamos o que é VDI, como combiná-la com outras ferramentas de TI e como ela pode ajudar o seu negócio.

O que é VDI?

Os softwares de virtualização de desktops são uma combinação de diferentes tecnologias que permitem aos usuários hospedar ambientes de desktop –como sistemas operacionais, programas, ícones, etc.– em um servidor remoto gerenciado de modo centralizado. Esses ambientes de desktop virtuais podem ser acessados pelos usuários a qualquer hora e de qualquer lugar.

Uma maneira de imaginar esse ambiente virtual é pensando em um megacomputador armazenado em um local em que você não pode realmente vê-lo. Esse computador tem uma área de trabalho com um sistema operacional –por exemplo, Windows ou Mac–, dados do seu negócio e programas para gerenciamento de arquivos, softwares de comunicação, sistemas de contabilidade, etc. 

O software VDI clona essa área de trabalho e permite que os usuários a vejam em seus dispositivos pessoais quando se conectam ao megacomputador por acesso remoto.

Existem dois tipos de software VDI:

  • VDI persistente: permite que os usuários entrem individualmente em um mesmo desktop virtual personalizável sempre que se conectarem. Essa opção exige maiores espaços de armazenamento e memória, uma vez que cada arquivo é salvo separadamente para usuários únicos. O desktop persistente é mais caro do que o não persistente. Além disso, é mais recomendado para usuários que precisam de continuidade para seus projetos, como designers de produto, designers gráficos e engenheiros.
  • VDI não persistente: atribui aos usuários uma área de trabalho selecionada aleatoriamente de um grupo de áreas de trabalho cada vez que eles se conectam. Como as alterações que os usuários individuais fazem em seus desktops não são salvas, este tipo de software VDI é mais adequado para trabalhadores que não precisam exatamente do mesmo ambiente todos os dias, exigindo apenas acesso aos dados e aplicativos da empresa, como os agentes de call center, por exemplo.
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Inclusão de funcionalidades de usuários no Cloudalize Software (Fonte)

Por que usar um software VDI?

Entre as vantagens de um software VDI, podemos destacar:

Economia de dinheiro em dispositivos e manutenção: você pode investir em menos máquinas e comprar versões limitadas de programas, tudo isso sem deixar de fornecer todas as ferramentas necessárias para que seus funcionários trabalhem adequadamente.

Flexibilidade de dispositivos: com um software VDI, você pode investir em um sistema avançado para seu data center e instalar nele todos os programas de que seus funcionários precisam. Seus funcionários podem usar seus próprios dispositivos para acessar com segurança os desktops virtuais e as funcionalidades dos programas que precisam para realizar suas tarefas, independentemente de onde estejam.

Redução de tempo e esforço de TI: com um software VDI, sua equipe de TI só precisa instalar, corrigir e atualizar programas no data center. Como todos os desktops virtuais replicam o desktop central, em casos de erros ou perda de dados, sua equipe de TI não precisa pesquisar e corrigir arquivos e aplicativos em sistemas individuais.

Segurança do espaço de trabalho: se um funcionário perde seu laptop corporativo contendo dados confidenciais, isso pode significar enormes prejuízos financeiros e de segurança para sua empresa. Os softwares VDI ajudam a minimizar esses riscos de segurança, mantendo os programas e as informações confidenciais protegidos na nuvem e longe do acesso não autorizado por meio de dispositivos pessoais.

4 fatores a ter em mente ao escolher um software VDI

Encontrar a tecnologia certa pode ser estressante, já que se trata de um investimento de longo prazo. Para ajudá-lo, listamos quatro fatores que você deve ter em mente quando for escolher um software VDI para a sua empresa:

1. Saiba o que seus usuários finais precisam: certifique-se do tipo de VDI que você deseja implantar. Por exemplo, funcionários de call center podem trabalhar em desktops virtuais alocados aleatoriamente por meio de um VDI não persistente, enquanto designers gráficos e engenheiros de produto precisam acessar o mesmo desktop todos os dias, ou seja, precisam de um VDI persistente.

2. Avalie a facilidade de uso e a simplicidade do sistema: escolha um software VDI amigável aos gerentes de TI. A equipe de TI precisa ter uma visibilidade completa da tecnologia usada e ser capaz de agilizar as operações sem se cansar em procedimentos complexos sempre que for necessário fazer um upgrade ou atualização.

3. Atente para a segurança: o software escolhido deve oferecer opções de segurança avançadas, como criptografia dinâmica e autenticação multifator. Se você já usa ou planeja usar um software antivírus e um programa de VPN, verifique a compatibilidade deles antes de escolher o software VDI.

4. Execute um teste de provisionamento apropriado: os provedores de software VDI oferecem ferramentas de teste que ajudam a executar uma implantação piloto antes da compra e implementação. Isso garante que você entenda os recursos exigidos por cada desktop virtual e se sua infraestrutura de TI pode lidar com eles. Caso contrário, você pode fazer ajustes antes da implantação real para que os usuários finais tenham acesso ao que realmente precisam.

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Metodologia e aviso legal

Para reunir os dados do estudo presente neste artigo, o Capterra realizou um levantamento online entre os dias 3 e 4 de abril em que ouviu 481 profissionais que trabalham em micro, pequenas e médias empresas (até 250 funcionários) de diferentes setores de todo o país. Os resultados são representativos da pesquisa, mas não necessariamente da população como um todo.

Apesar deste documento ser destinado a informar nossos clientes sobre o impacto da tecnologia em seus negócios, ele não tem a intenção de fornecer aconselhamento jurídico ou endossar um curso de ação específico.

Os programas selecionados neste artigo são exemplos para mostrar um recurso em contexto, não se tratando de endossos ou recomendações. Eles foram obtidos de fontes consideradas confiáveis no momento da publicação.

LGPD e GDPR: a importância de preparar seu negócio para a era da privacidade

lgpd e gdpr

Conhece as novas leis de proteção de dados? Confira com duas das principais, LGPD e GDPR, infuenciam o seu negócio e como se adaptar, inclusive com a adoção de sistemas de gestão de dados .

lgpd e gdpr

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) pode até ser uma novidade em terras brasileiras. Entretanto, na União Europeia, uma versão semelhante da legislação já vem sendo aplicada nos países do bloco. Trata-se da General Data Protection Regulation (GDPR), a LGPD da Europa, que inspirou a norma brasileira. 

A GDPR foi implementada em 2018 e substituiu a Diretiva de Proteção de Dados, de 1995, que foi criada em uma época em que big data e redes sociais não faziam parte do nosso vocabulário. Portanto, antes da GDPR, a legislação existente não abarcava as particularidades da economia digital moderna. 

O objetivo da GDPR foi dar aos cidadãos europeus mais controle sobre o uso de seus dados, reforçando o princípio de que essas informações pertencem às pessoas, não ao Estado nem às empresas. 

Em muitos aspectos, LGPD e GDPR coincidem: ambas definem, cada uma à sua maneira, diretrizes sobre a coleta e a privacidade de dados. 

No entanto, como a GDPR veio ao mundo antes, observa-se que a Europa está um passo à frente na consolidação da lei. No Velho Continente, por exemplo, a lei já fez algumas vítimas: é o caso da penalização de mais de 50 milhões de euros imposta ao Google pelo governo da França por descumprimento da norma.  Ainda que timidamente, a justiça brasileira também já começou a se basear na LGPD para multar empresas que compartilham os dados de clientes sem o seu consentimento.

Neste texto, o Capterra avalia as duas leis, especialmente com intuito de analisar o que poderemos esperar da LGPD nos próximos anos por aqui.  

LGPD e GDPR: semelhanças e diferenças entre cada legislação 

As duas legislações entram em consenso na definição do que são dados pessoais –ou seja, informações que podem identificar, direta ou indiretamente, uma pessoa– e são baseadas em uma lista de direitos fundamentais. 

Outro ponto de semelhança é a extraterritorialidade. LGPD e GDPR se aplicam a todas empresas que oferecem serviços aos proprietários de dados dentro de seus territórios, independentemente de onde elas estão sediadas. 

Mas, com exceção desses pontos, cada uma segue um caminho diferente. Às vezes, inclusive, uma é mais rigorosa que a outra. 

Um desses cenários está relacionado à função do DPO (sigla para Data Protection Officer), o profissional responsável pela proteção de dados dentro das empresas. 

Na Europa, a figura do DPO é necessária em casos específicos, como em organizações que processam dados em larga escala, por exemplo. 

Já no Brasil, a LGPD supõe que qualquer empresa, independentemente do seu tamanho ou volume de dados tramitado, deve nomear um DPO —há expectativa de exceções determinadas pela recém criada Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), órgão responsável pela regulamentação e fiscalização da aplicação da LGPD. 

No quesito vazamento de dados, o texto brasileiro determina que a comunicação às autoridades deve acontecer dentro de um “prazo razoável”. É esperado que a ANPD regule qual será o período ideal. Na Europa, a GDPR especifica um prazo de 72 horas para que a organização comunique às autoridades de proteção sobre o vazamento de dados. 

Uma das maiores diferenças está em relação à penalização. A GDPR faz doer mais o bolso das empresas. No caso de violações da lei, a multa europeia pode chegar até 20 milhões (cerca de R$ 120 milhões) ou 4% da receita anual, o que for maior. 

Em território brasileiro, o descumprimento da lei acarreta uma multa de 2% do faturamento da empresa, com limite de R$ 50 milhões.   

Por fim, mais uma diferença está na resposta à solicitação de dados por parte dos proprietários. Na GDPR, as empresas têm 30 dias para responder ao pedido, enquanto a LGPD define 15 dias, sendo que os custos de solicitação são obrigatoriamente gratuitos –no caso da GDPR, há a possibilidade de cobrança de uma taxa para certos casos.

lgpd na europa diferenças GDPR

Na comparação entre a LGPD e a GDPR, sempre sucinta uma curiosidade: como os Estados Unidos tratam o tema? 

Por lá, não há nenhuma lei federal sobre o assunto –embora a Federal Trade Commission (FTC), que protege os consumidores, se encarregue quando necessário–, apenas legislações no âmbito estadual. 

Quatro estados já definiram algumas diretrizes para a proteção de dados: Maine, Nevada, Vermont e Califórnia. 

Este último, inclusive, é o que possui a legislação mais influente, a CCPA (sigla de California Consumer Privacy Act). Baseada na GDPR, entre alguns requisitos, ela se aplica a empresas que processam informações pessoais de mais de 50 mil consumidores californianos (conteúdo em inglês).  

Do ponto de vista do consumidor: como brasileiros e europeus encaram suas legislações de dados 

Um mês após a implementação da LGPD, o desconhecimento sobre o tema ainda era alto. Realizada em outubro de 2020, uma pesquisa do Capterra com consumidores de todas as regiões do Brasil apontou que 42% dos entrevistados não sabiam o que era a LGPD, enquanto 19% não tinham certeza. 

Apesar de muitos brasileiros ainda não estarem a par da legislação, um dado mostra otimismo e unanimidade. Para 96% dos entrevistados, é importante a aprovação de uma lei de proteção de dados no país. 

Quando se analisa o contexto europeu, o fato de a GDPR ser mais antiga parece refletir-se no conhecimento dos cidadãos sobre ela. 

Segundo a pesquisa Your rights matter: Data protection and privacy (conteúdo em inglês), feita pela Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia (FRA na sigla em inglês) em 27 países, 69% das pessoas entrevistadas declararam já ter ouvido falar da GDPR; por outro lado, 31% disseram desconhecer a lei. 

Para se aprofundar um pouco mais, o mesmo estudo buscou entender se os cidadãos estariam dispostos a compartilhar informações básicas, como endereço, nacionalidade e data de nascimento, para usar um serviço oferecido por uma empresa privada ou por um órgão público. 

Mais da metade dos entrevistados compartilharia endereço (63%), data de nascimento (62%) e nacionalidade (58%) com setores públicos. 

No entanto, observa-se uma grande redução para o caso de companhias privadas. Somente pouco mais de um terço dos entrevistados estão dispostos a fornecer dados como data de nascimento (38%), nacionalidade (37%) e endereço (36%) a agentes privados. 

Um dos motivos para que para as pessoas não se sintam confortáveis ao ceder dados a empresas pode estar relacionado à falta de conhecimento sobre o tratamento de dados e os seus direitos em relação ao acesso às informações. 

A preparação do negócio para a LGPD

Antes de tudo, é importante esclarecer que quando um negócio não está em sintonia com a legislação e a considera como um tema menor, corre os seguintes riscos: 

  • Penalizações por descumprimento
  • Perdas financeiras decorrente do vazamento de dados
  • Diminuição da confiança interna e externa
  • Perda de produtividade
  • Ameaça de ferir a reputação da marca

Fato é que, conforme os consumidores ficam mais cientes da LGPD, mais críticos e exigentes estarão sobre o tema. 

Por isso, as empresas devem ter urgência em criar procedimentos para o tratamento de dados —softwares de administração de dados e sistemas de gestão de dados podem ajudar nesta tarefa. 

Treinamentos de conscientização sobre o tema, especialmente envolvendo profissionais que trabalham diretamente com o tratamento de dados, são outras medidas para minimizar riscos. 

E, claro, é mandatório se comunicar sempre com os consumidores para esclarecer a qual tratamento suas informações estão expostas.

lgpd na europa informações

A proteção de dados nas empresas segundo brasileiros e europeus 

LGPD e GDPR não tratam apenas da relação entre empresa e consumidores, mas também de empresas e funcionários. Qual o departamento mais influenciado por esta dinâmica? O  de recursos humanos. 

Isso porque o RH lida com dados pessoais em todos os seus processos: pré-contratual, contratual e pós-contratual (o desligamento). 

O Capterra investigou, no Brasil, qual o panorama da LGPD por meio da pesquisa sobre a entrada em vigor da LGPD com trabalhadores de PMEs e ficou evidente que os funcionários do país ainda não estão muito exigentes sobre o tema. 

Quando questionados se já pediram informações nas suas empresas sobre a tramitação de seus dados, 15% disseram já terem feito solicitações antes da vigência da LGPD; após a entrada em vigor, apenas 9% afirmam ter feito este tipo de solicitação. 

Esta pesquisa foi replicada em outros mercados do Capterra, na Europa, para entender a percepção dos cidadãos europeus. 

Na França, 30% dos entrevistados disseram que já entraram em contato com a empresa em que trabalham para pedir informações sobre o uso de seus dados pessoais após a implantação da GDPR. 

Número igual ao da Holanda, onde também 30% dos entrevistados já fizeram este tipo de pedido e mais baixo na Itália e na Espanha, onde apenas 23% declararam terem pedido informações. 

Ao que parece, a questão não está avançada nem com a LGPD do Brasil nem com a LGPD na Europa. Afinal, há especialistas que são muito categóricos em dizer que a GDPR –o que tamém se aplica à LGPD– é um projeto de longo prazo. 

Entretanto, um dado chama a atenção. Em quase todos os países analisados, os funcionários confiam no armazenamento e na manipulação de dados realizados por suas empresas. 

A Holanda é o país em que os empregados têm a melhor percepção. Para 86% dos entrevistados, suas empresas armazenam e manipulam os dados corretamente. Na Itália, a percepção é parecida: 85% creem que suas empresas lidam de maneira correta com suas informações. No Brasil, a taxa se iguala a desses países europeus: 82% dos entrevistados pelo Capterra acreditam que as companhias em que trabalham tramitam os dados de forma segura. Os espanhóis são os mais desconfiados: 80% afirmam confiar em suas empresas. 

O único país que foge da linha é a França, onde a questão está bastante polarizada. Metade dos franceses afirmam que, sim, a empresa administra bem a questão, enquanto a outra parte afirma que não.

LGPD no RH: preocupação também deve existir 

Na mesma pesquisa citada acima, 60% dos trabalhadores brasileiros  disseram que a área de recursos humanos é a que mais os mantêm informados sobre o uso de seus dados. 

A tendência é que este setor seja cada vez mais cobrado para esclarecer as dúvidas sobre o tema. Para estar em linha com a legislação, o mais importante é que se analise quais dados a empresa coleta, gera, compartilha e armazena. 

A partir disso, é importante desenhar processos para ter controle de todo esse fluxo –mais uma vez, capacite os profissionais de recursos humanos sobre o tratamento de dados para que todos zelem pela segurança de informação.

Diferentemente da GDPR, que traz um artigo específico sobre o processamento de dados no âmbito laboral, a LGPD não trata especificamente do tema, mas diversos juristas e especialistas afirmam que isso não exclui as relações de trabalho do seu âmbito de aplicação.

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Não se adaptou? Está mais do que na hora 

A LGPD é recém-chegada no Brasil, portanto ainda falta muito tempo para a lei se consolidar. No entanto, isso não significa que sua empresa deva deixar toda adequação para depois. 

A tendência é que aumente a preocupação de funcionários e de consumidores sobre o tratamento de seus dados. 

No âmbito externo, é importante manter uma boa administração para evitar manchar a reputação da marca e produzir perdas financeiras. 

No âmbito interno, é importante manter uma boa gestão de dados para não criar desconfiança entre a equipe e manter a empresa longe de eventuais processos trabalhistas. 

Quanto antes sua empresa estiver adaptada, menor será a preocupação em curto e longo prazo.

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Metodologia 

Para os estudos citados neste artigo, o Capterra realizou um levantamento online entre os dias 2 e 15 de outubro em que ouviu 515 trabalhadores de empresas com entre 1 e 250 funcionários de todas as regiões do país e de diferentes setores de atuação. Os entrevistados não podiam estar envolvidos na gestão de dados pessoais dos trabalhadores das suas empresas. 

Para a parte referente aos consumidores, foram 531 entrevistados com entre 18 e 65 anos, de diferentes faixas de renda (até 1 salário mínimo, de 1 a 3, de 3 a 7, de 7 a 15, de 15 a 20 e mais de 20) e de todas as regiões do país. Os entrevistados eram trabalhadores em tempo integral ou parcial, freelancers/autônomos, estudantes em tempo integral, aposentados ou pessoas que perderam o emprego durante a crise. 

Para os estudos dos países europeus foram ouvidos os seguintes números de entrevistados: 1048 (Espanha), 1108 (França), 1002 (Holanda), 1085 (Itália). 

Os resultados são representativos das pesquisas, mas não necessariamente das populações como um todo. 


Nota: Este documento, embora tenha a intenção de informar nossos clientes sobre os atuais desafios de privacidade e segurança de dados experimentados pelas empresas de TI no mercado global, não se destina, de forma alguma, a fornecer aconselhamento jurídico ou endossar um plano de ação específico. Para obter conselhos sobre sua situação específica, consulte seu consultor jurídico.

Como fazer um evento online de sucesso

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Com a pandemia do coronavírus, os eventos virtuais ganharam espaço. Confira um guia completo para saber como fazer um evento online de sucesso e veja quais softwares podem ajudá-lo.

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Planejar e hospedar um evento ao vivo já é estressante o suficiente, mas quando se trata de eventos online, outros fatores tornam o trabalho ainda mais complicado. Por exemplo, você pode não saber quais ferramentas usar ou como manter a atenção dos participantes.

Este artigo irá mostrar tudo o que você precisa saber sobre eventos online, incluindo:

  • Vantagens de um evento online
  • Tipos de eventos online
  • As plataformas de eventos online que você precisa
  • A duração ideal de um evento online
  • Como divulgar seu evento online
  • Como tornar seu evento online divertido e atrativo para os participantes.

Leia a seguir um guia completo para planejar seu próximo evento online e ter certeza de que ele será um verdadeiro sucesso.

Quais as vantagens de um evento online?

Uma das maiores vantagens de realizar um evento online –ou virtual– é que você não precisa reservar um espaço físico, o que significa economia de tempo e dinheiro, já que não é necessário gastar com mesas, cadeiras e pesados equipamentos de apresentação. Com a pandemia do coronavírus, muitos empresários tiveram de correr para se adequar à nova realidade de restrições a encontros presenciais e evitar perder receita.

Outro benefício de um evento virtual é que você tem acesso a dados adicionais e pode fazer um melhor seguimento do público dentro de uma plataforma de eventos online. Fica inclusive mais fácil planejar eventos subsequentes a partir das análises sobre o engajamento dos participantes, como, por exemplo, quanto tempo eles ficaram conectados ou qual sessão teve mais participação do público.

Outra vantagem está na possibilidade de estender seu alcance a novos locais e compartilhar o evento com um público maior. Esse público estendido, por exemplo, pode incluir pessoas que não puderam comparecer ao evento ao vivo, em tempo real, mas que gostariam de assistir ao seu conteúdo em outro momento.

Como uma plataforma de eventos online pode ajudar

A maioria das plataformas de eventos online permitem que você grave facilmente uma reunião virtual e, assim, ofereça o conteúdo de forma gratuita para os participantes ou como um conteúdo pago para aqueles que não se inscreveram no evento.

Tipos de evento online: escolha o mais adequado

Assim como os eventos presenciais, os virtuais variam em função do tipo, da duração e da finalidade. Confira abaixo alguns dos principais tipos de eventos online:

  • Conferência online: trata-se de um evento em que pode haver vários palestrantes ao longo de alguns dias. Normalmente, a programação tem apresentações mais longas, uma ou duas vezes por dia, e sessões mais curtas intercaladas. Essas sessões funcionam bem com o recurso de webinar das plataformas de eventos online.
  • Feira online: inclui apresentadores e palestrantes no estilo de webinar, mas também estandes de expositores. As feiras geralmente são voltadas para um setor específico. Com plataformas de eventos online, é possível configurar estandes virtuais e incluir vídeos ou aplicativos interativos para os participantes explorarem.
  • Festival online: com a pandemia, muitos festivais estão promovendo eventos online em 2020, transmitindo palestras ou shows musicais ao vivo. Os festivais vão desde feiras de livros, como a Festa Literária Internacional de Paraty, a festivais de arte e cultura, como o Festival Cultural do Brasil, passando, claro, por festivais de música.
  • Evento de networking online: pode ser um evento independente ou parte de outro, como uma conferência online ou uma série de palestras. Os participantes conversam entre si informalmente por meio de videoconferência ou mensagem, geralmente antes ou depois de uma apresentação mais formal.
  • Palestras online: as palestras online variam de leituras de autores promovidas por livrarias a reuniões para desenvolvimento profissional. Geralmente, são feitas usando os recursos de transmissão ao vivo ou de videoconferência da plataforma de eventos online.
  • Reunião interna online: o que costumava ser uma reunião presencial para toda a empresa ou departamento, agora pode acontecer em um ambiente virtual. Apesar de serem online, seguem o modelo de debate, no qual todos têm a oportunidade de fazer perguntas e participar. Para esse casos, são usadas também muitas vezes softwares de videoconferência.

Como uma plataforma de eventos online pode ajudar

Cada ferramenta de eventos online apresenta um conjunto diferente de recursos e opções. Abaixo, mostramos como escolher a ferramenta que melhor se adapta às suas necessidades.

brazen como fazer um evento online
Feira virtual de emprego no Brazen, focada em eventos de trabalho (Fonte)

Escolha a ferramenta certa

A plataforma específica que você precisa depende do tipo de evento online que será realizado. Por exemplo, dependendo da logística do seu evento, você pode precisar de recursos de webinar, bate-papo em tempo real, uma recepção virtual ou recursos de streaming ao vivo. Caso você busque ferramentas específicas para cada uma dessas necessidades, pode conferir opções de ferramentas de webinar, softwares de chat ao vivo e soluções de streaming.  

É importante primeiro desenvolver um plano para o seu evento para, então, encontrar a plataforma com os recursos certos para executar o trabalho.

Como uma plataforma de eventos online pode ajudar

Em geral, as ferramentas de eventos online permitem que você transmita os eventos na internet e interaja com os participantes. Outro recurso importante é a capacidade de compartilhar informações com os participantes por meio de um webinar.

Algumas plataformas de eventos online ainda permitem que você crie ambientes virtuais completos com saguões e salas, estandes virtuais e avatares de participantes.

Confira o catálogo de plataformas de eventos online do Capterra para fazer comparações entre os softwares mais populares e explorar seus recursos. Você pode usar os filtros de recursos do site para restringir suas escolhas de acordo com as funcionalidades necessárias e também pode ler avaliações de usuários sobre cada plataforma.

vFairs como fazer um evento online
Saguão virtual de evento no vFairs, para eventos de todos os tamanhos (Fonte)

Fique atento na duração do evento

Você deve estar se perguntando qual a duração ideal de um evento online. Mais uma vez, isso dependerá do tipo de evento que você organiza. A duração dos eventos presenciais serve de base, mas lembre-se de que, em ambientes virtuais, pode ser mais difícil manter o público envolvido. Por isso, eventos online costumam ser mais curtos do que os da vida real.

Para ter uma referência, um evento virtual de maior visibilidade, como um festival ou uma conferência online, pode durar de um a quatro dias, dependendo do número de palestrantes e participantes, com a programação oficial ocupando diariamente todo o horário comercial. Um evento virtual mais limitado, para desenvolvimento profissional, por exemplo, pode durar de 45 minutos a uma hora. Você também pode deixar 15 minutos no final ou no início do horário agendado para os convidados fazerem networking.

Como uma plataforma de eventos online pode ajudar

Muitas plataformas de eventos online incluem recursos como chat em grupo ou enquetes em tempo real. Recursos como esses podem ajudar a tornar seu evento mais envolvente, especialmente se você disponibilizar minijogos ou oportunidades de networking para os participantes. Se você busca soluções específicas, pode conferir opções de ferramentas de pesquisa

Accelevents
Reuniões em tempo real no Accelevents, voltado para diferentes tipos eventos (Fonte)

Divulgue seu evento

Para fazer seu evento online se destacar dos demais, é preciso criatividade.

Confira algumas ideias para dar o pontapé no seu processo criativo:

  • Faça um convite divertido, com animações
  • Ofereça desconto aos assinantes da sua newsletter
  • Produza material promocional –camisetas, bolsas ou pôsteres– personalizado do evento (que também deve estar disponível para compra online no site do evento, é claro)
  • Doe uma porcentagem do valor das inscrições para uma ONG relacionada ao evento

Como uma plataforma de eventos online pode ajudar

Algumas plataformas de eventos online permitem personalizar o visual com a sua marca, para que sua estratégia de marketing ganhe destaque e esteja em linha com o branding do seu evento e torne a experiência mais consistente. Usando esse recurso, você pode criar páginas de inscrição personalizadas que tenham o mesmo estilo das páginas do evento em si.

SpotMe-Anywhere
Personalização de marca nas páginas de inscrição e registro do SpotMe Anywhere (Fonte)

Diversão também faz parte

Depois de fazer a divulgação do seu evento, é hora de colocá-lo em prática.

Os participantes querem aprender e fazer contatos, mas também querem se divertir. Mesmo que tudo seja virtual, você ainda pode tornar seus eventos divertidos usando uma plataforma de eventos online.

Como uma plataforma de eventos online pode ajudar

  • Muitas plataformas de eventos online permitem criar um lobby virtual para o seu evento. Convide fornecedores e palestrantes para montar estandes e deixe que seus convidados os explorem de forma interativa
  • Incentive o networking, compartilhando perguntas para quebrar o gelo, e motive os convidados a participarem das salas de bate-papo
  • Coloque uma banda para tocar virtualmente na transmissão ao vivo antes de iniciar a sessão de abertura ou a apresentação dos palestrantes
  • Ofereça brindes e peça ao apresentador para usar um gerador de nomes aleatórios para escolher os vencedores dos sorteios
  • Faça enquetes em tempo real para dar mais dinamismo às apresentações
EventTitans
Estande virtual no EventTitans, que possui versão de testes (Fonte)

Organize um evento virtual de sucesso e faça com que os participantes voltem

Embora possa ser intimidante tentar algo novo, seu evento online pode ter tanto sucesso como os seus eventos presenciais.

Tenha em mente que esse tipo de experiência virtual também pode ser nova para os participantes. Tente se destacar entre seus concorrentes, buscando maneiras criativas de manter seus convidados engajados.

Busca plataformas de eventos online? Confira nosso catálogo!

Observação: os aplicativos selecionados neste artigo são exemplos para mostrar um recurso no contexto apresentado. Não se tratam de endossos ou recomendações. Eles foram obtidos de fontes consideradas confiáveis no momento da publicação.

3 opções de sistemas de roteirização de entregas gratuitos

roteirização de entregas gratuito

roteirização de entregas gratuito

A otimização de rotas ajuda empresas de todo o mundo, incluindo o Brasil, a maximizar a entrega de seus pedidos. De acordo com pesquisa da Market Research Future, o mercado global de aplicativos de otimização de rota alcançará US$ 5 bilhões (cerca de R$ 27 bilhões) em 2023, com um crescimento anual de 11,4%. 

Os setores de crescimento mais rápido incluem os de bens de consumo embalados (CPG na sigla em inglês) e de varejo, com muitas empresas usando sistemas de roteirização de entrega gratuitos para otimizar suas operações.

Se você está procurando uma solução simples para diminuir custos, melhorar a eficiência das rotas e fornecer análises em tempo real, confira abaixo uma lista com  sistemas de roteirização gratuitos disponíveis hoje no Brasil. 

Por que usar um software de roteirização?

As pequenas empresas podem usar programas de roteirização para gerenciar horários e rotas de veículos, o que ajuda a melhorar os processos de distribuição e o desempenho dos motoristas. Os melhores softwares de roteirização gratuitos usam soluções poderosas de gerenciamento para minimizar o tempo de condução e o consumo de combustível e melhorar as entregas.

Esses softwares podem ser usados em combinação com outras soluções, como softwares de logística, ferramentas de gestão de entregasistemas de gerenciamento de frotas.

Abaixo, veja alguns dos principais benefícios que as empresas podem obter ao utilizar softwares de roteirização para otimizar suas entregas:

1. Maior capacidade de planejamento de rotas

Os softwares de roteirização permitem que as empresas tirem proveito das tecnologias de modelagem de cenário a fim de calcular diferentes variáveis para escolher a rota mais eficiente e rápida. Com eles, os motoristas recebem instruções passo a passo e aproveitam as atualizações dinâmicas da rota quando o caminho predeterminado já não é mais eficiente.

2. Economia de tempo

Em rotas com várias paradas, é vital planejar a que economiza mais tempo. Tempo é fundamental no atendimento ao cliente e na gestão do controle de qualidade. Entregas atrasadas podem ter impacto negativo em clientes, lucratividade e custos operacionais. 

Além disso, quando as encomendas são entregues fora do prazo, os acordos de nível de serviço (ANS) são quebrados e pode haver a necessidade de restituir clientes. Os melhores softwares de roteirização de entrega gratuitos garantem que todas as encomendas sejam entregues no prazo.

3. Maior visibilidade da logística

Com os sistemas de roteirização, as empresas podem aumentar a visibilidade dos seus ativos logísticos, como vans, caminhões e motoristas e ter uma melhor coordenação para melhor utilizar seus recursos, aumentando consideravelmente o número de entregas concluídas.

4. Integração com CRM

As integrações com softwares de gerenciamento de relacionamento com o cliente (CRM) permitem extrair, de forma automática, os endereços dos clientes para fornecer as rotas mais eficientes. 

Os softwares CRM eliminam erros na sincronização de dados, fornecendo informações atualizadas do banco de dados dos seus clientes. Os melhores softwares de roteirização de entrega gratuitos identificarão as rotas ideais com várias paradas, saindo dos centros de distribuição até os locais de entrega.

5. Melhor gestão da frota e dos motoristas

Plataformas baseadas na nuvem conectam motoristas, equipes de atendimento ao cliente e gerentes de operações com indicadores em tempo real para garantir que todos estejam a par de tudo. 

Os sistemas de roteirização ajudam a reduzir os custos de combustível, podem aumentar a produtividade e a lucratividade e oferecem ajudam na criação de relatórios de gerenciamento confiáveis para uma maior visibilidade de todo o processo.

3 sistemas de roteirização de entregas gratuitos 

Ao escolher o sistema de roteirização para o seu negócio, considere o nível de integração com seu banco de dados de clientes e seu software CRM. Leve em conta a conectividade e certifique-se de que o preço seja competitivo e que a equipe de suporte ao cliente atenda às suas necessidades.

Abaixo, listamos três dos principais sistemas de roteirização que possuem uma versão totalmente gratuita. Analisamos a classificação geral de cada um, a facilidade de uso, os principais recursos e as integrações com outras ferramentas .

A metodologia usada para a seleção dos sistemas está descrita ao final do texto.

1. Deliforce

deliforce roteirização de entregas gratuito
Janela de criação de nova tarefa no Deliforce, que inclui relatórios de desempenho (Fonte)

Classificação geral: 4,4/5

Praticidade: 4,6/5

Atendimento ao cliente: 4,8/5

O Deliforce oferece gerenciamento de coleta e entrega, com rastreamento em tempo real do entregador e pode ser usado tanto para entregas de produtos como de serviços.

Entre outras funcionalidades, o software inclui:

  • Gestão de expedição
  • Rastreamento de recursos, veículos e condutores
  • Agendamento
  • Roteamento
  • Relatórios de desempenho

Valor do upgrade: a versão gratuita do Deliforce inclui tarefas e expedições ilimitadas para um motorista. A versão “para conforme o uso” adiciona motoristas ilimitados e todas as funcionalidades por US$ 0,08 (cerca de R$ 0,43) por tarefa por mês.

2. Mapbox

mapbox roteirização de entregas
Telas de tráfego em tempo real no Mapbox, ideal para mapas customizados (Fonte)

Classificação geral: 4,6/5

Praticidade: 4,4/5

Atendimento ao cliente: 4,3/5

Voltado para quem deseja um produto à medida, o Mapbox é um sistema de roteirização que é base para outras plataformas de gerenciamento de rotas e entregas. Ele fornece mapas com tráfego em tempo real, navegação e pesquisa de endereços por meio de API e kit de desenvolvimento de software (SDK na sigla em inglês) próprios. 

Os mapas podem ser customizados e, posteriormente, acessados tanto em navegadores web como em aplicativos para celulares.

O Mapbox inclui, entre outras funcionalidades:

  • Customização de mapas
  • Modelos pré-definidos
  • Biblioteca de recursos
  • Método de colaboração
  • Busca de endereços por coordenadas

Valor do upgrade: o Mapbox é gratuito com todas as funcionalidades até determinados níveis de acesso, segundo o tipo de uso. Por exemplo, até 25 mil usuários ativos mensais para mapas SDK para celulares e até 50 mil carregamentos mensais de mapas na web. A partir desses limites, os valores são calculados segundo o volume.

3. RoadWarrior

roadwarrior entregas
Listas de motoristas e rotas ativas no RoadWarrior (Fonte)

Classificação geral: 4,4/5

Praticidade: 4,4/5

Atendimento ao cliente: 4,2/5

O RoadWarrior é um sistema de roteirização adequado para a otimização de rotas com várias paradas, que busca reduzir o tempo de entrega e o consumo de combustível.

Os despachantes podem usar o aplicativo na web para criar, otimizar e despachar rotas para os motoristas. Os motoristas têm a possibilidade de usar o aplicativo –disponível para iOS e Android— para receber e executar as tarefas.

O RoadWarrior inclui, entre outras funcionalidades:

  • Agendamento
  • Gestão de expedição
  • Roteamento
  • Localização do motorista em tempo real

Valor do upgrade: a versão gratuita do RoadWarrior inclui roteamento e um máximo de oito paradas por rota, limitadas a 50 paradas otimizadas por dia. A versão Pro custa US$ 10 (cerca de R$ 54) por mês e permite até 120 paradas por rota e um limite de 500 paradas otimizadas por dia, além de incluir sincronização e backup de dados.

Comece já

Empresas de qualquer porte podem aumentar a lucratividade, reduzir custos e agilizar suas operações logísticas e de entregas usando os melhores sistemas de roteirização gratuitos disponíveis no mercado.

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Metodologia:

O Capterra escolheu os softwares da lista acima com base nos seguintes critérios:

  • Uma classificação geral de pelo menos 4/5 estrelas
  • Pelo menos 10 avaliações de usuários
  • Uma versão totalmente gratuita (excluídas as soluções com versão de teste gratuita)
  • As ferramentas foram listadas em ordem alfabética

Clientes e empresas têm percepção diferente sobre avaliações online

avaliações online

Depois de revelar a importância dada pelos consumidores às avaliações na hora das compras, o Capterra mostra em nova pesquisa como as pequenas empresas que coletam e recebem avaliações online estão lidando com a questão e usando a tecnologia, como softwares de gestão de avaliações

avaliações online

Empresas satisfeitas com seu trabalho de gestão de avaliações online de usuários e consumidores esperando mais atenção aos seus comentários. 

Este é o cenário desenhado a partir da análise da segunda parte de uma nova pesquisa feita pelo Capterra sobre reviews de usuários na rede.

Depois de investigar o comportamento dos consumidores ao escrever sobre empresas, o Capterra ouviu 395 líderes e gerentes de pequenas e médias empresas (PMEs) que possuem avaliações na rede para saber quais são suas estratégias a respeito do tema (confira a metodologia completa no final do texto). 

Nove de cada dez entrevistados (94%) afirmam estar satisfeitos com a maneira como suas empresas gerenciam as avaliações.

Opinião diferente daquela dos consumidores que escrevem resenhas, já que 34% dizem que as empresas não levam em consideração o suficiente seus comentários, enquanto 3% afirmam que os negócios nem sequer os consideram.

negócios clientes gestão reviews

O desequilíbrio pode residir em uma diferença de percepção entre empresas e compradores sobre o que constitui uma atendimento satisfatório das reclamações ou comentários dos clientes.

Diferença que se nota igualmente ao analisarmos as respostas de consumidores e negócios com respeito à frequência de resposta aos comentários sobre produtos e serviços feitos na rede, como mostra o gráfico abaixo:

respostas reviews empresas consumidores

Enquanto somente 1% das PMEs consultadas afirmam nunca responder às avaliações online de clientes, 20% dos consumidores consultados pelo Capterra dizem que as empresas nunca respondem aos seus comentários. 

Vale ressaltar que, na pergunta feita aos consumidores, o Capterra não fez distinção entre o tamanho das empresas, enquanto o questionário para os negócios foi enviado somente a PMEs (com entre 1 e 250 funcionários). 

Outro dos motivos por trás do desequilíbrio pode estar em uma diferença entre o que as empresas enxergam como importante em uma resposta aos seus clientes e o que os consumidores esperam de retorno das empresas ao fazer uma avaliação. 

Metade dos clientes consultados (46%) consideram uma explicação do problema como o principal elemento de uma resposta a uma crítica negativa. Já entre os empresários, a explicação do problema é a preocupação número um para somente 14% dos entrevistados. 

Um grande número de clientes pode estar, portanto, desconsiderando as respostas que não satisfazem suas expectativas.

reviews negativas

Empresas veem coleta de avaliações como um bom investimento

Segundo o estudo, 94% das empresas afirmam coletar avaliações de forma ativa, seja pedindo diretamente aos clientes após um contato direto ou por outros meios.

Para 83% destas, a coleta, monitoramento e resposta aos comentários são vistos como um bom investimento. 

Os dados apontam que as empresas estão atentas aos ganhos colaterais gerados pelas reviews em vez de enxergá-las como uma forma de obter ganhos diretos, como aumento de vendas (veja gráfico abaixo).

ganhos reviews

Outro dado prova o interesse dos comerciantes em manter uma estratégia para a área: 73% das PMEs entrevistadas afirmam possuir uma pessoa ou uma equipe responsável pela gestão de avaliações em sua empresa. Isso significa uma maior agilidade na hora gerir e responder aos comentários.  

Abaixo selecionamos algumas dicas de como montar uma estratégia sólida de resposta aos comentários que sua empresa recebe na rede.

Como responder reviews efetivamente

  • Seja rápido: o mundo online exige velocidade. Demorar para responder um cliente pode representar a perda da sua confiança.
70% dos entrevistados que respondem as reviews recebidas afirmam fazê-lo em até um dia; destes, 27% o fazem assim que o comentário chega.
  • Personalize a mensagem: como vimos anteriormente, os clientes buscam uma explicação do problema. Portanto, evite ao máximo as respostas genéricas.
60% das empresas que respondem as reviews recebidas usam respostas personalizadas na maioria das vezes.
  • Adote uma política de resposta: com regras definidas, fica mais fácil responder com velocidade e, caso não haja uma equipe responsável pela tarefa, dividir o trabalho entre todos.
90% das empresas que respondem as reviews recebidas afirmam ter políticas de resposta, seja sobre prazo, forma das respostas ou sobre quem são os responsáveis.
negócios resposta reviews

Número de avaliações também importa

Vale destacar também que o número de avaliações que uma empresa possui para os seus produtos também é importante. 

Segundo a pesquisa anterior do Capterra, metade consumidores (49%) afirmam que um produto precisa ter de 6 a 20 avaliações para ser considerado confiável. 

De acordo com os dados levantados com os comerciantes, 25% afirmam que suas empresas se encontram nessa faixa. 

Vale notar, no entanto, que, enquanto 20% das empresas afirmam possuir 100 reviews ou mais, somente 4% dos consumidores consideram necessárias tantas reviews (veja quadro abaixo).

avaliações online necessárias empresas consumidores

Como mostram os dados, a maioria das empresas e dos consumidores coincidem sobre a importância de mais de cinco reviews para gerar confiança, mas excluem a necessidade de um número muito alto de avaliações.

Isso ressalta a importância, como vimos anteriormente, do gerenciamento das avaliações, com respostas rápidas e personalizadas e que vão direto ao ponto com respeito às dúvidas dos clientes. 

Como as empresas coletam e gerenciam reviews

Além da maneira como lidam com as avaliações que recebem, o Capterra investigou como as empresas as coletam e gerenciam. 

De acordo com o estudo, 75% usam softwares ou ferramentas externas para tal, sejam softwares de gestão de avaliações ou de reputação online (33%), ferramentas com recursos de coleta de avaliações, como CRM ou de helpdesk (23%), ou através das redes sociais, com a ajuda de plataformas de gestão ou de análise de redes sociais (44%).

Já entre os que afirmam não usar ferramentas externas, metade (55%) dizem usar seu próprio site ou sistema e 36% dizem monitorar manualmente, com Excel, por exemplo.

Use as reviews a seu favor

A grande maioria das empresas consultadas afirmam usar as avaliações que coletam ou recebem em suas estratégias de marketing e promoção:

  • 65% usam as avaliações para promover o negócio no seus sites
  • 50% compartilham as avaliações nas redes sociais
  • 26% incluem as avaliações em suas campanhas de e-mail marketing
  • 26% usam as avaliações nas propostas de vendas

Se o seu negócio ainda não adotou estratégia semelhante, é hora de pensar nos malefícios que não gerenciar bem as avaliações podem trazê-lo. 

Ignorá-las pode ser uma má ideia, já que a simples circulação de avaliações ruins sobre seu produto ou serviço na rede pode prejudicar a reputação da sua empresa e provocar a perda de clientes.    

O coronavírus acelerou as vendas no comércio online e, com mais clientes buscando produtos na internet, mais chances sua empresa tem de fazer suas ofertas brilharem com essa versão de boca a boca virtual que são as resenhas. 

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Metodologia:

Para reunir os dados presentes neste estudo, o Capterra realizou um levantamento online entre os dias 19 e 28 de outubro que ouviu 601 consumidores com mais de 18 anos e de todas as regiões do país (com 52% dos entrevistados do sexo feminino e 48% do sexo masculino) e 395 líderes e gerentes de pequenas e médias empresas (PMEs) que possuem avaliações na rede (63% ofereciam serviços e 37%, produtos). Os resultados são representativos da pesquisa, mas não necessariamente da população como um todo.

Jovens de 26 a 35 são os que mais leem reviews de produtos

reviews de produtos

reviews de produtos

Com os brasileiros comprando com mais frequência pela internet e muitos evitando sair de casa devido ao medo provocado pela pandemia do coronavírus, a campanha de vendas de Natal de 2020 se configura como um das mais virtuais dos últimos tempos. 

E para os negócios que buscam desenhar uma boa estratégia online para o fim de ano, uma ação será essencial: coletar avaliações de usuários para seus produtos ou serviços.

É o que aponta pesquisa sobre o tema realizada pelo Capterra com 601 consumidores de todas as partes do país entre os dias 19 e 28 de outubro (confira metodologia completa no final do texto).    

Segundo o estudo, 52% dos consumidores sempre leem reviews de produtos ou serviços antes de comprá-los, enquanto 30% dizem fazê-lo com frequência. Apenas 2% dos entrevistados afirmam que nunca o fazem. A idade, como mostra o gráfico abaixo, tem um peso dominante:

avaliações produtos idade

Coletar reviews de produtos, inclusive com a ajuda de programas para gestão de reputação, pode ser um investimento com boas chances de trazer bons resultados, já que metade (49%) dos entrevistados afirmam ter um nível de confiança alto ou muito alto nas avaliações. 

A Covid-19, como esperado, está jogando igualmente um papel determinante nessa questão: 58% dos entrevistados dizem que leem avaliações com mais frequência agora do que antes da epidemia. 

Neste artigo, detalharemos os principais pontos do estudo e reuniremos algumas dicas de como usar a tecnologia, como softwares de gestão de avaliações, para melhorar a reputação online do seu negócio. Todos os dados citados abaixo são referentes ao total de entrevistados que afirmam ler (590) ou escrever (521) reviews.

Reviews de produtos são decisivas nas decisões de compra 

A leitura de reviews não é apenas um dos passos da jornada do cliente, é determinante para a decisão de compra dos consumidores, como mostra o gráfico abaixo:

decisão compra avaliações

Nota-se claramente que, ainda que menor para produtos e serviços que dependem mais de gostos ou afinidades pessoais (como roupas, atividades culturais ou restaurantes), o nível de influência das reviews é alto para a maioria das categorias analisadas. 

Para produtos com muita oferta, em que o consumidor precisa investir mais dinheiro ou dos quais têm pouco conhecimento técnico, as reviews têm um papel-chave: 88% dos entrevistados afirmam que as avaliações influenciam ou influenciam muito suas compras de eletrônicos, por exemplo.

Use a tecnologia a seu favor

A coleta de reviews faz parte de uma ação integrada de acompanhamento do comportamento dos seus clientes e clientes em potencial. Softwares de satisfação do cliente podem ajudá-lo a coletar, organizar e gerenciar melhor toda a informação recebida dos clientes. 

Maioria precisa de 6 a 20 reviews para confiar em produto 

Os consumidores buscam ter um espectro completo das opiniões de outros usuários sobre os produtos e serviços em que estão interessados. 

De acordo com o estudo, 63% afirmam confiar tanto em avaliações positivas como em negativas.

Um considerável número de avaliações também é importante: metade (49%) dos entrevistados dizem que um produto necessita de entre 6 e 20 reviews para ser confiável; para um de cada quatro (25%), o número de avaliações deve ser de no mínimo 21 para tal. 

A quantidade de opiniões pode, inclusive, ter um peso maior que a nota do produto: 67% dizem preferir um produto com mais avaliações e menor nota do que o contrário. 

Use a tecnologia a seu favor

Um número significativo de reviews negativas pode ter diversas causas. Para ajudá-lo a descobrir os motivos, nada melhor do que perguntar diretamente ao seu cliente o que pode ser feito para melhorar. Ferramentas de pesquisa podem ser grandes aliadas.

Consumidores estão atentos às avaliações falsas

Os consumidores desconfiam do que leem na internet, já que apenas 4% dos entrevistados afirmam não fazer qualquer tipo de verificação para detectar se uma avaliação é realmente autêntica; 38% acreditam que pelo menos metade das empresas possui avaliações falsas na internet.

Como principal tática de segurança, três de cada quatro consumidores (74%) afirmam certificar-se de que a plataforma em que leem as avaliações é confiável para assim evitar ler reviews falsas. 

Plataformas como Reclame Aqui e grandes sites como Amazon, Americanas, Mercado Livre, Magazine Luiza e Submarino estão entre os mais citados na hora da busca de avaliações. 

Outra das táticas que os compradores usam para detectar as resenhas enganosas é buscando opiniões verificadas, aquelas que garantem que o usuário teve uma experiência verdadeira com a empresa.

avaliações falsas

A grande maioria dos entrevistados considera as reviews do Google como as mais confiáveis,  seguidas daquelas postadas nas redes sociais, como mostra o gráfico abaixo: 

plataformas de reviews

Vale notar que as avaliações do Google não são verificadas uma a uma pela plataforma: os negócios precisam solicitar a exclusão de reviews que consideram falsas e somente aquelas que violam suas políticas de comentários terão a chance de ser removidas dos perfis das empresas. 

Isso realça a importância de responder aos comentários deixados pelos usuários na sua página do Google, já que metade daqueles que escrevem avaliações (54%) afirmam buscar uma resposta. Praticamente todos os consultados pelo Capterra (99%) afirmam ler as respostas às avaliações na rede.

Use a tecnologia a seu favor

Como mostram os dados, é preciso estar atento ao que seus clientes falam sobre o seu negócio tanto no Google como nas redes sociais. Para as últimas, o uso de ferramentas de monitoramento pode ser de grande ajuda.

Consumidores buscam avaliações sem vieses

A importância que os usuários dão ao exame da veracidade das informações contidas nas opiniões e à busca de páginas confiáveis se reflete também no tipo de avaliações que buscam. 

Metade (49%) dos entrevistados afirmam não confiar em reviews feitas por formadores de opinião e somente 22% dizem acreditar naquelas feitas por celebridades, como atores ou músicos (veja gráfico abaixo). 

reviews influencers

De fato, o estudo aponta que as reviews são a fonte mais confiável de informação para os consumidores na hora de comprar um produto, à frente da opinião de amigos ou até de especialistas, como pode ser observado abaixo:

confiança avaliações

Isso indica a vontade do consumidor de obter comentários sem vieses, seja por parte de alguém que possa estar envolvido comercialmente com determinada marca ou produto (como uma celebridade) ou por uma pessoa que se guie somente pelos seus gostos pessoais (como um amigo).

Use a tecnologia a seu favor

Ainda que metade dos consumidores afirme não confiar em avaliações feitas por formadores de opinião, é bom estar atento ao que pessoas com grande atenção midiática podem dizer sobre sua marca ou produto, principalmente nas redes sociais. Plataformas de gerenciamento de redes sociais podem ajudá-lo a cuidar de todos os seus canais em um só lugar.

Quase todos leem reviews…e também escrevem

O espírito crítico do brasileiro também pode ser notado no momento das compras. 

Se, como vimos, a grande maioria dos consumidores afirmam ler reviews, um número igualmente importante diz escrevê-las: 88% dos entrevistados já deixaram ao menos uma avaliação em sua vida; 18%, o fazem com frequência.

Um traço importante da personalidade dos consumidores brasileiros pode ser notado ao analisarmos os motivos que os levam a escrever uma resenha: 80% afirmam que buscam ajudar outros consumidores antes que eles comprem um produto. 

Trata-se de números semelhantes aos observados em outros países do Sul da Europa em que o Capterra realizou a mesma pesquisa, como Itália (74%) e Espanha (79%), e distante do observado ao norte do continente, como na Alemanha (52%) e na Holanda (58%). 

Segundo o estudo brasileiro, 96% daqueles que escrevem reviews acreditam que as empresas levam em consideração as avaliações dos usuários, ainda que 34% pensem que não o suficiente.

Use a tecnologia a seu favor

Como vimos, quase quatro de cada dez consumidores que escrevem reviews pensam que seus comentários não são levados o suficiente em consideração. Não ignore avaliações. Caso não haja uma pessoa responsável pela tarefa na sua empresa, a adoção de ferramentas de colaboração pode ajudar o seu time a se coordenar para garantir que nenhum comentário passe desapercebido.

reviews de produtos infografico

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Metodologia:

Para reunir os dados presentes neste estudo, o Capterra realizou um levantamento online entre os dias 19 e 28 de outubro que ouviu 601 consumidores com mais de 18 anos e de todas as regiões do país. O painel contou com 52% dos entrevistados do sexo feminino e 48% do sexo masculino. O painel da mesma pesquisa realizada em Itália, Espanha, Alemanha e Holanda contou com 600, 618, 685 e 700 entrevistados, respectivamente. Os resultados são representativos da pesquisa, mas não necessariamente da população como um todo.

10 startups promissoras para seguir em 2021

startups promissoras

startups promissoras

O setor de TI no Brasil cresce. E em ritmo acelerado. 

Os dados da última pesquisa anual da Associação Brasileira das Empresas de Softwares (ABES) comprovam: em 2019, o avanço foi de 10,5%, o dobro da média mundial. Levando em conta os mercados de software, serviços, hardware e as exportações do segmento, foram movimentados US$ 44,3 bilhões (cerca de R$ 239,8 bilhões). Segundo o estudo, o mercado de software e serviços foi o que teve o crescimento mais acentuado, de 16%.

A crise do coronavírus parece não ter mudado tal cenário: números recém divulgados pela empresa de inovação Distrito mostram que os aportes em startups no Brasil de janeiro a outubro deste ano já superam o valor do ano passado no mesmo período, atingindo US$ 2,49 bilhões (cerca de R$ 13,5 bilhões). Empresas de software, como a de chatbots Take, lideram em investimentos recebidos.

Outra prova da importância do setor de softwares são os números da Associação Brasileira de Startups, que mostram que quase quatro de cada dez (37%) startups do país são empresas SaaS, que oferecem um software como serviço, modelo em que os programas são disponibilizados diretamente na web, por assinatura, sem a necessidade de serem instalados no computador.

Pensando nisso, o Capterra fez uma seleção dos softwares que mais ganharam destaque na  plataforma nos últimos meses. São ferramentas desenvolvidas por startups promissoras que ocupam (ou são candidatos a ocupar) posições de liderança em suas áreas entre usuários e investidores. Ferramentas, portanto, em que todos devem ficar de olho. Os seguintes critérios de seleção foram usados: 

  • Os softwares precisavam ter pelo menos 10 avaliações de usuários no Capterra publicadas nos últimos dois anos 
  • Os softwares deveriam ter 4,5 estrelas ou mais de qualificação no Capterra
  • As empresas deveriam contar com sua sede central no Brasil 
  • As empresas deveriam ter sido fundadas a partir de 2010  

Confira detalhes sobre as ferramentas, apresentadas em ordem alfabética, abaixo!

Startups promissoras para prestar a atenção em 2021

Airbox

airbox funil vendas
Funil de vendas do Airbox, ferramenta de gestão de tarefas para empresas B2B (Fonte)
  • Empresa: Airbox
  • Software: Airbox
  • Categoria: Gestão de tarefas
  • Fundador: Miguel Rivero Neto
  • Ano de fundação: 2019
  • Sede: Florianópolis

O Airbox é uma ferramenta que combina tanto gestão de processos internos como externos (de relação com os clientes).

Entre suas funcionalidades estão gestão de vendas, projetos e tarefas, customer success e gestão de OKRs (objetivos e resultados). 

O software também oferece opções para equipes Agile, como quadros kanban.

Não sabe o que é kanban? Confira este post!

Biteplay

biteplay
Tela principal do Biteplay, que ajuda na publicidade em vídeos do Youtube (Fonte)
  • Empresa: Biteplay
  • Software: Biteplay
  • Categoria: Publicidade online
  • Fundadores: Henrique Chappuis e Leonardo Chappuis
  • Ano de fundação: 2019
  • Sede: São Bernardo do Campo

Desenvolvida no Brasil, mas com olhos no mercado estrangeiro. Essa talvez seja a melhor descrição da plataforma de publicidade Biteplay, que ajuda os usuários a encontrarem os vídeos mais adequados no Youtube para inserirem publicidade de suas marcas.

No mercado desde 2019 e disponível apenas em inglês, o software oferece opções de busca de conteúdos por palavras-chave ou produzidos por influencers para que o usuário insira seus anúncios naqueles mais buscados pela sua audiência. A ferramenta também oferece a funcionalidade de criação de vídeos para as peças publicitárias.  

EasyRetro

easy retro
Exemplo de quadro do Easyretro, plataforma de colaboração com opção gratuita (Fonte)
  • Empresa: EasyRetro 
  • Software: EasyRetro
  • Categoria: Colaboração
  • Fundador: Glauber Ramos
  • Ano de fundação: 2015
  • Sede: Porto Alegre

É outro dos softwares criados no país com olhos voltados para o público estrangeiro, já que está disponível apenas em inglês.

O retro do nome vem de retrospectiva, a última etapa dos sprints promovidos pelas equipes que usam a metodologia ágil. Sua proposta é facilitar a criação dos quadros usados nesse tipo de reunião. 

Não sabe o que é metodologia ágil? Confira este post.

A função básica do programa, a criação de cartões que podem ser movidos por diferentes colunas dentro de cada quadro, permite, no entanto, que ele possa ser usado para outros fins. 

Para uma reunião online em que uma pessoa precisa responder a perguntas de vários colaboradores, por exemplo, é possível pedir aos participantes que enviem seus questionamentos previamente e depois organizá-los em colunas por temática. Cada pergunta será um cartão (veja imagem acima). Com o botão de votação, os participantes podem também escolher as perguntas que mais lhe interessam, por exemplo.

iClinic

iclinic
Prontuário eletrônico do iClinic, que permite a realização de teleconsultas (Fonte)
  • Empresa: iClinic
  • Software: iClinic
  • Categoria: Telemedicina
  • Fundadores: Leonardo Berdu, Felipe Lourenço e Rafael Bouchabki
  • Ano de fundação: 2012
  • Sede: Ribeirão Preto

Como outros produtos do tipo, o software para gestão de clínicas médicas e telemedicina iClinic vive um período de crescimento com a pandemia do coronavírus, que fez com que o governo liberasse as teleconsultas no Brasil

Não sabe o que é telemedicina? Confira este post.

Prova disso é o recente aporte de investimentos que a empresa recebeu do fundo para a América Latina do SoftBank.

Além das funções de atendimento à distância, o software oferece diversas funcionalidades para a gestão de clínicas e também opções para relacionamento com o cliente.

Popconvert

popconvert
Tela de criação de campanha da ferramenta de captação de leads Popconvert (Fonte)
  • Empresa: Popconvert
  • Software: Popconvert
  • Categoria: Captação de leads
  • Fundador: Felippe Pereira
  • Ano de fundação: 2018
  • Sede: São Paulo

O Popconvert é uma ferramenta que usa a gamificação para a geração de leads. 

O programa permite aos usuários inserirem pop-ups com elementos de gamificação (como uma roleta) para a criação de listas de leads, o que pode levar ao potencial aumento da taxa de conversão e das vendas.

O software está disponível em português, mas também foca no mercado estrangeiro, com opções em espanhol e holandês. 

Reportei

reportei startups promissoras
Exemplo de criação de relatório com dados do Google Ads no Reportei (Fonte)
  • Empresa: Reportei
  • Software: Reportei
  • Categoria: Relatórios
  • Fundadores: Rodrigo Nunes e Renan Caixeiro 
  • Ano de fundação: 2015
  • Sede: Juiz de Fora

O Reportei é uma ferramenta para geração de relatórios com foco em redes sociais. 

O software permite a criação de reports com dados de Instagram, Facebook, Youtube, LinkedIn e de ferramentas do Google (Analytics, Search Console e Meu Negócio). 

A ferramenta, que está disponível em português, inglês, espanhol e francês, também possui integração com o MailChimp e o RD Station.

Runrun.it

runrunit
Exemplo de criação de tarefa no Runrun.it, que possui uma versão grátis (Fonte)
  • Empresa: Runrun.it
  • Software: Runrun.it
  • Categoria: Colaboração
  • Fundadores: Antonio Carlos Soares, Franklin Valadares e Patrick Lisbona
  • Ano de fundação: 2012
  • Sede: São Paulo

Outra das ferramentas com foco no mercado internacional, o Runrun.it é um software de gestão de tarefas com opções de controle de tempo e custo de atividades, criação de relatórios e funcionalidades Agile.

Criada em 2012, trata-se de um das empresas com mais tempo de atuação no mercado da lista.

Shosp

shosp
Painel inicial do Shosp, que possui uma versão gratuita para cinco usuários (Fonte)
  • Empresa: Shosp
  • Software: Shosp
  • Categoria: Telemedicina
  • Fundador: Rodolfo Canedo Mesquita
  • Ano de fundação: 2012
  • Sede: Rio de Janeiro

O Shosp combina funcionalidades de gestão de clínicas e consultórios com telemedicina. 

Recentemente, a ferramenta também incluiu opções de relacionamento com o cliente, com integração com Whatsapp e opção de marketing por SMS. 

Ao contrário do iClinic, o outro software de telemedicina da lista, o Shosp oferece uma opção gratuita para até cinco funcionários.

TiFlux

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Painel do TiFlux, que ajuda empresas a gerenciarem sua infraestrutura de TI (Fonte)
  • Empresa: TiFlux
  • Software: TiFlux
  • Categoria: TI
  • Fundadores: Marcio Jacson Dos Santos, Fabio Miguel Mello e Ademir Vicente Machado Jr.
  • Ano de fundação: 2017
  • Sede: Joinville 

A TiFlux é uma plataforma que combina diversas funcionalidades voltadas a prestadores de serviços de TI e software house, de solicitações de chamados, acesso remoto e chat até a emissão de boletos de cobrança.

Essa ampla oferta de serviços é possível graças a integrações com ferramentas como Whatsapp (para atendimento), Jira (para gerenciamento), Asaas (para cobranças) e Conta Azul (para o financeiro). 

Vaultone

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Painel do Vaultone, que pode ser usado para a proteção de contas compartilhadas (Fonte)
  • Empresa: Vaultone
  • Software: Vaultone
  • Categoria: Gerenciamento de senhas
  • Fundador: Leonardo Cooper
  • Ano de fundação: 2017
  • Sede: Curitiba

Também com os olhos voltados ao mercado internacional, com versões em português e inglês, o Vaultone é um sistema de gestão de acessos e senhas. 

A atual conjuntura não poderia ser mais favorável para a empresa, com o aumento da preocupação com a cibersegurança, impulsionada pelo aumento do home office. 

Dados do Capterra mostram, por exemplo, que o gerenciamento de senhas é um dos grandes problemas entre os trabalhadores das PMEs brasileiras

Busca algum software? Confira nosso catálogo!

Metotodologia:

As empresas apresentadas neste artigo foram selecionadas de acordo com os seguintes critérios:

  • Os softwares precisavam ter pelo menos 10 avaliações de usuários publicadas nos últimos dois anos
  • Os softwares deveriam ter 4,5 ou mais estrelas de qualificação no Capterra
  • As empresas deveriam contar com uma escritório central no Brasil
  • As empresas deveriam ter sido fundadas a partir de 2010 

LGPD no RH: 45% das PMEs não informam sobre coleta de dados pessoais

lgpd rh

lgpd rh

Muito discutida no âmbito das relações entre consumidores e empresas, a nova lei de proteção de dados brasileira (LGPD), que entrou em vigor no último dia 17 de setembro, influenciará igualmente como os negócios lidam com os dados dos seus trabalhadores. Boas práticas no uso de softwares, como os de recursos humanos, por exemplo, também terão de ser adotadas. 

Diferentemente da lei europeia sobre a questão (a GDPR), que traz um artigo específico sobre o processamento de dados no âmbito laboral, a LGPD não trata especificamente do tema. 

O que não exclui as relações de trabalho do seu âmbito de aplicação, como destacam diversos juristas e especialistas na legislação

O que é a LGPD?

Segundo a lei, controladores, pessoas físicas ou empresas que tratam os dados para fins próprios, e operadores, que realizam o tratamento de dados pessoais em benefício de outra empresa, terão de seguir uma série de controles na hora de coletá-los e tratá-los para garantir a segurança da informação dos titulares. 

Neste post, o consultor e colaborador do Capterra Pedro Leal Fonseca, especialista na área de tecnologia, explica os principais pontos técnicos da LGPD. Entre eles, o quem é quem da lei (titulares, controladores e operadores dos dados) e como deverá agir cada um desses atores.

Por esse motivo, o Capterra entrevistou 515 trabalhadores de pequenas e médias empresas (PMEs) de todo o país para saber se seus locais de trabalho estão atentos às mudanças trazidas pelas LGPD. Os entrevistados não podiam estar diretamente envolvidos na gestão de dados pessoais dos trabalhadores (veja a metodologia completa no final de texto).

Confira abaixo os principais dados da pesquisa e questões relacionadas ao tema a que sua empresa precisa estar atenta.  

LGPD no RH: quase metade dos trabalhadores não recebem informações sobre seus dados

Segundo o estudo, quase metade (45%) dos entrevistados afirmam que sua empresa não os mantém informados sobre a coleta e o tratamento dos seus dados pessoais.

Um número considerável de entrevistados (13%) afirmam que passaram a receber informações sobre o tema depois da aprovação da nova lei. 

O dado pode indicar um aumento da preocupação dos empresários com a questão da privacidade dos dados dos seus funcionários, possivelmente sob a influência das recentes discussões ao redor da LGPD.

Vale lembrar que em março, apenas seis meses antes do início da vigência do texto, um quarto das PMEs afirmavam nem sequer conhecer a LGPD, segundo outro levantamento do Capterra.

lgpd funcionários informam

Maioria dos trabalhadores confia na gestão de dados da sua empresa

Ainda que um número significativo de trabalhadores não tenha informações sobre o tratamento dos seus dados, oito de cada dez entrevistados (82%) pelo Capterra creem que suas empresas armazenam e manipulam seus dados de forma segura.

O dado se reflete em um baixo interesse dos trabalhadores em consultar seus superiores sobre questões relacionadas ao tema. 

Do total de entrevistados, somente 15% afirmam ter solicitado informações relacionadas aos seus dados pessoais antes da entrada em vigor da LGPD e apenas 9% afirmam tê-lo feito depois do dia 17 de setembro deste ano.

O interesse dos trabalhadores sobe, no entanto, nas empresas mais preocupadas com a privacidade (veja gráfico abaixo). 

Entre aqueles negócios que mantêm os funcionários informados sobre a questão, 22% dos trabalhadores dizem ter solicitado algum tipo de informação sobre seus dados antes da vigência da LGPD e 15% depois do início da sua entrada em vigor. 

Nos negócios que não informam sua equipe sobre o tema, as porcentagens caem para 7% e 3% respectivamente.

lgpd rh buscam dados

Com relação à confiança na gestão de dados das empresas, é possível observar índices semelhantes tanto entre os trabalhadores que buscam informações sobre o tema com os superiores como entre os que não o fazem (veja gráfico abaixo).

O dado pode indicar um número alto de funcionários que apoiam a estratégia de privacidade da empresa sem conhecê-la em profundidade.

lgpd funcionários confiança

Trabalhadores temem que dados sejam acessados sem sua autorização

Ainda que 55% dos entrevistados afirmem que suas empresas os mantêm informados sobre a manipulação das suas informações pessoais e 82% confiem na gestão de dados que elas aplicam, o medo a possíveis vazamentos  é uma realidade. 

Segundo o estudo, 68% dizem que sua maior preocupação com respeito ao armazenamento e à manipulação das suas informações é que elas sejam acessadas sem o seu consentimento; 62% temem que elas sejam compartilhadas sem a sua autorização.

preocupações lei de proteção de dados pessoal

Como destacam especialistas, são diversas as ocasiões em que os empregadores se deparam com situações em que devem coletar e tratar os dados fornecidos pelos empregados nas diferentes fases da relação trabalhista, seja antes da contratação, durante o contrato ou após a sua finalização. 

Abaixo, destacamos algumas dessas situações e mostramos como a tecnologia pode ser uma aliada para evitar contratempos:

Fase pré-contratual

Trata-se do momento em que a empresa estabelece os primeiros contatos com aquele que poderá ser seu futuro funcionário. 

Nessa etapa de seleção, são coletados dados de identificação, currículo, cartas de recomendação, referências, etc.  

Como podemos observar, ainda que nenhum contrato tenha sido assinado, é grande a quantidade de informação que o candidato precisa fornecer à empresa antes da sua potencial admissão.

Utilize a tecnologia a seu favor

Certifique-se de que sua ferramenta de recrutamento e seleção esteja adaptada (ou em vias de adaptar-se) à nova norma. 

Se você ainda não adota uma ferramenta do tipo, esse pode ser o momento mais adequado, já que as ferramentas já adaptadas à LGPD lhe ajudarão a evitar deslizes na manipulação dos dados dos candidatos. Antes de buscar soluções e de fechar qualquer compra, garanta que os softwares que você está analisando estejam em conformidade com a lei.

Fase contratual 

Trata-se do momento em que já foi estabelecido o vínculo empregatício entre empresa e trabalhador. 

Nessa etapa são coletados a maioria dos dados, como os bancários (para pagamento de salários), aqueles relativos à saúde (como exames ocupacionais e atestados médicos) e outros, como filiação sindical.

Aqui cabe a máxima atenção, já que alguns dos dados fornecidos pelos funcionários podem ser considerados sensíveis e exigem cuidados especiais por parte da empresa, que passa a ser a controladora, de acordo com a LGPD.

Utilize a tecnologia a seu favor

Softwares de recursos humanos podem ajudá-lo a manter toda a informação dos seus funcionários em um só lugar e de maneira organizada. A simples perda de um documento, por exemplo, pode ser evitada com a adoção de plataformas do tipo.  

lei de proteção de dados areas empresa

Fase pós-contratual

Trata-se do momento da rescisão do contrato com o funcionário. 

Aqui, a empresa precisa estar atenta principalmente a questões ligadas ao armazenamento dos dados para questões relacionadas a eventuais ações trabalhistas e que por lei devem ser mantidos pela empresa após o desligamento do funcionário por diferentes períodos de tempo.

Utilize a tecnologia a seu favor

Além dos já mencionados softwares de recursos humanos, os sistemas de gestão de documentos podem ser grandes aliados das empresas na hora de manter bem arquivadas as informações de todos os funcionários, inclusive daqueles que deixaram a empresa.

LGPD e funcionários: questão está no centro das atenções

A maioria dos trabalhadores das PMEs entrevistados pelo Capterra não conhece (61%) ou não tem certeza (16%) se sabe o que é a LGPD.

Isso não impede que a imensa maioria (95%) considere importante a aprovação de um lei para proteger os dados dos cidadãos. 

Trata-se de números semelhantes observados em pesquisa sobre a LGPD feita pelo Capterra com a população em geral

De acordo com o estudo, 68% dos entrevistados afirmam que pretendem iniciar ou aumentar as consultas referentes aos seus dados pessoais no trabalho levando em conta que há uma nova lei tratando do tema. 

Dados que mostram a importância de os negócios não perderem tempo no processo de conformidade com a lei.

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Metodologia:

Para reunir os dados presentes neste estudo, o Capterra realizou um levantamento online entre os dias 2 e 15 de outubro em que ouviu 515 trabalhadores de empresas com entre 1 e 250 funcionários de todas as regiões do país e de diferentes setores de atuação. Os entrevistados não podiam estar envolvidos na gestão de dados pessoais dos trabalhadores das suas empresas. Para a parte referentes aos consumidores, foram 531 entrevistados com entre 18 anos e 65, de diferentes faixas de renda (até 1 salário mínimo, de 1 a 3, de 3 a 7, de 7 a 15, de 15 a 20 e mais de 20) e de todas as regiões do país. Os entrevistados eram trabalhadores em tempo integral ou parcial, freelancers/autônomos, estudantes em tempo integral, aposentados ou pessoas que perderam o emprego durante a crise. Os resultados são representativos da pesquisa, mas não necessariamente da população como um todo.


Nota: Este documento, embora tenha a intenção de informar nossos clientes sobre os atuais desafios de privacidade e segurança de dados experimentados pelas empresas de TI no mercado global, não se destina, de forma alguma, a fornecer aconselhamento jurídico ou endossar um plano de ação específico. Para obter conselhos sobre sua situação específica, consulte seu consultor jurídico.

O que é low-code? Conheça o desenvolvimento rápido de aplicativos

o que é low code

o que é low code

A demanda crescente por software e a escassez de desenvolvedores têm tornado as plataformas de desenvolvimento low-code uma solução para muitas empresas. Mas o que é low-code (ou código baixo, em português)? 

Graças a essas plataformas, os desenvolvedores podem criar aplicativos elaborados de forma rápida enquanto os custos de desenvolvimento são reduzidos ao mínimo. Já com a interface gráfica de uma plataforma de desenvolvimento no-code, é possível criar aplicativos simples.

A Gartner prevê que, em 2024, o desenvolvimento de aplicativos low-code será responsável por mais de 65% da atividade de desenvolvimento de software (documento completo disponível para clientes, em inglês).

O que é low-code?

Uma plataforma de desenvolvimento low-code (LCDP na sigla em inglês) automatiza o processo de desenvolvimento, permitindo o desenvolvedor se concentrar no mais importante: a funcionalidade desejada. A programação é feita por meio de uma interface gráfica e não por meio da digitação de código, embora isso também seja possível.

Segundo a Gartner, “uma plataforma de desenvolvimento low-code permite o desenvolvimento e a implementação de aplicativos de forma rápida usando técnicas de low-code e no-code, como design e desenvolvimento de aplicativo baseado em modelos descritivos, seguidos pela implementação com um simples clique.”

Entre os recursos e funcionalidades de uma plataforma de desenvolvimento low-code estão:

  • Criação de interfaces de usuário para aplicativos responsivos
  • Base de dados integrada
  • Modelagem e orquestração de processos de negócios e de decisões ou regras
  • Implementação de aplicativos com um clique

Low-code x no-code

No low-code, a ênfase está na simplificação do desenvolvimento de aplicativos. A construção, teste, monitoramento, integração e entrega (DevOp) são automatizados e ocorrem em um segundo plano. Embora o desenvolvedor ainda tenha a capacidade de programar manualmente, o aplicativo é construído usando uma interface gráfica. O resultado é um prazo bastante curto de entrega do aplicativo. Com uma LCDP, continua sendo possível construir aplicativos complexos, algo que não é possível com uma plataforma no-code.

Uma plataforma no-code serve para construir aplicativos simples com funcionalidades limitada. Eles são construído com blocos, que escondem o código de programação, como uma espécie de Lego. Dadas suas limitações, o no-code é especialmente adequado para usuários que usam o Excel ou o Access, por exemplo, e assim compensar a falta de alguma funcionalidade em seu trabalho diário.

o que é low code versus no code

Vantagens do low-code

  • Ao automatizar o processo de DevOps, o tempo de desenvolvimento e de entrega de novos aplicativos é bastante reduzido. Em um momento em que há escassez de desenvolvedores, esta é obviamente uma grande vantagem.
  • Com as LCDPs, os aplicativos desenvolvidos para grandes empresas também ficam ao alcance de empresas menores.
  • Os aplicativos desenvolvidos são propriedade da sua empresa.
  • Respostas flexíveis e rápidas às mudanças tornam-se possíveis, porque os pequenos ajustes nos aplicativos nem sempre exigem um programador. Graças à interface gráfica, eles podem ser realizados por seu próprio departamento de TI ou pessoas com pouco conhecimento de programação
  • Melhoria da experiência do usuário, em parte devido à possibilidade de os próprios usuários criarem aplicativos simples para certas funcionalidades ou relatórios. Isso evita a ocorrência de “shadow IT”, o uso de ferramentas instaladas diretamente pelos usuários, sem o conhecimento do departamento de TI. Os aplicativos low-code e no-code são integrados aos softwares usados e, portanto, melhor gerenciáveis pelo departamento de TI;
  • O departamento de TI tem uma visão geral das autorizações dos usuários. Modificar autorizações torna-se uma simples questão de atribuir ou bloquear um novo perfil de usuário.

3 tipos de plataformas low-code

  • Plataformas para o desenvolvimento de qualquer tipo de aplicativo: frequentemente, estão disponíveis Interface de Programação de Aplicativos (APIs na sigla em inglês) para essas plataformas, de forma que os aplicativos podem ser facilmente integrados às soluções já implantadas na empresa.
  • Plataformas para softwares de um fornecedor especial: alguns exemplos são o Microsoft PowerApps, da Microsoft, o Google App Maker, da Google, e o Oracle Application Express (APEX), da Oracle.

Como escolher a plataforma low-code certa?

Tudo começa com a pergunta: por que você está buscando uma plataforma low-code e quais problemas quer resolver? Para isso, responda às seguintes questões:

  • Estou buscando low-code ou no-code?
  • Estou buscando um aplicativo ou quero acomodar todos os processos de negócios em uma LCDP?
  • Estou buscando novas funcionalidades ou extensões de uma funcionalidade?
  • Estou buscando aplicativos para desktop, celular ou ambos?
  • Estou buscando um software baseado na minha própria nuvem, na nuvem do fornecedor ou de instalação local?

Quando tiver uma ideia clara do que está procurando, você pode começar a comparar diferentes plataformas low-code. Ler avaliações de usuários pode ser muito útil nesse processo.

O Capterra tem mais de um milhão de avaliações de software, inclusive de plataformas de desenvolvimento low-code e no-code. Ler essas avaliações ajudará você a fazer a escolha certa.

Exemplos de aplicativos low-code

Originalmente, o desenvolvimento de aplicativos de código baixo era usado pelas equipes de TI dentro de uma empresa, sendo ideal para criar bancos de dados online personalizados ou para agilizar as operações de negócios com os mais diversos propósitos, como gerenciamento de leads, gestão de projetos ou faturamento, por exemplo. Com o low-code, os usuários podem construir o banco de dados do zero ou usar modelos sem programação, o que simplifica o desenvolvimento.

Low code platform Teamdesk
Construção de banco de dados de gerenciamento de leads no TeamDesk  (Fonte)

As plataformas low-code também podem integrar aplicativos de diferentes departamentos, como CRM, ERP, recursos humanos, contabilidade e vendas, usando APIs. Dessa forma, o software pode crescer passo a passo com a empresa.

exemplo aplicativo ninox
Criação de aplicativos próprios de negócios com a plataforma low-code Ninox (Fonte)

No entanto, a experiência de usuário positiva e os modelos de licenciamento escalonáveis acabaram levando o low-code também para o desenvolvimento de aplicativos B2B (de empresas para empresas) e B2C (de empresas para consumidores). Alguns exemplos são o uso de LCDPs para SaaS (software como serviço ) e por desenvolvedores de aplicativos que desejam oferecer aos seus usuários um serviço integrado de automação e integração.

Low code integração Cycrl
Conectores do Cyclr, que permite desenvolvedores oferecer soluções integradas (Fonte)

Exemplos de soluções B2B e B2C são aquelas que melhoram a experiência do cliente, como aplicativos para celular que permitem ao usuário acompanhar o estado de seu pedido ou conferir o estoque da loja.

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Nota: os aplicativos mencionados neste artigo são apenas exemplos utilizados para mostrar funcionalidades em um determinado contexto. Não se tratam de endossos ou recomendações. Eles foram selecionados a partir de fontes consideradas confiáveis no momento da publicação.